sábado, 7 de maio de 2016

” Corações Sábios”

Por Nancy Wilson


Chutando a lata da raiva um pouco mais distante, pensei em escrever algo sobre de onde ela vem no primeiro lugar. Duvido que alguém entre nós se levante de manhã esperando ficar com raiva de alguém, especialmente alguém próximo e querido por nós.
A Bíblia é muito clara sobre de onde nossas palavras vem: elas vem direto de nossos corações. Logo, se algo torpe sai de nossa boca, então nosso coração tem alguma sordidez nele. De maneira alguma podemos esquivar-nos disso. Em Mateus 12:34, Jesus diz, “Raça de víboras, como podeis falar cousas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração”. Novamente em Lucas 6:45 “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração”.
Agora, como pode uma doce mulher cristã enraivecer-se e dizer palavras “maldosas” a suas crianças? Isso significa que ela tem maldade no seu coração? Infelizmente é isso o que significa. Nós todas temos o pecado em nossos corações. Ninguém é bom. Portanto, todas nós precisamos da graça do evangelho diariamente.
Aqui estão algumas sugestões. Pense sobre elas quando você estiver mais tentada a se irar. É quando as crianças se levantam pela manhã? Então ore antes de ir para a cama para que você esteja cheia de bondade e luz à mesa do café-da-manhã. É durante a hora do descanso? Então ore antes para que você não esteja estressada durante o momento do descanso. Espere ser testada e esteja preparada. Quando você põe as crianças para cochilar, ore, rogando a Deus por ajuda para ser obediente a Ele, corrigindo alegremente as crianças caso precisem. É completamente possível corrigi-las com uma boca cheia de benevolência. Por isso, estou recomendando o que chamo de oração preventiva.
Mas e quanto aos momentos em que você é pega de surpresa? Você estava indo alegremente e pá! Você foi atingida pelo inesperado e reagiu mal. Se isso ocorrer regularmente, então peça a Deus para abrir seus olhos para que não tenha surpresas. Ore por um sinal para vê-las vindo. Então espere um teste e fique pronta para ele.
Se você tem uma raiva progressiva contra uma pessoa em particular, então é provável que haja uma amargura e um ressentimento inconfessados contra ela, seja pequeno ou grande, novo ou velho. Nós ficamos ressentidos pelos motivos mais bobos. Lide com a mágoa alojada no seu coração. Ela está envenenando tudo! Ela alimenta a raiva e precisa dela.
Não leve suas crianças ao mau-comportamento pessoalmente. Não entre em um relacionamento adversário com suas crianças. Você é a mãe; você tem autoridade sobre eles. Não deixe seus sentimentos ferirem suas crianças quando elas não lhe ouvirem ou a desobedecerem. Elas são crianças! É isso o que crianças fazem!
Se quisermos línguas sábias, precisamos de corações sábios. Abaixo estão algumas formas para se chegar lá.
1. Não seja sábia aos seus próprios olhos (Pv. 3:7). Você pode estar errada, incorreta, equivocada.
2. Considere a Palavra de Deus. Quando você a ouvir e ler, pratique-a. Aplique a Palavra à sua vida (Pv. 16:20).
3. Seja receptiva ao ensino (Pv. 10:8). Não assuma que você não tem mais nada para aprender.
4. Receba correção (Pv. 10:17). Mesmo quando você não gosta da forma com que a correção venha.
5. Busque o conhecimento e guarde-o (Pv. 15:14 e 10:14).
6. Deixe o seu coração ser ensinado primeiro, e então ensine sua boca (Pv. 16:23).
7. Não finja o amor (Pv. 10:18). Peça a Deus pelo amor sobrenatural; não confie na sua própria provisão de amor humano, falível.
8. Não fale muito. Pese suas palavras! (Pv. 10:19)
9. Alimente as pessoas (edifique-as) com sua boca, e você alimentará a si mesma. (Pv. 13:2)
10. Guarde sua boca (Pv. 13:3). Ore como o salmista “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.” (Sl 141:3)
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nancy wilson*  Este é artigo foi publicado originalmente no site Femina traduzido e publicado em português no blog Monergismo, re-publicado aqui mediante autorização do editor do site.
** Nancy Wilson é a esposa do Pr. Douglas Wilson e dona de casa, em Moscow, Idaho. Ela e seu marido tem duas filhas e um filho, todos casados, e quinze netos. Nancy e suas filhas e nora blogam no feminagirls.com. Ela é autora de vários livros para mulheres.
*** Tradução:  Sara de Cerqueira
Fonte:Mulheres Piedosas

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Por que a pornografia mata o sexo

