sexta-feira, 19 de agosto de 2016

10 DICAS DAS ESCRITURAS ÀQUELES QUE DESEJAM SER MELHORES PAIS E MÃES





Por Renato Vargens

Volta e meio alguém me pergunta o que fazer para construir uma relação saudável com os filhos. Pois é, pensando em ajudar a alguns pais que tem tido dificuldade em relacionar-se com a garotada, resolvi elencar dez dicas para aqueles que desejam ser melhores pais e mães, vejamos:


1-) Sejam pais presentes. Estejam com seus filhos em todo tempo ensinando-os no caminho que deve andar. (Provérbios 22:06)

2-) Dedique tempo para ensinar as Escrituras aos seus filhos quando juntos estiverem em casa.(Deuteronômio 6: 6-7)

3-) Ouça mais, fale menos e brigue menos.
( Tiago 1:19)

4-)Não irritem os vossos filhos com ações, palavras e discussões necessárias.
(Efésios 6:04)

5-) Seja integro, correto e honesto e os seus filhos serão felizes.
(Provérbios 20:07)

6-) Assim como o Senhor é compassivo e misericordioso com seus filhos, seja você também compassivo com os seus.
(Salmos 103:13)

7-) Não se negue a por limites, ou mesmo disciplinar seus filhos.
(Provérbios 13:24 22; 22:06,15; 29:15)

8-) Celebre a vida com os seus filhos. Lembre-se que as Escrituras nos ensinam que existe tempo para todas as coisas, inclusive para rir e celebrar.
(Eclesiastes 3:1-4)

9-) Reclame menos, múrmure menos.
(Filipenses 2:14)

10-) Trate seus filhos com ternura. Lembre-se que Jesus agiu assim com os pequeninos
(Mateus 18:10; 19:14).  

Pense nisso!

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Renato Vargens

“IGREJA DA CAVERNA” NO EGITO REÚNE MILHARES DE CRISTÃOS EM ADORAÇÃO A DEUS; #ASSISTA





O nome de Jesus Cristo é exaltado por cerca de 70 mil cristãos em uma “igreja caverna” a cada semana em cultos. A hoje conhecida “Igreja da Caverna” se tornou uma das maiores igrejas do Egito.



Mais de noventa por cento dos membros frequentadores da comunidade são cristãos coptas e os demais cristãos árabes. A igreja está localizada na montanha Mokattam no sudoeste do Cairo, em uma área conhecida como “a cidade do lixo”, devido a grande população que se dedica a reciclagem de lixo.

Estar em um país de maioria muçulmana e rodeado por países dominados por maioria Islâmica, é muito difícil manter costumes da fé cristã. No entanto a fé firme dos cristãos faz com eles se reúnam para louvar o nome que esta acima de todos os nomes, Jesus, informou a Cristians Voice.

Seguramente é a maior igreja cristã no Oriente Médio e tem capacidade para abrigar pelo menos 20 mil pessoas confortavelmente sentadas para os cultos. Nas cavernas próximas foram construídos outros locais para uso da igreja. Como estes locais estão ligados entre si, forma portante um enorme complexo subterrâneo.

Na “igreja caverna” se reúnem semanalmente em torno de 70 mil cristãos, que vão para adorar e louvar o nome de Jesus.

Para estes cristão é um forte testemunho que dão ao poder se reunir com liberdade em uma região cercada por países islâmicos que não permitem a liberdade religiosa.

O líder cristão local, Markos Ayoub define a situação assim: “Não é fácil ser um cristão copta no Oriente Médio hoje em dia, devido a instabilidade politica e problemas econômicos que enfrenta o Egito nos últimos anos, muitos cristãos temem pelo futuro do cristianismo no país.”

Devido a estes problemas muitos jovens deixam o país para tentar uma nova vida fora do Oriente Médio. Apesar das dificuldades, muitos dos que ficaram continuam a dar o testemunho de fé e esperança.

***
Com informações do Inforgospel, Christian Voice e Acontecer Cristiano, via Consciência Cristã

“PRECISAMOS UNIR A TEOLOGIA REFORMADA COM O FERVOR PENTECOSTAL”, DIZ HERNANDES DIAS LOPES #ASSISTA


Hernandes Dias Lopes é pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES). (Foto: Reprodução)


A visão do pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes sobre o equilíbrio entre a teologia protestante e a pentecostal vem chamando a atenção de milhares de internautas nas redes sociais.

