sábado, 24 de dezembro de 2016

NATAL E CALVINISMO



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Por Jonathan Master

O que poderia ser mais evangelical e abrangente que o Natal? É uma época quando todos aqueles que celebram o Natal concordam sobre o significado da festividade, e mesmo muitos não cristãos fingem acreditar – ou pelo menos afirmar que algo bom aconteceu na noite em que Cristo nasceu. O Natal dificilmente parece ser a época apropriada para discutir as doutrinas da graça. Afinal de contas, somos levados a crer que o Natal é gloriosamente abrangente e o Calvinismo é desafortunadamente restrito.


Então por que inserir tais severas doutrinas na abrangente e bela alegria que compartilhamos no Natal? Bem, em primeiro lugar, essas doutrinas não são severas de forma alguma, ou restritas. Elas são atraentes e gloriosas, e o entendimento delas leva imediatamente ao tipo de alegria abundante que associamos ao Natal.

Mas há mais do que isso. A razão pela qual devemos associar o Natal e o Calvinismo é que o próprio Jesus o faz. Em João 6, Jesus dá uma razão muito clara para a encarnação. E a encarnação é o que celebramos quando celebramos o Natal corretamente. Ele diz isso: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Essa afirmação abrangente de Jesus toma uma forma mais definida nos versos que se seguem: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (6.39-40). Mais à frente nessa mesma discussão, Jesus fala mais sobre a vontade do Pai, a qual ele veio à terra para cumprir: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer;” (6.44). E, novamente, “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita” (6.63). Por fim, ao responder algumas questões dos discípulos sobre aqueles que não creem, Jesus diz “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (6.65).

Como a razão apontada por Jesus para a encarnação é fazer a vontade do Pai, vale a pena olhar para esses ensinamentos de uma forma sistemática. Primeiro, aprendemos que ninguém pode vir a Jesus, a não ser que o Pai o atraia ou lhe permita isso (João 6.44, 65). Isso é assim porque somente o Espírito Santo vivifica, e o homem em seu estado natural não é capaz de encontrar vida; na carne, seres humanos não possuem qualquer coisa aproveitável para alcançar a salvação (João 6.63). Aprendemos que o Filho veio para salvar aqueles que foram entregues a ele (João 6.39). Nos é dito que aqueles que foram atraídos, entregues e trazidos à vida pelo Pai de fato vêm: ninguém pode resistir à Sua graça transformadora (João 6.37). E então, talvez o mais notável, aprendemos que Cristo garante que todos os que vêm a ele em fé, aqueles que lhe foram dados pelo Pai e transformados pelo Espírito, certamente serão ressuscitados no último dia (João 6.40).

Em outras palavras, quando Jesus reflete sobre sua vinda à terra, ele explica nos termos da vontade do Pai na salvação, uma vontade que é demonstrada em no contexto da depravação total do homem, a eleição incondicional de Deus, a obra definitiva de Cristo na salvação, a graça irresistível de Deus em atrair e entregar os homens a Cristo, e a promessa gloriosa de que Cristo um dia irá ressuscitar aqueles que olham para ele em fé genuína. É disso que falamos quando falamos sobre Calvinismo. E, como vimos, também é o que Jesus ensina quando fala sobre o Natal.


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Traduzido por Filipe Schulz no Reforma21

O Natal da Igreja Perseguida

INTERNACIONAL

Você já imaginou como é comemorado o Natal em países onde o cristianismo é proibido? Para muitos cristãos, o dia 25 de dezembro é um dia de festa e também uma ocasião para se alegrar pelo nascimento de Jesus Cristo. Mas há lugares em que se você preparar uma festa de natal pode atrair muitos problemas.
Saiba como será o Natal de alguns cristãos neste ano e lembre-se deles em suas orações:
Nomes e algumas fotos foram alterados e outros não divulgados por motivos de segurança.
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Deve ser discreto

“Para nós, o Natal é uma data muito especial. Cantamos e adoramos a Deus, oramos uns pelos outros e pelo nosso país. Mas tudo isso deve acontecer em segredo, em nossas casas e não na igreja. Nunca tivemos uma árvore de Natal e não usamos enfeites para não chamar a atenção dos muçulmanos”, disse Saadia*, uma cristã perseguida.

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As últimas semanas foram tensas
Extremistas islâmicos estão agitados nessa época do ano. Eles andam ameaçando os cristãos que abriram igrejas em construções comuns e não em edifícios públicos. Destruições e mortes continuam acontecendo independente do Natal. Nossos irmãos indonésios pedem orações.

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O toque de recolher vai se estender até 25 de dezembro
Várias igrejas foram ameaçadas e avisadas sobre as consequências que terão de enfrentar caso comemorem o Natal. Extremistas islâmicos pregaram cartazes com o seguinte alerta: “Não é permitido adorar a Deus e celebrar o Natal sem permissão prévia”. O serviço de segurança de Estado anunciou a paralização imediata dos serviços de internet e toque de recolher até 25 de dezembro.

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Chorar com os que choram

No começo do mês, cristãos foram atacados durante um culto em Cairo, no Egito. Muitas crianças e mulheres morreram. “Admito que é muito difícil expressar em palavras a profundidade da tristeza e da dor que enche nossos corações”, disse um parceiro da Portas Abertas no país. “Por favor, junte-se a nós em orações durante esses dias tristes, especialmente durante os próximos dias para que aqueles que perderam seus queridos possam encontrar conforto no Senhor". Cristãos estão enfrentando grandes batalhas nesse Natal. Que nossos irmãos egípcios possam ter um novo amanhecer de esperanças e que a luz de Jesus brilhe sobre os cansados e feridos.

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Há esperança!

Rafael*, de 21 anos, escolheu permanecer na Síria com mais alguns amigos para preparar atividades para as crianças nesse Natal. A preparação já começou e dentro da programação tem: Teatro contando a história do nascimento de Jesus, estábulo vivo, árvore de natal para as crianças enfeitarem e outras atividades. Ele sente que tem uma tarefa de cuidar das crianças da igreja na aldeia onde ele vive: "Quando eu me coloco no lugar de uma criança, penso se conseguiria ou não viver sem atividades divertidas, sem brincar, sem celebrar o Natal e a Páscoa. Por isso, tentamos organizar eventos para as crianças da igreja ".