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matéria de capa da revista TIME desta semana fala sobre uma nova iniciativa contra a pornografia na internet. Esses ativistas antipornografia, no entanto, não são os moralistas caricatos que mordem os lábios de raiva quando falam desse assunto. Ao contrário, são jovens que afirmam que a pornografia compromete o desempenho sexual na vida deles.
A capa chamou a minha atenção porque tenho visto uma situação similar apresentar-se muitas vezes com casais que procuram aconselhamento pastoral comigo. Em uma versão típica de tal cenário, um jovem casal busca ajuda porque pararam de ter relação sexual. Neste cenário típico, o marido é alguém que não consegue manter o interesse no sexo. Quando se faz as perguntas certas, descobre-se que ele está profundamente mergulhado na pornografia desde a adolescência. Não é que ele não possa, nessas situações, alcançar a mecânica do sexo para executá-lo. É que ele constata que a intimidade com uma mulher da vida real deve ser, na palavra que emerge repetidamente, “estranha”. Muitos desses homens só conseguem fazer sexo com suas esposas repetindo as cenas de pornografia em suas mentes enquanto o fazem.
O que está acontecendo aqui, então? Por que parece que a pornografia, em última instância, mata a intimidade sexual? Há muitas explicações psicológicas, para ser exato. A pornografia dessensibiliza a pessoa para o estímulo sexual, alimenta a busca por inovações intermináveis e cria um roteiro de expectativas que não atendem – e não podem atender – à dinâmica real do relacionamento pessoal. Mas penso que há algo mais acontecendo aqui.
A fim de entender o poder da pornografia, precisamos perguntar por que Jesus nos advertiu que a luxúria é errado. Não é porque o sexo é um assunto embaraçoso para Deus (vide Cantares de Salomão). Deus concebeu a sexualidade humana não para isolar, e sim para ligar. A sexualidade foi feita para unir esposa e marido e, satisfeitas as condições, resultar em novidade de vida, conectando, assim, gerações. A pornografia rompe essa conexão, convertendo o que foi feito para o amor íntimo e encarnacional em solidão masturbatória. A pornografia oferece uma emoção psíquica e uma liberação biológica tencionada para a comunhão no contexto da liberdade a partir da conexão com o outro. Ela não pode manter essa promessa.
Quando a pornografia adentra no casamento, o resultado é vergonha. Não estou me referindo ao sentimento de vergonha (embora isso possa fazer parte dela). Refiro-me a algo que está, no nível mais íntimo, oculto. Há algo dentro de nós que sabe que a sexualidade é para outra coisa que não a manipulação de imagens e partes do corpo.
A pornografia mata a sexualidade porque ela não é apenas sobre sexo e porque o próprio sexo não é apenas sobre sexo.
Na antiga cidade de Corinto, o aviso foi dado acerca das prostitutas nos templos pagãos da cidade. Elas eram pagas para a atividade sexual sem compromisso; eram parte de um sistema cúltico que atribuía quase todos os poderes místicos ao orgasmo. Em quê isso difere da indústria pornográfica de hoje? O apóstolo Paulo advertiu que as implicações de cometer imoralidade com essas prostitutas não eram apenas uma questão de consequências relacionais ruins ou um mau testemunho de Cristo mundo afora (embora estas questões também fossem verdade). Quem se juntava a uma prostituta participava de uma realidade espiritual intangível, ao unir Cristo à prostituta, ao tornar-se um com ela (1Co 6.15-19). Uma vez que o corpo é o templo do Espírito Santo, a imoralidade sexual não é apenas uma “safadeza” – é um ato de profanação do templo, de trazer um culto profano para dentro de um lugar santo do santuário (1Co 6.19).
A pornografia não é apenas imoralidade – é ocultismo.
É por isso que a pornografia possui uma atração tão forte. Ela não é uma questão meramente biológica (embora isso seja importante). Se existem, como a Bíblia ensina, espíritos maus vivos no cosmos, então a tentação envolve mais coisas do que simplesmente estar no lugar errado na hora errada. O cristão professo, não importa quão insignificante ele ou ela se sinta, é um alvo de interesse. A imoralidade sexual parece apresentar-se aleatoriamente quando, de fato, como com o jovem de Provérbios, é parte de uma expedição de caça cuidadosamente orquestrada (Pv 7.22-23).
A vergonha que surge na consciência como resultado de um episódio pornográfico – ainda mais uma vida inteira de tais práticas – só pode levar à quebra da intimidade na união em uma só carne do casamento. Desde o início da história humana, a vergonha perante Deus conduz à vergonha de um para com o outro (Gn 3.7-12). A nudez (intimidade), concebida para parecer natural, agora parece dolorosa e vulnerável – ou, como muitos homens têm colocado, “estranha”.
Se isso descreve você, dificilmente você está sozinho. O casamento é sempre difícil, sempre uma questão de guerra espiritual (1Co 7.5). A fim de lutar, a pessoa deve, primeiro, tratar a vergonha – o que significa arrepender-se do desejo de manter tudo escondido. Procure um presbítero confiável em sua igreja, e busque ajuda.
Os jovens que procuram insurgir-se contra a pornografia com a qual cresceram devem ser elogiados. Mas a pornografia é uma isca poderosa demais para ser combatida apenas pela força de vontade ou pelos movimentos sociais por si sós. Precisamos levar as cargas um do outro, por meio do vigor do Espírito Santo dentro do novo templo da igreja. Isso começa com ser honesto acerca do que a pornografia é – e o que ela faz.
Por: Russell Moore. © 2016 Copyright • Ethics and Religious Liberty Commission of the Southern Baptist Convention. Original: Why Porn Kills Sex.
Tradução:Leonardo Galdino. Revisão: Vinicius Musselman. © 2016 Voltemos ao Evangelho. Todos os direitos reservados. Website: voltemosaoevangelho.com.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Você deve contar a seu cônjuge que o traiu?