O vídeo de uma entrevista concedida pelo pastor no programa “Trocando Ideias”, exibido pela LPC TV no dia 28 de outubro de 2013, voltou a ser comentada no Facebook e foi visualizada por mais de 44 mil pessoas desde a última quinta-feira (11).

Na ocasião, o Rev. Cláudio Martins levou à Hernandes a seguinte pergunta de um dos telespectadores: “Fui influenciado pela teologia reformada, mas sou assembleiano. Na minha igreja, tal teologia não é admirada. Por que os pastores pentecostais não partilham dessa teologia?

“Eu acredito que por não conhecerem”, responde Hernandes, que é pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES). “Há uma confusão das pessoas de acharem que a teologia reformada não tem nenhuma ligação com a piedade, com o fervor, com o avivamento, com a busca do Espírito Santo, com a vida de oração, com a santificação, com a vida plena de Deus.”

Hernandes acrescenta que as igrejas protestantes no Brasil precisam voltar às suas origens, pois perderam o fervor ao preservar a ortodoxia. “Não tem coisa melhor do que ter uma teologia reformada regada com óleo, com a unção, com fervor, com entusiasmo, com vibração, com paixão, com a vida plena do Espírito Santo de Deus”, aponta.

“O que nós precisamos é do que Martyn Lloyd-Jones colocou, é não separar o que Deus uniu: ortodoxia e piedade, teologia e vida, credo e conduta. É manter essa verdade regada com o óleo do Espírito. Essa junção da teologia reformada com a unção, com o fervor pentecostal, isso é uma coisa fenomenal”, acrescenta o pastor.

“Nós temos uma teologia magnífica, mas tem muita gente engessando essa teologia. Ela precisa ser cheia de entusiasmo e fervor espiritual”, finaliza.

Assista a entrevista completa:


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RELIGIÃO, CULTURA E REDENÇÃO



Por Herman Bavinck

Entre todos os povos do mundo, encontramos uma noção de pecado e miséria, e todos sentem a necessidade e a esperança de redenção. O otimismo é impotente para rejeitar o primeiro fato e reconciliar completamente os seres humanos consigo mesmos e com o mundo. O pessimismo, porém, nunca foi bem sucedido em desfazer o segundo fato e em erradicar  a esperança para o futuro do coração do humano. Além disso, vimos anteriormente que a expectativa de uma redenção vindoura está ligada, em muitas religiões, a uma pessoa vindoura e especificamente baseada no aparecimento de um rei. 

Aqui podemos acrescentar que a ideia de redenção está quase sempre associada à de reconciliação. Redenção, devemos dizer, é primariamente um conceito religioso e, portanto, ocorre em todas as religiões. Admito que os seres humanos têm à sua disposição muitos meios para se manterem na luta pela existência e para se protegerem contra a violência. Eles não estão sozinhos, mas vivem em comunidades. Eles têm mentes com as quais pensar, mãos com as quais trabalhar e podem, pelo trabalho e pelo esforço, conquistar, estabelecer e expandir um lugar para si mesmos no mundo. É digno de nota, porém, que todas essas ajudas e suportes não são suficientes para eles. Por mais que as pessoas se desenvolvam culturalmente, elas nunca ficam satisfeitas com isso e não alcançam a redenção pela qual pela qual estão ansiosas, pois ao mesmo tempo em que a cultura satisfaz suas necessidades, incentiva a ter orgulho no grande progresso que fizeram, por outro, elas lhes dá uma noção progressivamente mais clara do longo caminho que ainda precisam percorrer. Na medida em que as pessoas colocam o mundo sob seus pés, elas se sentem mais e mais dependentes daquelas forças celestiais contra as quais, com medida em que resolvem problemas, vêem os mistérios do mundo e da vida se multiplicarem e aumentarem em complexidade. 

