sábado, 26 de março de 2016

Fatos sobre a Páscoa no Antigo e Novo Testamentos



A páscoa foi instituída por Deus durante o período da escravidão no Egito e serviu como o sinal de libertação do povo da aliança, primeiro, da própria ira de Deus que trouxe a morte dos primogênitos do Egito, mas livrou da morte, pelo sangue do cordeiro pascal, os primogênitos dos israelitas.

Depois da libertação a ocasião foi marcada entre as grandes festas religiosas de Israel e faz parte da Lei Cerimonial do Antigo Testamento, com a obrigação de que todo o povo a celebrasse e cumprisse a cada ano.

Três elementos simbólicos deveriam lembrar os participantes daquele evento fundamental de libertação do povo: as ervas amargas (a amargura da escravidão e o clamor por libertação seriam lembrados – fomos escravos e agora somos livres), ospães asmos (sem fermento, lembrando a pressa da saída e a corrupção do “fermento” que ficou para trás no Egito) e, principalmente, o cordeiro imolado (que foi consumido em cada família e o sangue colocado nos umbrais da porta para que o Senhor não trouxesse a praga destruidora sobre aquela casa; entende-se que o termo pesach seja, então, “passar por cima”)

Esta festa tem uma data fixa: dia 14 de Nisã. A festa tinha uma duração de alguns dias. No dia 10 do mês era escolhido o cordeiro “sem defeito, macho, de um ano”. Ele era guardado até o dia 14 para ser imolado e consumido pelas famílias. No final do dia 14 (iniciando o dia 15), até o dia 21 do mês, por sete dias, era celebrada a festa dospães asmos. Nestes dias era proibido ter fermento em casa, do primeiro até ao sétimo dia.   

Muitas vezes passa desapercebido ao leitor da Bíblia que nas grandes festas bíblicas havia uma santa convocação e estas são chamadas no texto bíblico de shabbat, (“descanso solene – Lv 23:24) traduzidos para a maioria das línguas como “sábado”, que, para nós, significa o sétimo dia de uma semana corrida. Porém, durante as festas, o shabbat da festa não era correspondente ao sétimo dia semana comum, mas sim, ao dia da convocação deste descanso. Assim, um shabbat de uma festa, por exemplo, poderia cair no sexto dia da semana comum, provocando dois shabbats consecutivos (o que nós chamaríamos de feriadão!).

Para efeito da verdade, e não para controvérsias, em lugar nenhum do Novo Testamento é dito que a crucificação do Senhor foi na sexta-feira, mas no dia anterior ao sábado da festa dos pães asmos (o que poderia ser qualquer dia da semana - Marcos 15:42). Este tema não é novo e é motivo de grandes discussões entre estudiosos, ainda que, no final das contas, a marcação do dia da crucificação seja indiferente para os cristãos (e deveria ser, exatamente para arrancar de nós este misticismo louco que cerca este dia!).

Por que isto? Porque há de se fazer uma clara distinção entre o cerimonial da páscoa judaica, lei cerimonial do Antigo Testamento e que foi celebrada pelo Senhor Jesus (que era judeu e cumpriu toda a lei), festa durante a qual Ele mesmo foi crucificado, sendo Ele mesmo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e a sua clara ordenança a respeito da páscoa:
"Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados." (Mateus 26:26-28)

Logo, no cristianismo bíblico, celebramos a páscoa todas as vezes que obedecemos ao mandamento do Senhor e celebramos a Santa Ceia ou Ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa.

Quanto ao ovo e ao coelho, bem, não me parecem estar mencionados no Antigo ou Novo Testamentos.*

Mauro Meister

*Ovo de Páscoa
·                     2000 A.C. já era considerado símbolo de fertilidade
·                     Na Ucrânia e, posteriormente, na Inglaterra, começou-se a pintar ovos à mão e presentear alguma pessoas, desejando-lhes fertilidade, vida, etc.
·                     No Séc XVIII, os franceses resolveram fazer o ovo de chocolate
 *Coelhinho da Páscoa
·                     Também sempre foi um símbolo de fertilidade
·                     Diz a lenda que um pássaro pediu a deusa Eostre que o transformasse em um coelho, tendo recebido o que pedira, voltava todos os anos para presentear Eostre com um ovo.