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Além de decorações e árvores de Natal
Comemorar o nascimento do salvador é uma decisão corajosa e até ousada para a igreja em Bangladesh, mas eles entendem que dessa forma podem compartilhar o amor de Jesus e fazer com que os bengaleses compreendam o significado dessa data e também experimentem a alegria e a paz que eles sentem por serem cristãos.

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A oração não deve cessar

“Olá, irmãos! Eu sou Maryam. Eu e minha família nos convertemos a Jesus há 10 anos. Somos membros de uma igreja doméstica em nosso país e no Natal nos reunimos na casa de alguém da igreja e celebramos esse grande dia com louvores e orações a Deus. Este ano não podemos celebrar com toda a igreja por motivos de segurança. Por causa disso, convidamos dois amigos para celebrar e orar conosco. O Natal é um momento de alegria para os cristãos iranianos, mas também um tempo de medo. As investigações policiais são intensificadas nessa época. Neste Natal, vamos todos orar por aqueles que não podem celebrar o Natal em liberdade”.

Galeria de fotos do Natal

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Encenação do nascimento de Jesus no Dia de Oração pela Síria

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“Jesus nasceu” escrito por velas no deserto de Omã

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Em um campo de refugiados no Iraque, fizeram uma tenda na época de Natal com estábulo e uma árvore de Natal. Na tenda está escrito: “Lar é onde Jesus está”.


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Mãe e filha em celebração do Natal na Colômbia

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Família cristã após a comemoração do Natal no Oriente Médio

Fonte:Portas Abertas

´Jesus Cristo é a única solução´, diz diretor evangélico da CIA sobre ataques muçulmanos

Mike Pompeo é cristão, veterano do exército e defensor pró-vida. Em seus discursos, o diretor da CIA condena os ataques terroristas e campanhas a favor do aborto.
O presidente eleito Trump nomeou seu novo chefe da CIA, Mike Pompeo. Cristão evangélico, Pompeo é uma figura respeitada na comunidade da segurança nacional. Ele também é um veterano do exército e defensor pró-vida.
Há dois anos, Pompeo fez um discurso em uma igreja, onde disse que os muçulmanos pensam que o Islã é “a única forma” de tratar as pessoas. “Esta ameaça para a América é de pessoas que acreditam profundamente que o Islã é o caminho e a luz e a única resposta”, disse Pompeo aos frequentadores da igreja, de acordo com a Press TV.
“Essas pessoas acreditam que devem exterminar os cristãos da face da terra”, acrescentou. “Eles abominam os cristãos”, foi ele sobre uma minoria entre os muçulmanos. Pompeo aconselhou os crentes a “orar e ficar de pé e lutar e certificar-se de que sabemos que Jesus Cristo é o nosso salvador e é verdadeiramente a única solução para o nosso mundo”.
Após o bombardeio de Boston em 2013, Pompeo chamou líderes muçulmanos para denunciar atos de terrorismo cometidos em nome do Islã. “Foram só dois meses desde os ataques em Boston, e nessas semanas, o silêncio dos líderes muçulmanos tem sido ensurdecedor”, disse ele.
“Falhar em condenar tais ataques torna os líderes muçulmanos potencialmente cúmplices dos ataques. Quando os ataques terroristas mais devastadores contra os Estados Unidos, nos últimos 20 anos, vieram de forma esmagadora de pessoas de uma única fé (e foram realizados em nome dessa fé), uma obrigação especial recai sobre aqueles que são os líderes dessa crença”, disse ele.
Contra o aborto
Pompeo é também um empresário perspicaz, começando na Thayer Aerospace, e depois passando para a Sentry International, que fabrica equipamentos para campos petrolíferos. Pompeo também votou a favor da Planned Parenthood, chamando-a de “maior provedor comercial de abortos nos Estados Unidos”.
Trump disse em uma declaração que estava orgulhoso de nomear Pompeo como diretor da CIA. “Ele serviu o nosso país com honra e passou a vida lutando pela segurança de nossos cidadãos”. O presidente eleito continuou: “Ele será um líder brilhante e implacável para nossa comunidade de inteligência para garantir a segurança dos americanos e dos nossos aliados”.
Pompeo disse que foi honrado pela oportunidade de servir e trabalhar ao lado de Trump “para manter a América segura”. “Também estou ansioso para trabalhar com os guerreiros de inteligência dos Estados Unidos, que fazem tanto para proteger os americanos a cada dia”, finalizou.
Com informações CPAD News
Imagem: reprodução

Indígenas da tribo Asháninka abandonam idolatria após conhecerem a Cristo

Perú – Um grupo de missionários indígenas, evangelizaram a tribo Asháninka na selva amazônica peruana, onde muitos nativos abandonaram sua crença de idolatrar os ancestrais e o espiritismo.
O missionários trabalham com aproximadamente 45.000 asháninkas, incluindo parte localizada na selva brasileira, ajudando aos asháninkas libertar-se do medo.
A tribo Ashainka vive com medo e terror dos espíritos malignos, e creem que podem ser atacados. Creem também, que uma figura mística transformou alguns seres humanos em montanhas, rios e outras formas da natureza.
A mensagem de morte e ressurreição de Cristo, tem sido pregada aos ashaninkas, e cada vez mais eles decidem seguir a Jesus, aceitando o discipulado jovem, adultos e para crianças, informou Christian Aid.
“Há jovens que agora acreditam em Jesus, e vimos mudanças em suas vidas. Estão aprendendo os ensinamentos do livro de Atos, e eu estou interessado que aprendam sobre a nova vida em Cristo e como orar”, disse um dos missionários.
“Alguns me disseram: ‘Somos idólatras porque colocamos nossa fé em muitas coisas dos nossos costumes tradicionais’, mas nós ganhamos a confiança deles e compartilhamos a mensagem da bíblia”, acrescentou.
Em outra aldeia Asháninka, o missionário adquiriu livros e material escolar para as crianças que foram abandonada por seus pais. O missionário indígena utilizou sua relação com o chefe da tribo para identificar as crianças que mais precisavam.
As autoridades locais se uniram a equipe da distribuição do material escolar, roupas e sapatos. O diretor da escola agradeceu aos missionários pela ajuda. “este presente veio do céu”, disse o diretor.
Com informações Acontecer Cristiano
Tradução: Jonara Gonçalves
Imagem: Reprodução