Enquanto sonham com o progresso da civilização,
 ao mesmo tempo vêem abrir diante de si a instabilidade e a futilidade do mundo existente. A cultura tem grandes, até mesmo incalculáveis vantagens, mas também traz consigo seus próprios inconvenientes e perigos peculiares. Quanto mais abundantemente os benefícios da civilização escorrem por nosso caminho, mais vazia a vida se torna. É por isso que em adição à cultura, em toda parte, teve origem e alcançou maturidade sob a influência da religião. Se os males da humanidade foram causados pela cultura, certamente eles poderiam ser curados de nenhuma outra forma a não ser pela cultura. Mas os males que temos em mente são oriundos do coração humano, que sempre  permanece o mesmo, e a cultura somente os realça. Com toda a sua riqueza e poder, ele apenas mostra que o coração humano, no qual Deus colocou a eternidade (Ec 3.11), é tão grande que nem todo mundo pode satisfazê-lo. Os seres humanos estão em busca de uma redenção melhor do que aquela que a cultura pode lhes dar. Eles estão procurando felicidade duradoura, um bem eterno. Eles estão ansiosos por uma redenção que os salve física e também espiritualmente, para  o tempo e também para a eternidade, e isso somente a religião, e nada mais, pode lhes dar. Somente Deus pode lhes dar isso, não a ciência ou a arte, a civilização ou a cultura. Por essa razão, a redenção é um conceito religioso, é encontrada em todas as religiões  e é quase sempre associada à ideia de reconciliação, pois a redenção que os seres humanos procuram e precisam é uma redenção na qual são erguidos acima de todo o mundo e inseridos  em comunhão com Deus. 

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Fonte: Dogmática Reformada. Ed. Cultura Cristã, Volume 3, p.331-32.
Electus

NADADORA DIZ QUE DEUS É MAIS IMPORTANTE QUE OURO OLÍMPICO





Madeline “Maya” Dirado, 23 anos sai das Olimpíadas Rio 2016 com 4 medalhas na bagagem. Foram 2 medalhas de ouro (200m costas e 4 por 200m); uma prata nos 200 medley e o bronze nos 400 medley. Contudo, ela surpreendeu a todos quando afirmou que isso não era o mais importante em sua vida. Geralmente os atletas de alto rendimento como ela literalmente vivem para o esporte.

Como não era favorita, as atuações de Dirado chamaram muita atenção e ela deu várias entrevistas depois de voltar aos Estados Unidos. Numa delas disse: “Eu não acho que Deus realmente se preocupa muito como eu nado. Estar numa equipe olímpica não é o meu objetivo final de vida. Eu acho que Deus se preocupa mais com a minha alma e se eu estou anunciando seu amor e misericórdia para o mundo”.

Formada pela Universidade de Stanford, ela anunciou sua aposentaria das piscinas após os Jogos Olímpicos. Depois de 17 anos praticando natação, ela disse que seu foco agora é a família e sua profissão na área de consultoria.

Evangélica, ela e o esposo Rob Andrews são membros da The River Church Community, na região de San Francisco. Conta que seus pais sempre lhe deram uma sólida formação cristã.
“Jesus tem sido uma constante em minha vida”, comemora.

Para a atleta, sua confiança está em saber que não importa o que aconteça Deus a ama. Para Maya, “o amor de Jesus por mim e por toda a humanidade é algo que sempre me ajuda a amar as pessoas ao meu redor quando as coisas ficam difíceis”, afirmou ela ao Christianity Today.

Esse é um grande contraste com sua carreira de nadadora, que ela considera uma “atividade muito egoísta”, pois passava a maior parte do tempo sozinha na piscina.

O posicionamento da jovem ganhou elogios do pastor Franklin Graham, líder da Associação Evangelística Billy Graham. “Saber que Deus te ama e se preocupa com sua alma eterna é uma notícia muito melhor que os Jogos Olímpicos”, afirmou ele em postagem no Facebook.

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EVANGÉLICO, O MEDALHISTA DE OURO THIAGO BRAZ FALA DA SUA FÉ EM DEUS





O Brasil todo se emocionou com a vitória de Thiago Braz no salto com vara, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O atleta de 22 anos superou o favorito, o recordista mundial Renaud Lavilleni, da França, e de quebra fixou um novo recorde olímpico para a modalidade: 6,03 metros de altura.

“Durante a minha carreira, eu aprendi a ter fé e confiar em Deus. E isso tem me ajudado em muitas coisas, até mesmo na concentração, e eu tenho colocado em prática. Para mim isso é especial”, afirmou Thiago à reportagem da TV Globo após a prova. E, de fato, o atleta demonstra continuamente como a sua determinação tem origem em sua fé.