Postado por Mauro Meister 
Fonte: O Tempora, O Mores


DECLARAÇÃO SOBRE A ATUAL CONJUNTURA SOCIOPOLÍTICA DA NAÇÃO

PARE, LEIA E PENSE!



Por ocasião do 10º Congresso de Teologia Vida Nova, nos dias 15 a 18 de março de 2016, em Águas de Lindoia, São Paulo, pastores, teólogos e líderes evangélicos de todo o Brasil se reuniram para refletir e discutir o papel e a contribuição da teologia evangélica para a sociedade e a cultura como um todo. Diante dos acontecimentos que têm agitado o país nos últimos meses, produzimos a seguinte declaração, conclamando os cristãos à confissão de pecados, ao repúdio da injustiça e à participação ativa neste momento crítico em nossa história nacional.

Afirmamos que o Deus todo-poderoso, o único Soberano, Pai, Filho e Espírito Santo, que reina sobre todas as coisas e governa tanto a criação quanto as nações, levanta e destitui os poderosos, fazendo com que tudo, invariavelmente, atenda à sua vontade. 

Afirmamos a importância e a necessidade do envolvimento de cada cristão na sociedade, contribuindo para que a paz e a justiça do reino de Deus se estabeleçam em todas as áreas da vida pública.

Afirmamos que a Igreja cristã, quando permanece fiel à sua missão — que consiste na pregação das Escrituras, na administração correta do Batismo e da Ceia — capacita cristãos a servirem a viúva, o órfão, o estrangeiro, o pobre e o que sofre violência (Jr 22.3; Zc 7.10).

Como pastores e líderes, confessamos que não temos nos quebrantado diante da Palavra de Deus nem pregado as Escrituras como deveríamos. Confessamos também que não temos refletido o caráter de Cristo Jesus na esfera pública, deixando de tomar posições bíblicas claras e esquecendo o papel profético do púlpito.

Como povo de Deus, confessamos que não temos exercido com toda a dedicação nossa vocação de ser sal e luz da terra (Mt 5.13-16) e que temos nos amoldado a uma mentalidade mundana. Confessamos nossa falta de amor pela Palavra e nossa negligência na oração em favor de nossos pastores, de nossas autoridades e da nação. Confessamos nosso desinteresse em influenciar positivamente os governantes e governados à luz da mensagem evangélica.

Como cidadãos brasileiros, confessamos nossa adesão a ideologias estranhas à fé cristã, a indiferença diante da corrupção, a relativização da ética e do decoro, a busca pela realização de interesses próprios que têm gerado o desprezo pelas justas leis e pelos retos princípios da Constituição Federal.

Repudiamos, sob o temor do Senhor, toda forma de idolatria ao Estado, iniquidade, conivência, omissão e dissimulação da impiedade.

Repudiamos toda tentativa de silenciar e marginalizar a voz da Igreja cristã e da mensagem evangélica na esfera pública. 

Repudiamos o silêncio eloquente daqueles que, em nome de uma agenda ideológica iníqua, se eximem de fazer crítica profética a partir das Escrituras e, com isso, contribuem para a corrosão do estado democrático de direito.

Repudiamos sobretudo a corrupção que desvia os recursos públicos e aumenta a pobreza e a desigualdade social. 

Repudiamos toda forma de relativização da Constituição Federal com o objetivo de atender a fins ideológicos espúrios, contrários ao bem da população como um todo.

Repudiamos a desarmonização das esferas executiva, legislativa e judiciária e a usurpação de sua autonomia.

Convocamos a assembleia dos santos a exercer sua cidadania terrena à luz de sua cidadania celestial, com engajamento e valorização da paz, da ordem e da justiça. A todos os que protestam pelas ruas do país, convocamos que o façam dentro dos parâmetros do respeito e da moderação, como pacificadores (Mt 5.9), entendendo que este é um momento oportuno de expressão do compromisso com a fé cristã.

Por fim, convocamos a Igreja a que busque o Senhor em quebrantamento, orando pela nação e suplicando, especialmente, por um avivamento que procede do Espírito Santo.