ENLOUQUECEU: “Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais”, diz PAPA FRANCISCO


Um homem que está lá para abrir muitos “segredos ” antigos na Igreja Católica é o Papa Francisco. Algumas das crenças que são realizadas na igreja, mas que são contra a natureza amorosa de deus, estão sendo revistas pelo papa, que foi recentemente nomeado o “homem do ano ‘ pela revista TIME.

Em suas últimas revelações, o Papa Francisco disse:
”Por meio da humildade , da introspecção e contemplação orante ganharam uma nova compreensão de certos dogmas. Aigreja já não acredita em um inferno literal, onde as pessoas sofrem. Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de deus.Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus nos procura não para condenar, mas para abraçar.Como a história de Adão e Eva, nós vemos o inferno como um artifício literário. O inferno é só uma metáfora da alma exilada (ou isolada), que, como todas as almas em última análise, estão unidos no amor com DEUS.“
Em um discurso poderoso que está repercutindo em todo o mundo , o Papa Francisco declarou:
”Todas as religiões são verdadeiras, porque elas são verdadeiras nos corações de todos aqueles que acreditam neles. Que outro tipo existe realmente? No passado, A igreja considerava muitas coisas como pecado que hoje já não são julgadas dessa maneira. Como um pai amoroso, nunca condena seus filhos. Nossa igreja é grande o suficiente para heterossexuais e homossexuais, por pró-vida e pró-escolha! Para os conservadores e liberais, até mesmo os comunistas são bem-vindos e se juntaram a nós. Todos nós amando e adorando o mesmo deus. “Nos últimos seis meses , os cardeais, bispos e teólogos católicos têm debatido na Cidade do Vaticano sobre o futuro da Igreja e da redefinição das doutrinas católicas e seus dogmas.
O catolicismo é uma religião agora “moderno e razoável, que passou por mudanças evolutivas. Hora de deixar toda intolerância. Devemos reconhecer que a verdade religiosa evolui e muda. A verdade não é absoluta ou imutável. Mesmo ateus reconhecem o divino. Através de atos de amor e caridade ateu reconhece deus, bem como, redime a sua alma, tornando-se um participante ativo na redenção da humanidade. “
DEUS está mudando e evoluindo como nós somos, porque deus habita em nós e em nossos corações. Quando espalhar o amor e bondade no mundo, nós reconheceremos nossa divindade. A bíblia é um livro sagrado bonito, mas como todas as grandes obras antigas, algumas passagens estão desatualizadas. Algumas passagens chamam mesmo para intolerância ou julgamento. É o tempo de ver estes versos como interpolações posteriores, contra a mensagem do amor e da verdade, caso contrário, irradiando através da escritura chegou. Com base em nossa nova compreensão, vamos começar a ordenar mulheres como cardeais, bispos e sacerdotes. No futuro, é minha esperança de que, um dia, um papa feminino não permita que qualquer porta que está aberta para um homem seja fechada para uma mulher.”
Alguns cardeais da Igreja Católica são contra as recentes declarações do Papa Francisco.

Primeira ministra britânica é criticada por defender sua fé

A primeira ministra britânica, Theresa May, foi criticada por dizer que confia em Deus ao tomar decisões difíceis. Desde que assumiu o cargo, May disse em entrevista a The Sunday Times que seu sentido moral do bem e do mal a ajuda a tomar melhores decisões para o país.
REINO UNIDO –  A primeira ministra britânica, Theresa May, desde que assumiu o cargo, afirma em suas entrevistas que sua fé em Deus é a base de suas decisões.
“Existe algo quanto a minha fé, sou membro praticante da igreja da Inglaterra e assim sucessivamente, isso está por trás de tudo o que faço,” disse May a The Sunday Times.
May continuou dizendo: “Se você sabe que está fazendo o correto, você tem confiança, energia para ir e entregar a mensagem correta”.
Porém, suas afirmações nas entrevistas, tem provocado a ira da Sociedade Secular Nacional da Grã Bretanha, que acusou a primeira ministra de “abusar de seu cargo político” para impor valores cristãos aos outros.
Stephen Evans, diretor da campanha da Sociedade, disse que “muitas pessoas se apoiam em sua fé durante os tempos difíceis”, porém advertiu a primeira ministra, dizendo que ela deve “governar em nome de todos, incluindo a minoria e, por sinal, a maioria dos cidadãos não religiosos”.
“Ainda que seja correto que Theresa May tenha fé, ela não deve usar seu cargo para promover o cristianismo ou impor seus próprios valores religiosos”, disse Evans.
No entanto, os comentários de Evans também despertou críticas, fazendo com que a Sociedade Secular Nacional seja acusada de impor sua cosmovisão.
“A teoria de que a primeira ministra não deve impor suas opiniões à população parece lógica, mas, Stephen Evans não parece ser lógico quando tenta impor sua própria visão em seus discursos públicos”, comentou Peter Ould à Breitbart Londres.
“A teoria de que o ateísmo é uma posição predeterminada para a religião na vida política está obsoleta em uma sociedade multicultural que valoriza o patrimônio espiritual de uma diversidade de cidadãos”, disse.
No entanto, um novo anuncio do grupo de conservadores ResPublica influencia aos políticos britânicos a considerarem a nova clausula de consciência na Declaração dos Direitos de proteção à cristãos e outros grupos religiosos.
ResPublica diz que os cristãos e outras pessoas de fé enfrentam tempos de temor e desconfiança, “é necessário fazer mais pra proteger a liberdade de fé, e a melhor maneira de fazer isso, é continuar com o projeto da Declaração de Direitos Britânico e incluir a liberdade de expressão da crença”.
Com informações The Sunday Times e  Noticias Cristianas
Tradução: Jonara Gonçalves
Imagem: Reprodução

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O PAPAI NOEL É LAMENTÁVEL E IRRELEVANTE, AFIRMA JOHN PIPER


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Os pais cristãos não devem ensinar seus filhos sobre a existência do Papai Noel, mas sim, focar no nascimento de Jesus Cristo durante o Natal, de acordo com pastor americano John Piper.