MOTIVAÇÃO DO PASTOR

Homem de fé, o medalhista é evangélico e disse ao Estado de S. Paulo que confiou em Deus para vencer: “Antes da minha prova eu tinha conversado com meu pastor, e ele falou: ‘Seu Deus vai deixar você ser campeão’. Eu estava com a prata e pensei: ‘Será que eu vou mesmo ser campeão?’ Aí tentei e deu certo”, relatou.

“Os 6,03 metros é uma marca que eu já esperava há muito tempo. Há três competições eu estava tentando bater os 6 metros, e hoje, numa Olimpíada, é muito mais forte, mais surpreendente do que eu esperava. Quando ele (o adversário francês) passou de 5,98 m, eu escutei de Deus que tinha que passar de 6,03 m. Fui conversar com meu treinador e ele também falou ‘passa para 6,03’”, contou Thiago.
“Aceitar o que Deus tiver pra mim”

Na ficha que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) preparou sobre os atletas fica evidente a fé de Thiago, quando ele afirma que entre seus principais hábitos estão “ver filmes e ler a Bíblia”. Ao ser questionado sobre seus objetivos profissionais, respondeu: “Aceitar o que Deus tiver para mim”.

“O Renaud tava ali, ele merece muito também, mas hoje o dia estava preparado por Deus para o Thiago”, disse à Globo a esposa do medalhista, Ana Paula Oliveira, que também é atleta, da modalidade de salto em altura. “É honra dele, é honra de Deus, e a gente está muito feliz”.

INFÂNCIA DIFÍCIL


Hoje, Thiago mora na Itália com a esposa, onde treina com o ucraniano Vitaly Petrov, que também foi o treinador do astro do esporte Sergey Bubka. Mas o jovem teve de superar dificuldades para chegar aonde chegou. Abandonado pela mãe e criado pelos avós, a família conta que por dias o menino esperou pela mãe com uma mochila nas costas – até se dar conta de que ela não vinha mais. No seu caminho, ele teve apoio da família. Foi seu tio, o atleta Fabiano Braz, que o atraiu para a modalidade.

Fé e mídias digitais

Em sua página no Facebook, Thiago faz questão de falar de sua fé em Deus. “Para se tornar um filho nos é necessário honrar o Pai na conquista ou na derrota. Às vezes, na conquista dizemos ter um Pai, e nas derrotas dizemos que não o temos porque não nos deu a conquista”, diz ele em uma postagem. “O Pai que está contigo na derrota é o mesmo que vai estar com você na vitória.

Ele não muda, Ele vai estar com você para qualquer situação. E Ele nunca vai desistir de você”, diz outra publicação.

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Com informações da Folha de São Paulo, Gazeta do Povo e BBC, via Consciência Cristã

A Disciplina Eclesiástica

image from google


J.MacArthur Jr. afirma: “Durante este século (XX), na maior parte do tempo, o Cristianismo evangélico vem se concentrando na batalha pela pureza doutrinária, e deve fazê-lo, mas estamos perdendo a batalha pela pureza moral. Temos pessoas com a teologia certa, vivendo de modo impuro.  

Mas, como impedir que a impureza mundana penetre na Igreja? Como impedir que os valores do mundo não sejam assimilados e praticados pelos crentes hoje? Há uma dupla resposta: primeiro, somente Deus, através da sua providência sobrenatural, pode impedir que a sua Igreja se deteriore moralmente (Ef 5.26); segundo, Jesus Cristo autorizou a liderança ordenada da Igreja que use a disciplina eclesiástica como um instrumento de combate ao pecado (Mt 18.15-17).

Estudemos a doutrina bíblica da disciplina eclesiástica. Ela é um instrumento de combate ao pecado dentro da Igreja.

1. JESUS ORDENOU A DISCIPLINA

A disciplina eclesiástica é uma ordem divina. Jesus a instituiu na Igreja ao autorizar os apóstolos a corrigir os membros da Igreja que viviam na prática de determinados pecados. É conforme o texto de Mateus 18, o poder de “ligar” ou “desligar” pecados, isto é, autoridade à liderança ordenada da Igreja para combater o pecado dentro da comunidade. “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 18.18 cf. Jo 20.23). 

Entende-se que cada pessoa possui o foro íntimo da consciência, a qual escapa à jurisdição da igreja. Contudo, há o foro externo que deve ser observado. Quando um membro da Igreja comete uma falta ou pecado que prejudique a paz e a pureza da mesma, deve ser disciplinado. “Falta é tudo que, na doutrina e prática dos membros e concílios da Igreja, não esteja de conformidade com os ensinos das Sagrada Escritura, ou transgrida e prejudique a paz, a unidade, a pureza, a ordem e a boa administração da comunidade cristã” (CD da IPB).