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O adultério é algo devastador. Após um caso de adultério, a parte ofensora deve, primeiro, afastar-se do pecado através do arrependimento perante Deus. Mas após esse arrependimento acontecer, há outra questão que precisa ser respondida: você deve confessar o adultério ao seu cônjuge?
Algumas vezes, o ato de confessar à esposa ou ao marido parece como se fosse causar mais mal do que bem. Certa vez recebi uma carta de um homem que disse ter cometido adultério anos atrás, mas o caso amoroso durou apenas uma semana e ele tinha se arrependido perante Deus e os outros. A razão por que ele estava inseguro de confessar a sua esposa era que o casamento já estava passando por dificuldades, e ele estava profundamente preocupado que uma bomba como essa pusesse um fim ao casamento e prejudicasse os filhos.
Esta é, de fato, uma situação dolorosa. Porém, ainda acredito que confessar o adultério ao seu cônjuge é absolutamente necessário. Aqui estão cinco razões:
1) Você precisa arrepender-se perante sua esposa.
Biblicamente falando, cada cônjuge possui um direito exclusivo sobre a sexualidade do outro. A palavra “propriedade” pode parecer radical, mas é exatamente essa a palavra que Paulo usa em 1 Coríntios 7.4. Isso não é uma licença para o abuso, mas significa que nem o marido nem a esposa tem autonomia sobre seus corpos. Logo, visto que seu corpo pertence ao seu cônjuge, seu pecado o afeta, ainda que ele não tenha conhecimento dele. A união marital é algo espiritual e misterioso, conforme Paulo ensina (1 Co 6.16-17). Isso significa que unir-se a outra pessoa é pecar contra o seu cônjuge.
2) Você precisa remover a mentira em seu casamento.
Ocultar o adultério, ainda que você tenha se arrependido dele, é enganar seu cônjuge acerca de algo que está no âmago do seu casamento. Ele merece saber – o que significa que você não terá se arrependido completamente até confessar a ele e pedir-lhe perdão. Até fazer isso, você sentirá um peso de culpa e vergonha incurável sobre o caso amoroso – ou, pior ainda, você finalmente se tornará um amigo do pecado e deixará de sentir vergonha, uma vez que, através do segredo, você desenvolveu um coração insensível. A maneira de evitar isso é através da confissão.
3) Você precisa assumir o seu pecado.
Uma das razões mais importantes para confessar seu adultério ao seu cônjuge é esta: você precisa chegar à conclusão de que seu marido ou esposa é mais importante do que os riscos que você está assumindo por causa da confissão. Você precisa reconhecer o seu pecado; precisa comunicá-lo a seu cônjuge como tal. Não dê qualquer indício de que você o culpa pelo seu pecado. Quando confessar, não levante quaisquer outras questões em seu casamento ou antigas feridas. Esse não é o momento para falar sobre essas coisas. Você precisa assumir totalmente a sua imoralidade.
4) Você precisa aceitar as consequências do seu pecado.
Seu cônjuge se sentirá traído e revoltado. Ele vai se sentir como se o mundo não fizesse o menor sentido para ele. Isso tudo é perfeitamente natural, pois você quebrou o pacto. Você pecou contra o seu cônjuge e quebrou uma relação de confiança. Não se defenda. Não apresente desculpas ou razões. Deixe seu cônjuge expressar a tristeza e a raiva decorrentes disso.
5) Você precisa assumir o primeiro passo na reconciliação.
Você não pode esperar que seu cônjuge fique triste por apenas uns momentos e o perdoe em seguida. Você pode ter a impressão, na medida em que confessa, de que um grande fardo está sendo tirado de suas costas, mas essa é a primeira vez que ele está ouvindo sobre isso. Deve haver uma angústia e uma expressão da ira justa que seu cônjuge tem. Deixe-o fazer isso, e então espere pacientemente pelo seu perdão. Não pense que você está obrigado a algum tipo de reconciliação imediata. Você terá que gastar, de muitas formas, o resto de sua vida em seu casamento reconstruindo a confiança que está ali, mesmo quando seu cônjuge perdoar você. O processo de reconciliação tem de começar com confissão, e isso significa que tem de começar com você.
Por: Russel Moore. © 2016 Russel Moore. Original: If You’ve Cheated, Should You Tell Your Spouse?
Tradução: : Leonardo Bruno Galdino. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Você deve contar a seu cônjuge que o traiu?
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Uma abordagem bíblica para revitalização de igreja