Essa orientação veio em resposta a uma dúvida feita no site Patheos, na qual Piper, que é fundador da organização evangélica “Desiring God”, respondeu a uma pergunta sobre Papai Noel feita por um leitor.


“Como poderíamos pensar em dar a nossos filhos uma tigela de mingau sem açúcar quando temos a maior refeição do mundo? Por que damos o Papai Noel, quando eles podem ter a encarnação do Filho de Deus? É incompreensível para mim ver que muitos cristãos não examinam isso como um comércio que desvia o foco da encarnação do Deus do universo, que veio a este mundo para salvar a nós e a nossas crianças”, Piper inicia sua resposta.

“Eu quase não tenho palavras em ver as pessoas contemplando isso. O Papai Noel não apenas deixa de ser uma verdade enquanto Jesus é a próprio própria verdade, mas em comparação com Jesus, o Papai Noel é simplesmente lamentável e nossos filhos devem ser ajudados a ver isso", afirmou.

O teólogo também diferencia os presentes oferecidos entre São Nicolau e Jesus Cristo. "O Papai Noel oferece apenas coisas terrenas, nada duradouro, nada eterno. Jesus oferece a alegria eterna com o mundo introduzido nisso. O mecanismo lançada pelo Papai Noel é oferecer suas guloseimas efêmeras apenas na condição de boas obras... E Jesus oferece todos os dons gratuitamente pela graça, mediante a fé".

Ele prossegue ressaltando outras diferenças: "O Papai Noel é um faz de conta, Jesus é mais real que o telhado de sua casa. O Papai Noel só aparece uma vez por ano, Jesus promete: ‘Eu estarei sempre com vocês’ (Mateus 28:20)”, observa.

"O Papai Noel não pode resolver o nosso pior problema, Jesus conseguiu resolver o nosso pior problema — nosso pecado e afastamento de Deus. O Papai Noel pode acrescentar bons momentos na vida, mas não pode reconstruir uma vida despedaçada para sempre. E os nossos filhos precisam saber que sobre as verdades do Natal”.

"O Papai Noel não é relevante em muitas culturas do mundo. Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores de todos os povos do mundo. O Papai Noel será esquecido algum dia, mas Jesus será o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8)”, continua.

Piper, no entanto, observa que não há nenhuma competição. “Eu não posso ver como um pai — que conhece e ama a Jesus — iria colocar Jesus para fora da celebração e o Papai Noel para toda a celebração. Ele é simplesmente irrelevante. Ele não tem nada a ver com isso”.

O conselho do pastor é mostrar aos seus filhos, de todas as formas, o verdadeiro significado do Natal. “Deixe suas decorações apontarem para Jesus. Deixe sua comida apontar para Jesus. Deixe suas brincadeiras apontarem para Jesus. Deixe suas músicas apontarem para Jesus. Tire a alegria do mundo. Tire o espaço ao mundo. Tire a decoração do mundo, e deixe tudo apontar para Jesus. Se o foco em Jesus desmanchar seus prazeres no Natal, é sinal que você não o conhece tão bem”.


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Guiame

Natal: O Ponto de Vista Cristão

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Para mim é uma alegria as muitas tradições que vieram a estar associadas com o Natal, em nossa sociedade. Todas estas tradições combinam para fazer a época do Natal feliz, uma época na qual geralmente nos encontramos mais festivos, generosos e benevolentes. Não sou de forma alguma uma daquelas vozes exigindo a remoção destes prazeres do Natal, prazeres estes que não causam danos e que causam satisfação.

Mas certamente, o significado do que chamamos “Natal” é muito mais profundo do que qualquer destas coisas. É a celebração de um nascimento, o nascimento de Jesus em Belém. A história de José, a virgem Maria, o bebê Jesus, os Pastores e os Magos – e Herodes! – é uma história familiar para a maioria dos americanos. E é certo que assim o seja: nunca na história houve outra virgem que concebesse e desse à luz uma criança! É um evento verdadeiramente extraordinário!

Mas mesmo assim, o significado do Natal é mais profundo do que isto. A coisa mais extraordinária é esta: O nascimento de Jesus não foi o princípio da sua existência! Para colocar de uma outra forma, Sua origem não está de forma alguma relacionada com o Seu nascimento.

Se isto é um pouco difícil de entender, não se sinta sozinho. Mas isto é precisamente o que as Escrituras nos dizem. De fato, houve um profeta de Israel, por nome Miquéias, que disse que este que nasceria em Belém era um “cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Isto é, Ele veio da eternidade, para entrar no tempo.

Agora, claramente, esta linguagem é completamente inapropriada com referência a qualquer humano comum. O profeta Miquéias estava mui enfaticamente afirmando o fato de que Jesus não era um homem meramente: Ele é Deus. Ele é Deus como um homem.

Este, e nada menos, é o significado do Natal. É mais do que uma história de um bebê. É a história de como o Deus eterno se tornou um bebê!