Em tudo isso, não esqueçamos a mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo: 

“Não temas, eu sou o primeiro e o último.” (Ap 1.17)

“No mundo tereis tribulações; mas não vos desanimeis! Eu venci o mundo.” (Jo 16.33)


 Águas de Lindoia, 17 de março de 2016


Pastores, professores, missionários e líderes que desejam integrar a lista de signatários, por favor envie seu nome completo, função e instituição para o e-mail teologiabrasileira@vidanova.com.br

quinta-feira, 24 de março de 2016

VIGÍLIA: ORANDO PELO BRASIL


    Nosso país está passando por um momento muito delicado, e nós povo de Deus devemos orar por ele, certos de que o nosso Deus nos ouve e responde as nossas orações como nos ensina o profeta Jeremias:"Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei." Jr 29.12. No dia 20 de abril de 2016 (quarta-feira), no Instituto Bíblico do Norte das 21:00h às 5:00h o Presbitério de Garanhuns e a Secretaria de Homens do Presbitério realizará um culto de vigília com o Tema: "Orando pelo nosso País". Forme um grupo na sua Igreja e venha orar conosco!
     Vamos nos unir nesse propósito!
A maior necessidade do nosso país é de Deus

LIDERES EVANGÉLICOS COMENTAM O MANIFESTO DA MISSÃO INTEGRAL EM APOIO AO GOVERNO DO PT.

PARE, LEIA E PENSE!


Por Léo Gonçalves

O movimento da Missão Integral tem recebido duras críticas no Brasil por conta de sua postura esquerdista. Para muitos, trata-se de um movimento muito mais político do que religioso, com um forte viés marxista. 


Há alguns dias, vários líderes deste movimento lançaram em conjunto um manifesto que tem sido interpretado como una carta de apoio ao governo do PT. O documento causou muita polêmica e recebeu críticas negativas da liderança evangélica conservadora.

Imediatamente após a publicação do manifesto o pastor Renato Vargens criticou a iniciativa e disse que "o documento não condena o maior sistema de corrupção descoberto em nossa história, e que de forma velada manifesta-se a favor da permanência no poder de um partido que lesou o Brasil em bilhões de reais".


O pastor Judiclay Santos, da Igreja Batista Betel no RJ não esboçou surpresa ao ler o documento. "A lista dos pastores e líderes evangélicos que saíram em apoio ao governo do PT não me escandaliza. Eles sempre apoiaram governos esquerdistas e continuarão a fazê-lo".

Para Geremias Couto, da Assembléia de Deus, a declaração da TMI é uma defesa implicita do governo atual. "Embora as tentativas tenham sido subliminares, a série de conjunções adversativas (mas), mais as próprias contradições no texto deixam claro de que lado os assinantes do documento estão".

A missionária Braulia Ribeiro escreveu em seu blog pessoal que "o manifesto é um erro histórico". Afirmou ainda que "estes assinantes se arrependerão no futuro quando analisarem a situação mais friamente", e que "se não o fizerem se tornarão completamente obsoletos e serão relegados à lata de lixo da história".

Entre os líderes que assinaram o manifesto encontram-se Ariovaldo Ramos, Ed René Kvitz, Ricardo Bitun e Ziel Machado, entre outros. O documento pode ser lido AQUI

***
Léo Gonçalves, no Púlpito Cristão.

Em respeito ao sacrifício supremo de Cristo, não concordo e não participo de autos de Páscoa

image from google


Nestes dias em que a Cristandade relembra o Sacrifício Supremo de Cristo na cruz, uma prática que tem se tornado cada vez mais comum (no sentido de ser vista em todo lugar) e cada vez mais sofisticada (no sentido de buscar o máximo de realismo possível) é a encenação do sacrifício, morte e ressurreição de Cristo. Igrejas evangélicas e católicas, companhias de teatro comprometidas ou não com a glória de Deus se superam em apresentar cada qual o seu “auto de páscoa”.

A princípio quero deixar bem claro que não estou aqui julgando as intenções de quem quer que seja, até mesmo porque conheço as minhas intenções, mas, não as de outrem. Quero tão somente chamar sua atenção para refletir sobre essa prática, a qual, mesmo cercada de boas intenções tornar-se um escárnio, um desrespeito ao sacrifício mais, santo, mais puro e supremo de todos os tempos, o único sacrifício que pode salvar o pecador e livrá-lo do seu pecado e da condenação eterna que o mesmo merece. Refiro-me ao sacrifício de Cristo.