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Os números são assustadores. Especialistas estimam que aproximadamente 1000 igrejas locais fechem suas portas todos os anos. O que é ainda mais devastador sobre essa estatística é que este número reflete somente as igrejas da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos – minha denominação. Imaginem como esse número cresce se somarmos o número de igrejas locais de outras denominações estabelecidas que também estão fechando, o que alguns estimam ser entre 3500 a 4000 igrejas por ano só nos Estados Unidos. Não é necessário dizer que temos uma epidemia em nossas mãos. Embora Deus continue, por um lado, edificando sua igreja através da plantação de igrejas, estas igrejas não têm sido plantadas e permanecido na mesma proporção daquelas que têm fechado suas portas permanentemente a cada ano.
É bom e correto se sentir sobrecarregado com o peso da realidade da extinção de igrejas locais que antes eram como faróis do evangelho em suas comunidades. Pastores estão desistindo. Prédios belos e históricos de igrejas estão sendo leiloados para quem pagar mais. Sem dúvida, o peso que muitos que amam a noiva de Cristo têm sentido é um peso que nós também precisamos sentir. O peso deste fardo tem resultado em um movimento sem precedentes para fazer algo a respeito dessas igrejas que estão morrendo. Surgindo em várias denominações, tal movimento tem sido rotulado de “Revitalização de igreja” e/ou “Replantação de igreja”.
Tendo, em meu próprio ministério pastoral, engajado-me no trabalho de revitalização antes do início desse movimento e tendo observado o movimento durante todo esse tempo, eu tenho percebido comummente duas abordagens que não ajudam muito sendo seguidas: o Pragmatismo e o Purismo.
O Pragmatismo
Os adeptos do pragmatismo buscam reviver e fazer crescer a igreja que está morrendo através de artifícios espertos e programas atraentes que funcionam para trazer resultados específicos desejados. Esses resultados normalmente estão baseados em números, dirigidos por fortes esforços evangelísticos que se apoiam grandemente nas habilidades e dons de homens. Apesar de reconhecimento verbal da Bíblia e do Espírito de Deus e destes terem espaço na mistura, o desejo por resultados visíveis e numéricos tomam primazia e a guia do trabalho, o poder de revitalização está em último caso na sabedoria de homens. Consequentemente, os resultados e a atratividade se tornam mais importante do que a fidelidade em um propósito específico que Deus possa ter para sua igreja que não produza os mesmos resultados numéricos.
Para os que seguem o pragmatismo, o resultado numérico desejado se torna o fim que justifica abraçar quaisquer meios necessários para atingi-lo.
O Purismo
O purista se aproxima da tarefa de revitalizar uma igreja estritamente aderindo a princípios bíblicos, baseados na centralidade da Palavra de Deus. Isso frequentemente se manifesta em um firme compromisso com formas bíblicas de culto. Enquanto esta abordagem tem muitos aspectos que lhe tornam recomendável, ao mesmo tempo há um perigo sutil escondido nesta abordagem que pode ser uma armadilha, e está nos motivos centrais do pastor que conduz a revitalização. Se não for cuidadoso, as convicções do pastor podem de forma quase imperceptível mudar de uma convicção sobre a centralidade da Palavra de Deus para uma convicção de não ser pragmático. Consequentemente, o purista celebra ser não-atrativo e anti-criativo, e orgulhosamente rejeita qualquer coisa que possa parecer ser entretenimento ou consumista e mundana. O purista se vê como estando firmemente apoiado nas promessas do poder da palavra de Deus para soprar fôlego revitalizador na congregação.
Mas na realidade, o purista está meramente apoiando-se em legalismo rígido, intencionalmente fazendo a igreja ser não atraente para discernir quem de fato está comprometido com Deus, sua Palavra, seu povo e sua igreja.
A abordagem bíblica
Existe uma abordagem equilibrada e bíblica para o trabalho de revitalização que é tanto mais eficiente quanto também mais fiel ao propósito de Deus para a igreja local. Esse método se baseia totalmente na verdade que o Espírito de Deus trabalhando através da sua Palavra é o único meio de trazer verdadeira vida espiritual para a igreja local. E, ao mesmo tempo, valoriza a verdade que é bom e certo que a noiva de Cristo pareça bonita e atraente para o povo de Deus e mesmo intrigante para aqueles que são hostis quanto a Cristo no mundo.
Esta abordagem engloba tanto a profunda convicção de que o poder de Deus por seu Espírito e sua Palavra é que realizam a obra, quanto o fato de que Deus usa criatividade, paixão, dons singulares e o zelo dos líderes e do povo para soprar vida e edificar sua igreja.
Esta abordagem bíblica defende que a igreja local deveria ser atraente, mas por razões bíblicas específicas: pregação bíblica apaixonada, comunhão amorosa e sacrificial, aplicação prática do evangelho, cuidado zeloso das almas, evangelismo intencional e autêntica semelhança com Cristo, para mencionar algumas. O objetivo desse método é ver nova vida e fôlego na igreja local, mas não à custa da busca fiel do propósito de Deus para a igreja local. A saúde da igreja, de acordo com os desígnios Deus na Bíblia, torna-se o alvo final, não os números. O poder de Deus é visto em como ele edifica sua igreja da forma que ele quer edificar sua igreja, ao invés de ser definido por algum padrão mundano de sucesso.
É esta abordagem mais bíblica que eu desejo defender. Isso define a visão de como treinamos homens  no Centro Mathena para Revitalização de Igreja, assim como em nossa própria igreja local. Aqueles que são chamados para essa tarefa iniciam uma obra nobre que glorifica a Deus. Existe um poder singular e especial, um testemunho em não ser só uma igreja local cheia de vida, mas uma antiga igreja histórica que estava perdida, respirando por aparelhos, e que aprouve a Deus soprar vida nela novamente. Que melhor testemunho há de que Deus é Deus que ressuscita os mortos do que ver isso acontecendo com igrejas mortas por todo o mundo? Mas não se engane. Deus é quem deve realizar isso. Somente o poder de Deus é suficiente para realizar isso. Logo, é necessário que seja feito da maneira como Deus planejou que sua igreja fosse edificada, com vida espiritual verdadeira e duradoura trazida de volta a estas igrejas em dificuldades.
Por: Brian Croft. © 2015 Practical Shepherding, Inc. Original: Church Revitalization: A Biblical Approach.
Tradução: Fabio Luciano; Revisão: Yago Martins. Copyright © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Revitalização de Igreja: Uma Abordagem Bíblica
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Pastor, cuide de sua alma para não sucumbir no ministério