Este é um evento que é único na história, tão significante que mudamos nosso calendário por causa dele – Antes de Cristo (a.C.) e Depois de Cristo (d.C.). E é assim mesmo que deveria ser. Toda a história até este ponto estava em antecipação do evento. Desde o tempo quando o homem caiu em pecado e se arruinou no paraíso, a promessa estava aguardando o cumprimento. A promessa foi primeiramente feita a Adão e Eva – alguém da “semente da mulher” viria e destruiria o tentador. Ela foi dada a Abraão – em alguém de sua semente “todo o mundo será abençoado”. Foi dada novamente a Davi, o maior Rei de Israel – seu “maior filho” prosperará em paz em seu trono para sempre. E era na antecipação desta própria promessa que todo o povo de Deus vivia.

E assim, a própria história está centrada n'Aquele que finalmente veio à Belém. Ele era o cumprimento das antigas esperanças de Israel.

Uma pergunta permanece: a simples questão, “Por que?” Por que, em nome da razão, o Deus eterno se tornaria um homem? A resposta novamente é encontrada nas próprias promessas: Ele veio para ser o Libertador, nosso Libertador do pecado.

A justiça de Deus requer que o pecado seja punido em todas as Suas criaturas. E a punição é a morte. E assim, deixados a nós mesmos, devemos morrer – física, espiritual e eternamente. Não há escapatória – somos incapazes de nos salvar.

O que precisamos, então, é de um Salvador – alguém que esteja disposto a morrer em nosso lugar. Além disso, alguém que seja sem pecado e Ele mesmo, não merecedor da morte. Mas somente Deus é sem pecado – e Ele não pode morrer! Isto é, a menos que se torne um de nós.

E este é precisamente o resto da história. Em Belém Deus se tornou homem para morrer na cruz pelos homens, sofrendo o castigo pelos seus pecados. Em assim fazendo, Ele se tornou nosso Salvador. Ele veio sofrer a condenação da Sua própria lei, a lei que nos condenava.

O Natal, então, marca um evento significante no calendário de Deus da redenção. Ele prometeu salvar, e este primeiro Natal foi o cumprimento desta promessa.

Tudo isto é resumido naquelas palavras familiares de João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Não, nós não temos nada contra as tradições, de forma alguma. Mas os pensamentos que enchem os nossos corações são estes: O Natal é a maior história de amor jamais contada. É a história do maior amor já dado. E é a história do maior Dom – o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.

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Autor: Fred G. Zaspel
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Mulheres e homens cristãos podem ser amigos?

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A questão é um barril de pólvora. Aqueles que respondem imediatamente "sim" podem arremessar tantos barris de evidência anedótica como aqueles que gritam "não". Poucos tratam isso como uma questão legítima - as opiniões são dadas num tom que implica que a própria questão viola o senso comum. São dadas respostas diferentes. Diferentes passagens são citadas. Diferentes colinas são construídas e desfeitas.
Então, as mulheres e os homens cristãos podem ser amigos?

Para começar, vários tipos de amizade homem-mulher merecem atenção única.

  • Uma mulher solteira e um homem casado;
  • Uma mulher casada e um homem solteiro;
  • Uma mulher casada e um homem casado;
  • Uma mulher solteira e um homem solteiro.

Como são essas amizades? Elas deveriam existir? Deus as proíbe, ou são elas vitais para o corpo de Cristo? Elas são obviamente inapropriadas ou inegavelmente essenciais na comunidade religiosa saudável? Parece-me, depois de considerar a evidência bíblica, que as amizades entre homens e mulheres se inclinam ainda mais a um processo que existe em todas as amizades:

  • Ponderação sobre os riscos da relação;
  • Implementação de limites necessários e amorosos na relação;
  • Colheita dos benefícios únicos que exaltam a Cristo na relação.

Normalmente passamos por esse processo inconscientemente com cada nova relação: avaliando se a relação será prejudicial a nós mesmos ou desobediente a Deus, e se não for, identificando parâmetros saudáveis ​​para tornar a relação tão frutífera quanto possível e, finalmente, desfrutando os benefícios contínuos do relacionamento.

Ao fazermos a pergunta: "Mulheres e homens podem ser amigos?", Devemos compreender que cada nova possibilidade de amizade entre uma mulher e um homem pode exigir um "não" ou um "sim" em várias circunstâncias ou em vários estágios da vida.

Riscos Inevitáveis

Uma vez que qualquer amizade piedosa entre homens e mulheres será a amizade entre dois discípulos de Cristo, o primeiro passo para construir essa amizade é "fazer as contas dos gastos, para ver se tem o suficiente para completá-la" (Lucas 14:28). Informação o suficiente. Auto-controle o suficiente. Comunhão o suficiente. Sabedoria o suficiente.

As amizades entre homens e mulheres podem levar a sentimentos não recíprocos.

Uma pessoa tem intenções completamente inocentes e amigáveis, e a outra se apaixona. Entre uma pessoa casada e qualquer pessoa que não seja seu cônjuge, a amizade deve terminar imediatamente.

Mas mesmo entre pessoas solteiras, os perigos são significativos. A amizade homem-mulher sempre traz a possibilidade de estranheza, de conflito, de mágoa. Alguém está pensando, "Isto está levando a algum lugar?" E a outra não está. Isso é chamado de "friendzone", e é muito fácil para as placas tectônicas do desejo criarem amizades quentes e que despertam o desejo nas quais esse calor é, de fato, causado por motivações que se movem em direções opostas.

Quer sejamos os desejantes ou os desejados, sejamos honestos com nós mesmos: ambos realmente queremos a mesma coisa dessa amizade? Se não nos fizermos esta pergunta, alguém acabará arcando com as graves consequências.

As amizades entre homens e mulheres podem provocar a tentação sexual

Se nós cegamente caminharmos pelas amizades entre homem e mulher com a noção ingênua de que elas não são diferentes de amizades entre pessoas do mesmo sexo, estamos cega e perigosamente equivocados. Elas são diferentes. Tendências trágicas e dolorosas na igreja sugerem que aventuras amorosas muitas vezes começam sutilmente ou mesmo inocentemente, e terminam em terrível destruição. Padrões de intimidade um-a-um entre membros do sexo oposto cultivam naturalmente o tipo de intimidade que leva ao romance.