Como podemos encenar o que Cristo passou ali na cruz? Como podemos descrever Sua dor, tanto física quanto espiritual? Como podemos descrever o significado das palavras: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” ou “Está consumado”?

Certa vez ouvi alguém comentando sobre um desses autos de páscoa feito por uma determinada igreja o seguinte: “Este ano eles se superaram. O cara que fez Jesus na peça fez direitinho; foi muito real. Até parecia Jesus mesmo. Ficou igual àquele auto de páscoa que é feito pelos artistas da TV lá naquela cidade do Nordeste”. Um senso de justiça (e de raiva, para a minha tristeza) tomou meu coração neste instante. “Que ridículo!” exclamei, “como você pode dizer um absurdo desses? Como pode um ser humano pecador, um ator encenando ficar parecido com Jesus? Como você pode dizer um absurdo desses comparando o sacrifício de Cristo à encenação de atores promíscuos e pervertidos?” (referia-me àquele espetáculo boçal lá no Nordeste).

Perceba, caro leitor, a que ponto chegamos. Os evangélicos criticam os católicos com suas procissões, mas, quanta hipocrisia. Os católicos com suas procissões pelo menos fazem isso não como espetáculo, mas, como devoção (exceto quando também se rendem a essa prática nefasta dos “autos de páscoa” teatrais).

Alguém vai me dizer: “Mas, você é muito obtuso e retrógrado. Não vê quantas pessoas são alcançadas pelo Evangelho com esses autos de páscoa?”. E eu devolvo a pergunta: “Quantas dessas conversões permanecem? Quantas produzem frutos dignos de arrependimento e demonstram crescimento posterior?”. Certa feita, num desses autos de páscoa feitos aqui em São José dos Campos, o cara que fez o papel de Jesus na peça, no dia seguinte foi visto num boteco da cidade enchendo a cara de cerveja (detalhe: ele estava até com o mesmo visual hippie-cristianizado). Eu fico com o método de sempre: a pregação por meio da exposição bíblica tal como fizeram os apóstolos de Cristo.

Como podemos fazer teatro com o sacrifício mais sublime e mais terrível em se tratando de sofrimento? Como podemos dar um “realismo” àquilo que não compreendemos em sua profundidade? Ainda que uma companhia teatral conseguisse retratar o sofrimento físico de Cristo, não passaria de um mero teatro, e, se quisesse fazer algo real, com sangue sendo derramado de verdade, com açoites, socos, chutes, cusparadas, coroa de espinho de verdade, o insulto ainda seria maior, pois, pretensiosamente se quereria fazer “igual” a Cristo – que sacrifício pode ser comparado ao Dele? Mas, o que dizer dos tormentos que Cristo sentiu em Seu espírito? Poderíamos nós descrevê-lo? As Suas palavras: “Deus meu, Deus meu por que me desamparaste?” apontam para algo terrível que jamais compreenderemos. Naquele momento, diferentemente do que se pensa, Deus não estava dando as costas para Jesus porque não estava suportando ver aquela cena terrível em que Seu Filho santo estava morrendo na cruz. Não! Naquele momento Deus não voltou Suas costas para Jesus, mas, sim Seu olhar de fúria contra o nosso pecado que Cristo carregava sobre Si. A cruz era o lugar onde os pecados deveriam ser destruídos. Para destruí-los, Deus traspassou Jesus Cristo, tal como disse o profeta Isaías uns 700 anos antes de Cristo: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5). Naquele momento na cruz, Cristo suportou a ira de Deus, da qual ninguém poderia livrá-Lo, nem mesmo o próprio Deus porque tinha de ser assim. Ali na cruz, Cristo sofreu as dores do inferno de cada um dos Seus eleitos, ou seja, as dores que sentiríamos eternamente no inferno, Cristo as sentiu e sofreu por nós ali na cruz. Você tem ideia da intensidade dessa dor? Nenhum ser humano tem e por isso mesmo, ninguém pode descrevê-la.

Em respeito ao sacrifício supremo de Cristo, por amor ao Seu amor por mim, não participo, não concordo, não apoio esses autos de páscoa.