2. RESISTÊNCIAS À DISCIPLINA

Há uma grande resistência hoje, na Igreja, à prática da disciplina. Alguns argumentos são usados:
  1. Argumento do Amor
    A disciplina eclesiástica é contrária ao amor.
    Resposta: (Rm 13.8-10; He 12.4-12).
    .
  2. Argumento de Liberdade
    A disciplina eclesiástica opõe-se a liberdade cristã.
    Resposta: (Jo 8.31-36; Tg 1.25).
    .
  3. Argumento da Felicidade
    A disciplina eclesiástica opõe-se a felicidade do cristão.
    Resposta: (Sl 1; Is 48.22).
    .
  4. Argumento do Afastamento
    A disciplina eclesiástica afastará as pessoas da Igreja.
    Resposta: (Sl 37.23-24; 1 Jo 2.18-19).
    .
  5. Argumento da Hipocrisia
    A disciplina eclesiástica é um ato de hipocrisia, pois todos na Igreja são pecadores.
    Resposta: (1 Co 6.1-11; At 5.1-11).
    .
  6. Argumento da Injustiça
    A disciplina eclesiástica pode ser aplicada injustamente ou ser utilizada como instrumento de perseguição.
    Resposta: (Is 5.20,22; Mt 23.1-36).

3. APLICANDO A DISCIPLINA

Havia na igreja de Corinto, uma pessoa que mantinha um relacionamento incestuoso com a mulher de seu próprio pai. Provavelmente, a sua madrasta. O apóstolo Paulo estranha: “Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai. E, contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (1 Co 5.1-2). Paulo definiu aquele pecado como uma grande imoralidade e um ultraje.

A partir do texto de 1 Coríntios 5.1-13, podemos estabelecer alguns princípios acerca da disciplina eclesiástica.

3.1. A Sua Necessidade

A necessidade fundamental da disciplina é combater o pecado dentro da Igreja. Não permitir que o sal perca o seu sabor (Mt 5.13). Através dela se define o limite que separa a igreja do mundo.

3.2. Os Seus Objetivos 

Confissão de Westminster explica: “As censuras eclesiásticas são necessárias para chamar e ganhar os irmãos transgressores, a fim de impedir que outros pratiquem ofensas semelhantes, para lançar fora o velho fermento que poderia corromper a massa inteira, para vindicar a honra de Cristo e a santa profissão do evangelho e para evitar a ira de Deus, a qual, com justiça, poderia cair sobre a Igreja, se ela permitisse que a aliança divina e seus selos fossem profanados por ofensores notórios e obstinados” (Cap. XXX:3). 

Em síntese, podemos afirmar quatro objetivos da disciplina:
  1. Impedir a propagação do mal na Igreja - “Lançar fora o velho fermento” (1 Co 5.6-7).
  2. Vindicar a honra de Jesus Cristo e a boa reputação do Evangelho (2 Co 6.3).
  3. Evitar que o juízo de Deus caia sobre a Igreja (Ap 2.18-29).
  4. Levar ao arrependimento e recuperar a ovelha. (2 Co 2.5-11).

3.3. 
A Sua Forma

A forma bíblica da disciplina é baseada na gravidade e notoriedade do pecado. Veja os estágios para tratar o irmão em pecado (Mt 18.15-17) lendo a instrução de Jesus.

Jamais alguém deverá ser penalizado sem a oportunidade de defesa ou explicação. Paulo recomenda a Timóteo a não aceitar denúncia contra presbíteros, senão com o apoio de no mínimo duas testemunhas (1 Tm 5.19). 

Concluindo: “Disciplina eclesiástica é o exercício da jurisdição espiritual da Igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a Palavra de Deus” (Código de Disciplina da IPB). Na jurisdição espiritual, a Igreja exerce o direito de punir os pecados dos seus membros, mesmo que esses pecados sejam práticas permitidas na sociedade em que a Igreja está inserida. 

A Igreja não deve falhar no combate do pecado interno. A sua saúde espiritual depende da sua pureza. “Você pode ter disciplina sem santidade, mas não pode ter santidade sem disciplina”.