Salomão escreve: “Um homem perverso... tem no coração o propósito de enganar, continuamente semeando discórdia; Então a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente.” (Provérbios 6:12, 14-15).

Esta é a atitude errada: "Não estamos sendo imprudentes. Não há nada com o que se preocupar. Não é assim." A calamidade da fornicação quase sempre ocorre de repente. Sempre nos surpreende. Sempre aparece na nossa porta com um sorriso inocente. Ou talvez nos leve à porta de outra pessoa. Ao sofá de alguém.

A fagulha da imoralidade sexual pode ter a diferença de uma polegada, de um olhar. A questão que devemos nos perguntar honesta e consistentemente é: "A estrutura de nosso relacionamento parece ser a de um incêndio florestal?" Se a sua atitude em relação à sua intimidade é descuidada, é provável que ela se incendeie.

As amizades entre homens e mulheres podem comprometer o casamento

É comum que as pessoas solteiras sejam demonizadas como "sedutoras" ou como "iscas", enquanto as pessoas casadas são apenas vítimas de amantes devoradores. No entanto, parece que a tentação muitas vezes anda do lado contrário, da pessoa casada para a solteira: por exemplo, José e a esposa de Potifar (Gênesis 39:11-18), ou pelo menos ambígua, no caso do membro da igreja e a esposa do seu pai (1 Coríntios 5:1).

O ponto não é condenar ou idolatrar qualquer estado civil como mais protegido que o outro. O ponto é reconhecer o elemento humano comum que torna possível a subversão da aliança matrimonial se uma (ou ambas) pessoas estiverem casadas. Algumas perguntas diagnósticas são:

  • Estamos passando tempo sozinhos juntos?
  • Os nossos encontros (especialmente locais) são cada vez mais privados?
  • Estamos nos queixando de nossos casamentos (ou vida amorosa) um para o outro?
  • Estamos enviando mensagens um para o outro em particular?
  • Eu me encontro pensando nela(nele), ou fantasiando sobre uma vida com ela(ele)?
  • Sinto que estou me esquivando de uma intimidade que sob outro ponto de vista seria inapropriada?

Recompensas Potenciais

Uma vez considerados e ponderados os riscos de uma amizade entre homens e mulheres, podemos fazer a seguinte pergunta: "Esses riscos podem ser mitigados?" A humildade, a honestidade, a comunidade e a responsabilidade podem nos proteger das conseqüências iminentes e nos permitir desfrutar o bem que pode vir dessas amizades?

Deus recompensa os limites apropriados

Todo relacionamento – e todo nível de intimidade – floresce com o tipo certo de limites. E o tipo de relacionamento determina quais limites ele precisa para florescer. “O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura” (Provérbios 15:24). Então, qual é o caminho adequado para as amizades entre mulheres e homens?

A resposta é, naturalmente, diferente para cada tipo de relacionamento. Mas o ponto é limites devem existir. Alguns exemplos seriam:

  • Sem mensagens de texto privadas (inclua sempre o cônjuge, ou algum amigo piedoso);
  • Sem encontros privados ou secretos (a(s) pessoa(s) sempre sabe(m));
  • Nenhuma discussão detalhada sobre casamentos ou vidas amorosas;
  • A sabedoria exige alguns “nãos”, a fim de manter a segurança e a integridade que levam à vida, e não o descuido ou a liberdade que levam ao pecado.

Deus recompensa a comunicação clara

Imaginemos o lado oposto, o pecado prospera na preguiça da ambigüidade. Sejamos honestos sobre nossas próprias intenções: por que somos realmente compelidos a construir e investir nesta amizade? É porque nós gostamos da atenção que recebemos do amigo a qual não podemos obter de um cônjuge ou de um futuro cônjuge? É porque ficamos sutilmente excitados ao flertar com os limites de algo que parece ter passado dos limites?

Deus recompensa uma resposta ponderada que reflete honestamente o estado de nossos corações. E precisamos ter cuidado, no contexto de uma comunidade rigorosa, a provar se não estamos nos enganando sobre nossas próprias intenções.

Uma vez que tenhamos sido honestos sobre nossas próprias intenções, precisamos articulá-las claramente. Somos amigos por causa da igreja, por causa de um projeto, por uma questão de desfrutar de um hobby mútuo, para servir a igreja? Tenhamos uma resposta e deixemos que as interações que se desviam do propósito acordado permaneçam fora de cogitação.

Deus recompensa a comunidade forte

É fácil para a igreja se dividir em ministérios de homens, ministérios de mulheres e ministérios de casais. Os solteiros tornam-se “carta branca”, e muitas vezes jogam fora o que poderia ter sido um sistema simples de pureza. Mas as amizades entre homens e mulheres na igreja são uma santa expressão da intimidade que Deus nos conquistou em Cristo (Gálatas 3:28), especialmente quando atraímos outros para essas amizades como salvaguardas.

Todo o esforço que colocamos tanto nos limites quanto na clareza honra e promove este dom – um dom que não deveria ser proibido, em princípio, entre o povo de Deus. Mas essas amizades só devem ser permitidas dentro do adequado “campo de visão” de pessoas informadas e envolvidas o suficiente para proteger as duas partes.

Por que Não Podemos Ser Amigos?

Tudo é permitido, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 10:23). O que é bom para alguns não vale a pena para todos - e pode ser prejudicial. O que pode ser uma bela e santa amizade entre um homem e uma mulher em um caso pode não ser correspondente para todos os homens e mulheres, e certamente não pode ser tido como verdade absoluta a todo homem e mulher. Agir assim simplesmente não seria sábio nem seguro.

Mas quando os riscos forem pesados ​​e as estruturas gratificantes forem estabelecidas, podemos, com uma consciência limpa, vir diante de Deus e pedir-lhe para abençoar nossas amizades com o sexo oposto. Esta confiança é obtida através de um registro maduro e piedoso: “Não se deixem enganar; de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6: 7). Mas está disponível. E é linda. E, como tudo que é belo, requer um paciente investimento, humildade generosa, abnegação implacável, autoconsciência e autocontrole.