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Eu gostaria de poder dizer que a maior parte do meu tempo cuidando de pastores é gasto ensinando-os o que fazer e para onde levar a igreja, mas não é. É triste, mas a maioria do meu tempo é gasto tentando manter os pastores em suas igrejas por mais de dois anos, tentando ajudar pastores a lidar com pessoas difíceis, com críticas e com expectativas irreais que levam ao desapontamento, até ao desespero. A maior parte do meu esforço é para tentar impedir que as famílias dos pastores sejam abaladas pelo caos da vida da igreja. Existe uma dura realidade neste mundo caído que faz com que muitas tarefas pastorais sejam incrivelmente difíceis, dolorosas e desesperadoras. Esta é uma razão pela qual Charles Spurgeon instruía seus alunos que se preparavam para o ministério a fazerem outra coisa se pudessem ser felizes fazendo-as. Pastores precisam saber como sobreviver, mas antes de eu explicar como pastores se preparam para sobreviver no trabalho ministerial, permita-me mostrar uma abordagem não útil e não bíblica para sobreviver no ministério pastoral.
Alguns buscam sobreviver tentando encontrar a igreja que parece ser a mais fácil e mais saudável para pastorear. Alguns até usam este “caminho mais fácil” como razão para plantar uma igreja, pensando: “se eu conseguir organizar a igreja da maneira como eu gosto desde o começo, eu não vou enfrentar as lutas do pastorado normal”. Esse não é um entendimento realista do ministério pastoral por vários motivos. Primeiro, é muito improvável que um jovem recém-saído do seminário conseguirá esta igreja saudável, mesmo que ela esteja disponível. Segundo, a maioria dos pastores descobre que aquela “igreja mais fácil” ainda está cheia de pecadores quebrados e nenhum cargo no ministério pastoral é fácil. Um pastorado em uma igreja mais fácil não é uma estratégia boa, nem bíblica para sobreviver no ministério pastoral. A chave para sobreviver no ministério pastoral é o cuidado diligente que o pastor deve ter por sua própria alma.
Muito dos desencorajamentos que são enfrentados no ministério de um pastor estão relacionados a ele, não a sua igreja.
Deus chama pastores não para serem super-homens, mas para serem fiéis. À medida que pastores buscam serem fiéis todos os dias em seus ministérios, a vontade soberana de Deus está sendo cumprida. Por que isso não é o suficiente? Porque um pastor traz com ele e para sua igreja seus próprios desajustes, suas lutas pessoais e feridas abertas em sua alma onde a graça de Deus ainda não operou. Pastores lutam para encontrar sua verdadeira e completa identidade em Cristo, e quando pastores falham em encontrar segurança em Cristo, eles tentam demonstrar segurança de maneiras falsas, sendo:
• Inseguro
• Defensivo
• Controlador
• Performático
 • Legalista
• Temeroso de homens
• Manipulador
• Passivo
• Estoico
• Não-gracioso
Estas maneiras falsas de viver expõem o fato de que o pastor está buscando preenchimento que somente Cristo pode dar, mas buscando-o no reconhecimento de outros, no sucesso de seu ministério ou expectativas auto-impostas. Uma poderosa e libertadora verdade do evangelho para pastores que servem em igrejas difíceis é que muito do desencorajamento não vem da situação de nossa igreja, mas de expectativas esmagadoras que colocamos sobre nós, de pessoas que tememos e pensamos que somos responsáveis por mudar, e de ansiedade sobre como outros “pastores mais bem-sucedidos” podem avaliar nossos ministérios. Tudo isso tem a ver com o pastor e sua própria alma — não com a igreja. Este turbilhão que existe em certo grau na alma de todo pastor é ativado quando as lutas no ministério começam. Estar ciente da necessidade deste trabalho na alma de todo pastor é a solução para a sobrevivência no cenário de uma igreja mais difícil.
O evangelho nos diz que nossa identidade está em Cristo. O Supremo Pastor nos lembra que nossa tarefa é pastorear seu povo até que ele volte para nos buscar (1 Pedro 5:4). Quando nós, pastores, percebemos que nosso valor e nossa identidade se encontram em Jesus, somos libertos e estamos seguros para ser quem somos, para viver de forma autêntica, para aceitar nossas fraquezas, para nos conectar emocionalmente, para ser graciosos, para amar aqueles que nos rejeitam, para pregar àqueles que odeiam nossa pregação e para liderar com força piedosa aqueles que têm dificuldade de ser liderados, sabendo que o Supremo Pastor está conosco. Pastores têm a aprovação, o favor e a presença de Jesus. O que mais precisamos para sobreviver? Esta é a chave para sobreviver em qualquer igreja, mas especialmente em uma difícil. O cuidado diligente de um pastor com sua própria alma e a consciência da necessidade deste trabalho interno será a chave não somente para sobreviver, mas para crescer sob a mão soberana do Supremo Pastor, independente da igreja onde ele serve
Por: Brian Croft . © 2016 Practical Shepherding. Original: How does a man not lose his soul in the work of pastoral ministry?
Tradução: Fabio Luciano. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Pastor, cuide de sua alma para não sucumbir no ministério.
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Acabei de assumir uma igreja morrendo… e agora?