***
Autor: Rev. Arival Dias Casimiro
Fonte: Resistindo a Secularização, SOCEP 2002. Págs. 55-59.
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Somos uma igreja reformada

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O que é ser um cristão reformado? Talvez, essa definição não seja tão fácil devido à forma tão elástica como alguns desejam dar à identidade reformada.[1] A fim de apresentarmos quem somos não é suficiente apenas descrevermos que historicamente descendemos da Reforma do século XVI. A genealogia da família reformada teve vários desdobramentos, alguns deles se apostataram da teologia reformada, mas Deus preservou uma linhagem fiel. Para provarmos a nossa identidade reformada precisamos justificar o nosso vínculo com o pensamento calvinista original.[2] Creio que podemos aceitar a definição de Joel R. Beeke em dizer que “ser reformado significa enfatizar o abrangente, soberano e amoroso senhorio de Deus sobre todas as coisas: cada área da criação, todos os esforços das criaturas e cada aspecto da vida do crente”.[3] Como cristãos reformados cremos que o nosso Deus criou tudo o que existe, governa todos os eventos pela sua providência, realiza eficazmente a salvação, e conduz tudo para o cumprimento do seu eterno propósito, de modo, que nada foge ao seu absoluto controle. Por isso, todas as demais doutrinas estão centradas em Deus.

O cristão reformado é alguém que vive sob a influência de que a Escritura é a sua única fonte e norma de fé e prática. H. Henry Meeter observa que

o calvinista sustenta que a autoridade da Bíblia é absoluta. Não considera a Bíblia simplesmente como um livro de bons conselhos que o homem pode adotar livremente, se assim o considera conveniente, ou rejeitar se assim lhe parece mais oportuno. A Bíblia é para o calvinista uma norma absoluta à que deve submeter-se totalmente. A Bíblia lhe dita o que deve crer e o que deve fazer; fala com força imperativa. Calvino era muito enfático neste ponto. Se a Bíblia fala, somente há uma alternativa: obedecer.[4]

O cristão reformado não é alguém que cegamente se submete a liderança de homens, instituições ou a movimentos. A sua submissão é ao Senhor Deus que revelou a sua vontade na Escritura Sagrada. Ele somente é sujeito a qualquer autoridade, desde que ela esteja de acordo com a Palavra de Deus. Alguns princípios norteiam o cristão calvinista em relação a Deus, ao próximo e a sua percepção da realidade ao derredor:[5]
  1. Ele mantém uma mentalidade teocêntrica.
  2. Possui um estado de espírito de contrição e de dependência.
  3. É movido por um coração grato dominado pelo contentamento.
  4. Suporta todas as coisas com uma vontade submissa.
  5. Persevera na santidade pela obediência da lei moral.
  6. Visa o propósito de glorificarmos a Deus em todas as esferas da sua vida.

É sempre relevante instruir que somos cristãos reformados e não meros evangélicos. Em meio à atual confusão, bem como as tendências pluralistas e inclusivas do evangelicalismo, precisamos nos distinguir. Vivemos um momento crítico de impureza doutrinária, e vemos ensinos nocivos se infiltrando até nas igrejas de origem reformada. Embora descrevendo o contexto das igrejas evangélicas nos EUA, James M. Boice e Philip G. Ryken diagnosticaram o que também parece ser a tendência do evangelicalismo brasileiro. Mas, infelizmente esta parece ser uma situação que começa a ser a realidade de algumas igrejas presbiterianas no Brasil. Eles denunciaram que

o que uma vez foi falado das igrejas liberais precisa ser dito das igrejas evangélicas: elas buscam a sabedoria do mundo, creem na teologia do mundo, seguem a agenda do mundo, e adotam os métodos do mundo. De acordo com os padrões da sabedoria mundana, a Bíblia torna-se incapaz de alimentar as exigências da vida nestes tempos pós-modernos. Por si mesma, a Palavra de Deus seria insuficiente de alcançar pessoas para Cristo, promover crescimento espiritual, prover um guia prático, ou transformar a sociedade. Deste modo, igrejas acrescentam ao simples ensino da Escritura algum tipo de entretenimento, grupo de terapia, ativismo político, sinais e maravilhosas – ou, qualquer promessa apelando aos consumidores religiosos. De acordo com a teologia do mundo, pecado é meramente uma disfunção e salvação significa desfrutar de uma melhor autoestima. Quando esta teologia adentra a igreja, ela coloca dificuldades em doutrinas essenciais como a propiciação da ira de Deus, substituindo-a por técnicas e práticas de auto-aceitação. A agenda do mundo é a felicidade pessoal, assim, o evangelho é apresentado como um plano para a realização pessoal, em vez de ser a caminhada de um comprometido discipulado. Para terminar, vemos que os métodos do mundo nesta agenda egocêntrica são necessariamente pragmáticos, sendo que as igrejas evangélicas estão se esforçando a todo o custo em refletir o modo como elas operam. Este mundanismo tem produzido o “novo pragmatismo” evangélico.[6]