Paulo nos encoraja: “Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja” (Romanos 13:13). É interessante como Paulo contrapõe a "imoralidade sexual" com "comportar-se com decência, como quem age à luz do dia". Quando nossas mensagens não são privadas, nossos encontros não são às escondidas, nossa intimidade não está coberta de sorrisos tortos, podemos participar de uma intimidade pura em amizades entre homem e mulher que é pública e louvável, cheia de graça e verdade.

Ama o teu próximo como a ti mesmo: Eu sou o Senhor” (Levítico 19:18). Nenhuma ordenança farisaica sobre as relações homem-mulher deve inibir esse mandamento. Nem um libertário livre para fazer o que quer deve sutilmente subvertê-lo. Deus se deleita em amizades entre homens e mulheres, mas somente quando dizem algo verdadeiro e bom sobre Ele ao mundo (João 13:35). Homens e mulheres, sejamos diligentes na sabedoria, implacavelmente acima do opróbrio, e sejamos amigos em Cristo.

***
Autor: Paul Maxwell
Fonte: DesiringGod
Tradução: Moacir Campos

Evangelização Reformada

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Introdução

Ao examinarmos ainda que rapidamente o assunto – evangelização – pelo prisma mais popular notamos que comumente algumas frases prontas são utilizadas como:

  • a) “Aceite Jesus, ele quer morar em seu coração...”
  • b) “Dê uma chance a Deus, ele pode mudar sua vida...”
  • c) “Jesus te ama e quer te salvar... só depende de você...”

Esse tipo de abordagem é totalmente antropocêntrica, ou seja, a preocupação maior da evangelização é o homem, e vale tudo para que o homem entenda a mensagem. De fato, o homem é alvo da graça de Deus e por ter sido feito a imagem e semelhança do criador ele precisa cumprir os mandatos que lhe foram dados no início, mas, sem a graça redentora de Deus ele não poderá cumprir esses mandatos contidos em Gênesis 1.26-30. Nessa passagem nós temos três mandatos pactuais – mandato cultural, mandato social e mandato espiritual. Esses mandatos foram dados antes da grande comissão (Mt 28.19), nesses mandatos dados pelo Criador o homem teria que glorificar a Deus em todas as suas atividades culturais, em todas as suas atividades familiares e em toda sua atividade espiritual. Ao estarmos na Queda do pai da raça que era Adão não seria possível o homem cumprir esses mandatos como Deus havia determinado, o pacto foi quebrado, e na teologia aliancista chamados esse pacto de: Pacto de Obras. E o que viria a ser o Pacto de Obras? Primeiro, entendamos em que consiste esse pacto e o que é o pacto de obras, a Confissão de Fé de Westminster (CFW) nos diz que

Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam fluir nada dele como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual foi ele servido significar por meio de um pacto [1].
O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal [2].

Essa é nossa base inicial para que compreendamos qual a posição do homem na evangelização e qual a posição de Deus na salvação de pecadores. Notemos que o homem não é o personagem principal no drama da salvação, mas, Deus. Por isso chamamos a evangelização bíblica de Teocêntrica e não de Antropocêntrica, a evangelização bíblica tem Deus no centro e não o homem. Visto que o homem quebrou esse pacto de obras o próprio Deus providenciou outro pacto para a salvação do homem caído vejamos:

O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo, exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para vida o Santo Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer [3].

Isso nos dá a base para afirmar que todo homem que não creu no Filho de Deus como seu suficiente salvador está debaixo do pacto de obras, notemos que ele está sob o pacto de obras, mas, não pode cumpri-lo porque está caído, está irredimido, está destituído da glória de Deus como nos diz o Texto Sagrado: “...pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. (Romanos 3.23-NVI)

O fato de o homem não cumprir o pacto de obras o condena, porque a lei exige dele esse cumprimento. Vejamos: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.” (Tiago 2.10 – NVI)

Fica claro que o homem por si mesmo não pode ir a Deus sem que seja trazido pelo próprio Deus.

Deus: o Autor da Evangelização

Entendido o fato que Deus é supremo na tarefa evangelizadora da Igreja, reconhecemos que Deus é o Autor da Evangelização. A maior tarefa da Igreja é glorificar a Deus entre todos os povos e a evangelização é um meio para que isso aconteça. É importante frisarmos que a evangelização está no decreto eterno de Deus, e chamamos isso na teologia dePactum Salutis ou Aliança da Redenção, como nos diz R.B. Kuiper:

As raízes da evangelização estão na eternidade. Os teólogos costumam falar do pactum salutis, feito desde toda eternidade pelas três pessoas da Deidade. Pode-se traduzir a expressão pactum salutis tanto por Aliança da Redenção como por conselho da redenção... Neste plano, Deus o Pai devia enviar seu Filho ao mundo para resgatá-lo; Deus o Filho haveria de vir voluntariamente ao mundo para se tornar merecedor da salvação por sua obediência até a morte; e Deus o Espírito aplicaria a salvação aos pecadores, instilando neles a graça renovadora [4].

É importante compreendermos um ponto da doutrina de Cristo que chamamos de obediência ativa de Cristo. Cristo obedeceu livremente, ou seja, guardou perfeitamente o pacto de obras, pacto este que o homem caído não pode mais guardar por que pecou e o pecado o legou ao fracasso espiritual, a morte espiritual (Ef 2.1-10), mas, Cristo morreu pela Igreja (Ef. 5.25; 2 Co 5.14; Jo 10.11), e sua morte foi o sacrifício substitutivo pelos pecadores que Deus determinou salvar, como nos diz Lucas no livro de Atos 13.48. E a forma desses pecadores virem a Deus pela mediação de Cristo (1 Tm 2.5) é pela pregação do Evangelho, conforme Paulo ensina em Romanos 10. A pregação é a forma que Deus determinou para trazer os pecadores à fé. Vejamos o que diz Romanos 10.17: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”.

A pregação é o meio pelo qual o pecador é levado à fé pelo Espírito Santo. Essa é uma verdade vital do Cristianismo bíblico.