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Muito dos erros que um pastor comete em uma igreja em dificuldades e precisando de revitalização acontecem devido a sua falta de conhecimento sobre o que fazer. A falta de uma reflexão clara sobre esse assunto faz com que o pastor dê ouvidos a todo tipo de orientação e reaja bruscamente ao que vê e ouve em sua igreja. Alguns dizem para mudar tudo imediatamente. Outros insistem que o pastor busque vida fora da igreja. Se um pastor não tem uma visão definida sobre o que fazer e uma ideia ainda mais clara do que não fazer, ele vai reagir e tomar decisões precipitadas baseadas na bagunça que ele encontrar.
Um pastor precisa ser treinado para não reagir tão precipitadamente em relação aos problemas e às bagunças que ele encontrar, mas ter um plano claro de como seu tempo deverá ser gasto durante os primeiros anos independente dos problemas que herdar. A melhor abordagem de um pastor quando chega a uma congregação disfuncional e morrendo é simplesmente ser um pastor para aquelas pessoas. É por essa razão que pastores precisam ser treinados nos aspectos práticos da teologia pastoral a fim de serem equipados para o trabalho do ministério.
Uma definição simples de teologia pastoral é a aplicação da teologia bíblica de forma pastoral com o propósito de cuidar do povo de Deus.
Ou seja, a teologia pastoral informa um pastor sobre as tarefas do dia-a-dia com o objetivo de servir ao povo de Deus. Essas tarefas incluem coisas como pregar, orar, visitar o doente, cuidar das viúvas, discipular, formar líderes, encorajar o fraco, celebrar casamentos e funerais, para destacar algumas.
A chave para aplicar a teologia pastoral na revitalização da igreja está centrada nestes dois princípios: as tarefas bíblicas do pastor para cuidar do rebanho. A ausência de teologia pastoral bíblica frequentemente resulta em pragmatismo. A ausência de um desejo intencional, sábio e criativo de ministrar ao povo de Deus e ir até o ponto onde estão pode criar o purismo. (Para ler mais acerca de pragmatismo e purismo, clique aqui).
Um pastor não deveria colocar sobre si a expectativa esmagadora de transformar a igreja em dezoito meses, mas deveria chegar com uma visão clara de qual é o seu chamado como pastor e fazer isso com todas as suas forças. Primeiro, e acima de tudo, prepare-se apenas para ser paciente e pastorear as almas das pessoas que estarão lá quando você chegar. Isso permite a um pastor fazer o que ele pode fazer e concede tempo para que Deus faça o que somente ele pode fazer.
Por: Brian Croft. © 2016 Practical Shepherding Original: I just arrived to pastor a dying church…now what?
Tradução: Fabio Luciano Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Acabei de assumir uma igreja morrendo… e agora?
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016

MAIS UM CRISTÃO MORTO NA CONTA DE UM PAÍS SOCIALISTA





Segue a notícia do site Portas Abertas:

Agentes secretos norte-coreanos capturaram e mataram um pastor sino-coreano (quem nasce ou vive na fronteira da China com a Coreia) que vivia em Chiangbai, uma cidade no lado chinês da fronteira. Han era ativo em ajudar refugiados norte-coreanos, dando-lhes alimentos, medicamentos, roupas e outras necessidades básicas, quando fugiam da Coreia do Norte.

No último sábado (30), o pastor Han deixou sua casa logo após o meio-dia e deveria retornar antes das 17 horas. Como não voltou, uma grande busca foi organizada por parentes e membros da igreja que ele pastoreava. Por volta das 20 horas, seu corpo sem vida foi encontrado mutilado e com vários ferimentos. Pessoas que trabalharam com Han o descrevem como "extremamente apaixonado pelos norte-coreanos". Seu ministério foi marcado com um alto preço.

Em novembro de 2014, um diácono de sua igreja foi sequestrado e, desde então, nunca mais se ouviu falar dele. O pastor Han sabia que ele também era um alvo, mas continuou seu ministério.

Han tinha 49 anos, e deixou sua esposa e dois filhos, bem como três igrejas locais, com cerca de 600 membros, que ele ajudou a fundar e pastoreava.

Comentário do Púlpito Cristão:

E aqui existem cristãos que defendem os regimes socialistas. Esse tipo de defesa faz pouco caso de mortes como a do pastor Han e de tantos outros perseguidos, torturados e assassinados por regimes socialistas no decorrer da História. A Coréia do Norte lidera há alguns anos a lista de países que mais perseguem a Igreja do Senhor Jesus. 

Oremos pelos nossos irmãos que estão sofrendo na Coréia do Norte e em outros países em que não existe liberdade para que o Evangelho seja pregado. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A família perfeita

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Todo mundo gostaria de ter uma família perfeita, não é mesmo? Muitas vezes nós podemos pensar que nossa família parece meio louca, com manias que detestamos. É possível que olhemos para outras pessoas e pensar: “nossa... eles sim, veja como se portam! Queria que lá em casa fosse assim!”. A verdade é que é comum colocarmos em prática aquele velho ditado: “a grama do vizinho é mais verde!”.