Somos evangélicos no sentido de crermos no evangelho, todavia, preferimos não ser identificados no uso comum do termo. E, isto pelo simples motivo: para que não sejamos confundidos com esta tendência de desvio do antigo evangelho de Jesus. Os cultos de muitas igrejas evangélicas estão cheios de elementos estranhos, práticas místicas que se assemelham às seitas espíritas, doutrinas de homens e uma ausência da fiel exposição da Escritura, da correta ministração da ceia do Senhor, bem como da zelosa aplicação da disciplina bíblica. Essas comunidades por causa de sua infidelidade ao ensino da Escritura estão se tornando cada vez menos puras.


Mas, por que conhecer a própria identidade? Transcrevo aqui o sábio conselho de Beeke em que ele adverte que
se não conhecermos nossa herança reformada, a ignorância levará à indiferença, e a indiferença ao abandono. Aconselho-o a que estude o pensamento reformado. Mergulhe nos escritos de calvinistas firmes e renomados. [...] Se não apreciarmos a nossa herança reformada, a nossa fé perderá a autenticidade. Ninguém sentirá interesse pelo calvinismo, porque nos faltará paz, alegria e humildade verdadeiras. E, se não vivermos nossa herança reformada, não seremos sal na terra. Quando o sal perde a sua salinidade, não presta para nada, exceto para ser lançado fora e ser pisado pelos homens (Mt 5:13).[7]

Quando vivemos a tradição reformada honramos os milhares de servos que Deus usou para forjá-la. Não adoramos a tradição em si, mas cremos que ela é útil para identificar as nossas origens. Ela tem o papel de preservar a herança que recebemos dos reformadores. Quando subscrevemos estes documentos estendemos a nossa destra para irmãos de diferentes períodos e países que viveram pela fé reformada, e ao lado deles glorificamos ao soberano Deus.


________________
Notas:
[1] Por exemplo, refiro-me ao que fez John Leith agregando à tradição reformada homens e mulheres, bem como denominações e movimentos doutrinários bem pluralistas que negam a nossa tradição confessional reformada. Veja John Leith, A tradição reformada – uma maneira de ser a comunidade cristã (São Paulo, Associação Evangélica Literária Pendão Real, 1996).
[2] Holmes Rolston III afirmou um afastamento de Calvino e os teólogos de Westminster dizendo que “inovações teológicas eram a obra de seus sucessores” in: John Calvin versus the Westminster Confession (1972), p. 23 citado por Paul Helm, “Calvin and the Covenant: Unity and Continuity” in: The Evangelical Quarterly, p. 66. Entretanto, o que Joel R. Beeke declarou acerca da doutrina da segurança da salvação, também podemos concluir das demais áreas teológicas, que a diferença entre Calvino e o calvinistas posteriores, especialmente os teólogos de Westminster, em relação ao desdobramento teológico da teologia reformada é quantitativamente além, mas não qualitativamente contraditória às de Calvino. Veja Joel R. Beeke, A Busca da Plena Segurança – O Legado de Calvino e Seus Sucessores(São Paulo, Editora Os Puritanos, 1999), pp. 19-20.
[3] Joel R. Beeke, Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada (São José dos Campos, Editora Fiel, 2010), p. 57.
[4] H. Henry Meeter, The basic ideas of Calvinism (Grand Rapids, Baker Books, 6a.ed. rev., 1990), p. 28.
[5] Adaptado de James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel(Wheaton, Crossway Books, 2002), pp. 179-199.
[6] James M. Boice & Philip G. Ryken, The doctrines of grace – rediscovering the evangelical gospel, pp. 20-21.
[7] Joel R. Beeke, “Prefácio” in: Vivendo para a glória de Deus – uma introdução à fé reformada, p. 16.

***
Autor: Rev. Ewerton B. Tokashiki
Fonte: Estudantes de Teologia
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