Qual é o Motivo para a Evangelização?

Nos diz o  Breve Catecismo de Westminster em sua primeira pergunta:

Qual é o fim principal do homem?
Resposta:
O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre [5].

Ao evangelizarmos não cumprimos somente uma ordem divina, mas, devemos pregar ao mundo caído porque amamos a Deus e queremos proclamá-lo em todas as nações. Vejamos o que nos diz o salmista no Salmo 67:

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós, para que sejam conhecidos na terra os teus caminhos, e a tua salvação entre todas as nações. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos. Exultem e cantem de alegria as nações, pois governas os povos com justiça e guias as nações na terra. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Que a terra dê a sua colheita, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe! Que Deus nos abençoe, e o temam todos os confins da terra.” [Sl 67:1-7]

Fomos comissionados a glorificar a Deus entre todas as nações, reder-lhe louvor entre todos os povos línguas e nações, o livro do Apocalipse nos mostra vários cânticos louvor a glória da graça do Deus salvador e redentor, no capítulo 15, versos 3 e 4 nós lemos:

Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifesto.

Diz o teólogo J.I. Packer – Glorificamos a Deus pela evangelização não somente porque a evangelização é um ato de obediência, mas também porque na evangelização contamos a todo o mundo quão grandes obras poderosas da graça de Deus se tornam conhecidas, ele é glorificado [6].

Consequentemente se entendemos que a evangelização é também uma expressão de nossa adoração e nosso amor ao Senhor, amaremos nosso próximo que desejaremos que muitos sejam alcançados com as verdades eternas do Evangelho de Cristo. Para finalizarmos, cito mais uma vez a CFW:

No Evangelho Deus proclama seu amor ao mundo, revela clara e plenamente o único caminho da salvação, assegura vida eterna a todos quantos verdadeiramente se arrependem e crêem em Cristo, e ordena que esta salvação seja anunciada a todos os homens, a fim de que conheçam a misericórdia oferecida e, pela ação do Seu Espírito, a aceitem como dádiva da graça [7].

Conclusão

Deus é o início e o fim da evangelização, a glória de Deus é a coisa mais importante. O desejo de Deus é ser glorificado e o homem foi criado para isso. Portanto todo método de evangelização que coloca o homem no centro é idólatra, todo método de evangelização que não diz que o homem é um pecador caído e necessitado de redenção falha em sua abordagem e todo método que somente mostra o homem como caído, mas, não lhe mostra Jesus como caminho é igualmente inválido. Todo método de evangelização deve ser teocêntrico, sendo teocêntrico será também cristocêntrico. Toda a Bíblia possui uma abordagem histórico-redentiva, a história da salvação, devemos seguir o método bíblico em apresentar a mensagem do Evangelho, Deus no centro de tudo.

E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”. Marcos 16.15

Amém.

______________________
Notas:
[1] CFW, cap. 7.1. Jó 9.32-33; Sal. 113. 5-6; At 17.24-25; Lc 17.10.
[2] CFW, cap.7.2. Gal. 3.12; Rom. 5.12-14 e 10.5; Gen. 2.17; Gal. 3.10.
[3] CFW, cap. 7.3. Gal, 3.21; Rom. 3.20-21 e 8.3; Isa. 42.6; Gen. 3.15; Mat. 28.18-20; Jo 3.16; Rom. 1.16-17 e 10.6-9; At. 13.48; Ezeq. 36.26-27; Jo. 6.37, 44,45; Lc. 11.13; Gal. 3.14.
[4] Kuiper. R.B. Evangelização Teocêntrica, Ed. PES, 2ª edição, 2013, p.9.
[5] Breve Catecismo de Westminster – Referências: Rom. 11.36; 1 Co 10.31; Sal 73.25-26; Is 43.7; Rom.14.7-8; Ef. 1.5-6; Is. 60.21; Is. 61.3.
[6] Packer, J.I. Evangelização e a Soberania de Deus, Ed. Cultura Cristã, 2ª edição, 2011, p.89.
[7] CFW, cap. 35.2. Jo 3.16 e 14.6; At 4.12; 1 Jo 5.12; Mc. 16.15; Ef. 2.4,8,9.

***
Autor: Thomas Magnum
Fonte: Electus

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Cristãs são perseguidas pela família e vizinhos

Hostilizadas por vizinhos e parentes, Gulnor e Karima ainda enfrentam a perseguição da polícia, que ameaça prendê-las. O crime delas é seguir a Jesus
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Quando descobriu que a esposa havia se convertido e que os filhos a seguiram na fé, o marido de Gulnor* abandonou a família e foi morar na Rússia, muito longe da mulher e filhos. Diante de vários problemas financeiros que teve por conta da saída do marido, Gulnor foi morar com sua mãe e irmão em um vilarejo uzbeque. A irmã também é cristã mora em condições precárias, necessitando de várias reformas, principalmente no telhado e um novo poço para coleta de água. Além disso, os remédios da mãe, que além de não aceita-las como cristãs, depende totalmente do cuidado das filhas. Entre todos os problemas, o filho mais velho de Gulnor, Amir*, está em um hospital por conta de um problema cardíaco. Ele faz parte da equipe de louvor de sua igreja e acredita que em breve poderá voltar para suas tarefas em comunidade.
Atualmente, as irmãs e suas famílias estão sendo ameaçadas pela polícia por atividades ilegais religiosas. Elas são delatadas pelos vizinhos que desaprovam a presença delas no vilarejo. “Eles nos acusam de traição ao islã e por isso acreditam que toda a doença e pobreza de nossa família provêm disso. Mas não vamos deixar de confiar em Deus. Se não nos deixam pegar água no poço da comunidade, vamos cavar poços próprios e Deus vai nos ajudar”, declara a cristã.
Ore pelas irmãs Gulnor e Karima. Que Deus dê graça e condições de sobrevivência e que por meio do testemunho delas, sua comunidade e família venham a conhecer a Jesus.
*Nomes e foto alterados por motivo de segurança.
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