Toda família tem seus problemas. Há sempre aquele irmão que adora fazer bagunça – principalmente os caçulas, creio eu. Brincadeiras à parte, cada núcleo familiar tem suas particularidades. Às vezes um costume que você detesta, outras pessoas têm cuidado excessivo. Quando se é uma família cristã, essas diferenças e peculiaridades não deixam de existir. Todavia, quando você é o único cristão em casa, isso pode se intensificar. Pense no seguinte: qual é maior a probabilidade de haver problemas: quando há princípios bíblicos ou quando a lei cultural vigente reina sem limites? É claro que isso não é regra. Uma família não cristã pode muito bem ser mais harmônica do que muitas famílias cristãs mundo a fora. Exemplo disso são pessoas que são extremamente dóceis na igreja mas, em casa, corra quem puder.

Há quem diga: como eu queria ter uma família como as reveladas na Bíblia! Me desculpe, mas discordo. Já ouvi um amigo comentar o que vou dizer agora – o que me dá o sentimento de não estar sozinho nessa ótica. Você gostaria de ser da família de Davi? Eu não. Um filho que se deita com uma meia-irmã e outro irmão o mata (2Sm 13.11-14; 13.23-36). Que tal da família de Jacó? Ora, o próprio Jacó passou a perna no irmão (Gn 25.29-34). E não para por aí: lembra do que aconteceu com José, filho de Jacó? Seus irmãos o jogaram em uma cisterna e, depois, o venderam como escravo (Gn 37.23-28). Que tal da família de Jesus? Os próprios irmãos de Cristo não criam nele (Jo 7.5). Tudo isso demonstrei querendo dizer que nenhuma família é perfeita, todas têm seus problemas.

Sobre a convivência familiar, Jim Britts cita algumas passagens bíblicas: Filipenses 2.3-4, Mateus 7.3-5, Romanos 12.18, Efésios 6.1-3.

Como em todo relacionamento, há parâmetros nos quais os cristãos devem procurar viver. Vejamos o que nos diz Filipenses 2.3-4:

Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

Pois bem, aqui vemos o que o apóstolo nos diz quanto à nossa conduta. Será que na convivência do dia a dia nós nos portamos com humildade, espírito de auxílio, ou temos segundas intenções? Toda criança alguma vez na vida certamente já fez algo com vista a conseguir alguma coisa dos pais. Entre irmãos, então, isso acontece várias vezes – na semana, quando não no mesmo dia. O versículo 4 implica que precisamos ter em mente o princípio de propriedade. Da mesma forma que queremos conservar o que é nosso, precisamos respeitar o que é dos outros, e zelar por isso.


Mateus 7.3-5 fala sobre julgar. Precisamos ser cautelosos com isso. Quando falo sobre julgamento ou disciplina na igreja, sempre apelo aos irmãos que sejam amorosos. É claro que não devemos deixar de julgar por conta disso, mas fazê-lo com temor e cuidado. O que diferencia você de um cristão em pecado é o cuidado de Deus. Quem garante que amanhã você não fará o mesmo? Um adúltero pode ter dito que nunca faria isso, mas fez. Por isso, precisamos vigiar e estar em comunhão com Deus.

Romanos 12.18 nos diz para ter paz com todos. Isso implica em perdão. Ah, como isso é difícil. Sempre há um infeliz que tem prazer em pisar em nosso calo. Não é fácil. Todavia, lembre-se do sacrifício de Cristo. Mesmo quando ele estava sendo crucificado, ele pedia a Deus que perdoasse quem fez aquilo a ele. Tenha isso em mente. Esforce-se. Rogue ao Senhor forças para perdoar.

Efésios 6.1-3 nos fala sobre a conduta dos filhos para com os pais. Deus nos diz para que honremos nossos pais. Ele não diz: honre seu pai se ele for bonzinho e amoroso. Mas sim: honre seus pais. Isso é duro e difícil para nós, pecadores. Mas é o que devemos fazer. Peça ajuda do Senhor, e ele te ajudará.

Alguns núcleos familiares, porém, passam por problemas incomuns. Isso porque não acontecem com todos nós, mas em casos específicos. Problemas como esses são o divórcio, abuso. São dois temas que Jim Britts aborda falando sobre família. Divórcio e abuso são coisas condenadas por Deus. O casamento não foi criado para ser desfeito. Se alguém se casa pensando em se divorciar, já começou errado. O abuso, por sua vez, é algo inconcebível, mas acontece. Nesse caso, é preciso se atentar para o comportamento de pessoas que desconfiem passar por isso e, se detectar de algo, denuncie às autoridades e à Igreja, para que ambas tratem do caso. Uma pessoa que sofreu abuso deve procurar pessoas que a ajudem. Ficar em silêncio nunca vai ajudar. Quanto ao divórcio, se uma pessoa está sofrendo por causa da separação dos pais, ela deve procurar auxílio em Deus, nos amigos e em seu pastor. Se fechar em seus próprios sentimentos apenas vai alargar uma ferida dolorida, causando mais traumas.

Se sua família parece ter algo de errado, comece a observar as demais. Se for algo sério, procure auxílio. Peça ajuda a seus amigos mais próximos, aquela pessoa que você confia e sabe que com ela você pode contar. Não saia contando para meio mundo, sejam pessoas pagãs ou cristãs. Afinal, onde há ser humano, há erro e pecado. Portanto, seja cauteloso e procure ajuda o mais breve possível, além de, claro, contar com o auxílio de Deus e derramar suas angústias em oração e na busca do Senhor.

Que ele nos abençoe e nos capacite mais e mais, dia após dia, e que sejamos irmãos, pais, tios, primos e amigos melhores, com o auxílio do bondoso e misericordioso Deus.

***
Autor: Christofer F. O. Cruz
Fonte: Fidem et Rationem

terça-feira, 3 de maio de 2016

10 CARACTERÍSTICAS DO SR. CONTROLADOR




Por David Murray

Em qualquer discussão sobre abuso espiritual é importante distinguir entre autoridade e autoritarismo. Vamos começar com algumas definições amplas:

Autoridade é o uso lícito de autoridade lícita: Deus, a igreja, o estado ou uma empresa deram a alguém o direito de governar e guiar sua vida em certa área, e essa autoridade está sendo exercida nas áreas corretas do jeito certo.

Autoritarismo é o exercício de autoridade ilícita: é alguém que não recebeu autoridade sobre minha vida tentando governar e dirigir minha vida, ou alguém que tem autoridade em uma área limitada da minha vida tentando governar e dirigir outras partes ou cada parte da minha vida.

Autoritarismo também é o uso ilícito de autoridade lícita: Alguém que pega a autoridade que recebeu e abusa dela exercendo-a de maneiras que somente beneficia a ele e normalmente me atinge.

Definições nos ajudam um pouco, mas ilustrações nos levam além. Vamos observar algumas marcas do autoritarismo. Como ele se parece? Como eu o reconheço? Como eu sei se estou sendo autoritário ou apenas exercendo autoridade legítima? Como eu sei se estou sendo vítima do autoritarismo? Vamos ver se conseguimos construir uma descrição do “Sr. Controlador”.

  1. O Sr. Controlador tem fome de poder. Ele está sempre tentando ter mais controle sobre sua vida. Ele nunca está satisfeito em saber o que sabe sobre você, mas sempre quer saber mais. Ele nunca está contente com poder em uma ou duas áreas, mas quer poder em todas as áreas. Sua maior emoção é mandar em outras pessoas e torná-las subservientes.
  2. O Sr. Controlador nunca suspeita de que pode estar abusando do poder. Ele nunca diz: “por favor, me avise se você achar que estou passando dos meus limites”. Ele não identifica ou quase não percebe sua tendência de abusar do poder.
  3. O Sr. Controlador fica fácil e terrivelmente ofendido quando alguém questiona sua autoridade. “Como você ousa falar assim comigo!”, “Você sabe com quem está falando?”. Qualquer questionamento é visto como insubordinação, rebeldia, desrespeito, etc.
  4. O Sr. Controlador se enxerga mais como Rei que como servo. Ele raramente pensa ou pergunta: “Como posso servir você?”. Em vez disso, sua atitude mais comum é “como eu posso mandar em você?”. Seu alvo é ganhar mais controle, não oferecer mais ajuda. Ele empodera a si mesmo, e não os outros.
  5. O Sr. Controlador ameaça quando ameaçado. Quando sua autoridade é questionada ou desafiada, mesmo quando é feito de forma humilde e apropriada, ele adverte sobre as desagradáveis consequências para o questionador. Ele certamente nunca para para pensar: “eu me excedi em minha autoridade? Eu lidei com isso corretamente? Eu cometi um erro?”.
  6. O Sr. Controlador tem um longo registro. Sua posição de poder o permitiu construir um grande arquivo histórico de suas “vítimas”, o qual ele não hesita em usar (ou ameaça usar) quando necessário.
  7. O Sr. Controlador manda em vez de ensinar. Ele manda nas pessoas sem explicar por quê. “Apenas faça!”. Ele não gasta tempo ou se esforça para explicar seu jeito ou sua “liderança”. Ele prefere lei e sanção a ensinar, instruir e motivar. Ele teme que, se ensinar princípios e alvos, as pessoas poderão fazer as coisas sozinhas em vez de serem dependentes dele para tudo.
  8. O Sr. Controlador agarra-se ao poder. Diferente de líderes verdadeiros que amam treinar outros líderes e delegar poder a eles, ele se agarra ao poder e recusa-se a largá-lo. Afinal, obviamente ninguém é tão sábio e competente quanto ele.
  9. O Sr. Controlador odeia ser controlado. Geralmente, ele resiste a outra pessoa com autoridade sobre ele ou dizendo o que ele deveria ser ou fazer. Normalmente, ele é um crítico feroz de outras fontes de poder e autoridade ao seu redor. Ele pensa: “se conseguir enfraquecê-lo/a/os, eu me fortalecerei”.
  10. O Sr. Controlador não tem autocontrole. Essa é sua característica mais estranha. Você acharia que tamanho vício em controle produziria uma pessoa profundamente disciplinada. De forma alguma. Muitos controladores têm grandes déficits no quesito autocontrole. Talvez seja porque eles estão tão ocupados interferindo nas vidas dos outros que  negligenciam a sua própria. Talvez seja porque eles acham mais fácil dirigir e disciplinar outros. Eu não sei, mas preste atenção nisso. Por trás de muitas personalidades autoritárias há normalmente uma falta de autoridade bíblica, geralmente manifesta em moral deficiente ou temperamento ruim.

E lembre-se: há Sras. Controladoras também.

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Traduzido por Josaías Jr no Reforma21
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