Um dia desses numa aula de EBD entramos neste assunto. Uma senhora, membro da nossa igreja (não citarei seu nome pois não tenho sua permissão) fez um comentário que simplesmente fechou o assunto. Ela disse em tom de pergunta: “Pastor, será que as pessoas teriam coragem de fazer teatro com a morte de um ente querido?” e ela mesma respondeu: “Creio que não”. Neste momento lembrei-me do falecimento do meu papai. Deus concedeu aos meus dois irmãos, minhas cunhadas e a mim a oportunidade de estar ao lado do papai no exato momento de sua morte. Sua passagem para a Jerusalém Celestial foi algo lindo e inspirador. Se Deus tivesse me dado a oportunidade de escolher um jeito de morrer, eu certamente queria morrer como o meu papai. Mas, jamais teria coragem de fazer um teatro narrando a sua morte, muito menos ainda teria coragem de fazer um teatro com a morte de Jesus (infelizmente, nos tempos da minha ignorância e infantilidade espiritual até já o fiz, mas, me arrependo amargamente de te-lo feito).

Não espero que você mude de opinião se você não concordo com nada do que eu disse. Tão-somente quero que você pense um pouco: você levaria numa boa alguém fazendo um teatro ou algo parecido com aquele momento de maior sofrimento pelo qual você um dia passou?

Não permita que em nome da sinceridade, da boa intenção em evangelizar, o sacrifício supremo de Cristo se torne um espetáculo carnal. Hoje, a Igreja de Cristo tem a Ceia do Senhor para fazer com que os filhos de Deus celebrem e relembrem o sacrifício de Cristo. Eles não precisam de uma data específica no calendário para isso; basta-lhes serem zelosos em participar da Ceia do Senhor.

Na verdade em amor,

Rev. Olivar Alves Pereira

***
Sobre o autor: Olivar Alves Pereira é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Teólogo, Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor de Teologia Sistemática, Teologia Contemporânea, Ética e História Bíblica, História e Teologia da Igreja, Educação Cristã e Teologia Sistemática, Sociologia e Ensino Religioso em seminários e escolas na região do Vale do Paraíba, também escreveu lições para a revista de EBD para os adultos da Editora Cristã Evangélica. É associado à Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos - ABCB. Na Política sou de Direita Conservadora.
Fonte: Noutesia

segunda-feira, 21 de março de 2016

O Esquerdismo e o Evangelho

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Recentemente [Algum tempo atrás], um conhecido líder evangélico definiu-se ideologicamente da seguinte maneira: “Sou um pensador independente, de esquerda. Não acredito no neoliberalismo capitalista. Ele produz os excluídos. O Evangelho defende os pobres e os marginalizados”. [veja aqui]

Causa-me espanto que um homem que se diz “de Deus” seja tão rápido em enfileirar-se nas trincheiras da teologia da libertação, como se ela se constituísse leitura fiel do Evangelho, sem, no entanto, aperceber-se das claras divergências entre ambos. Pelo menos foi o que ficou evidente.

Com base nesta percepção, gostaria de fazer as seguintes considerações:

1. O Evangelho não está restrito a uma classe social

Uma das pessoas mais mal compreendidas do mundo é o Senhor Jesus. Em seu nome muitos abusos foram e ainda são praticados. Um deles é restringi-lo à pobreza e à miséria. Na verdade, o Evangelho não defende a pobreza, ele defende unicamente a glória de Deus e a vitória de seu Filho para a salvação dos eleitos, sejam eles riquíssimos, medianos, pobres ou miseráveis financeiramente. Nesse contexto há cinco considerações importantes. Em primeiro lugar, Jesus recebeu e conviveu com ricos, além de freqüentar a casa dos publicanos, indivíduos censuráveis, não por terem recursos financeiros, mas pela maneira como enriqueceram. Em segundo lugar, o próprio conceito de pobreza não está restrito às posses materiais. Mt 5: 3 menciona acerca dos pobres de espírito, enquanto o próprio rei Davi, em meio à sua fortuna, afirmou no Sl 40:17: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó Deus meu!” Em terceiro lugar, a defesa bíblica dos pobres ocorre no contexto da Aliança de Deus com o seu povo, ou seja, é o pobre crente que recebe as promessas dos cuidados divinos para a sua penúria. Em quarto lugar, o problema levantado pelas Escrituras não estava na riqueza, mas no apego a ela que promovia o orgulho, o egoísmo e o desprezo pelos necessitados. Em quinto lugar, condicionar as Boas Novas aos pobres, portanto, é permitir que a falta de recursos seja, em si mesma, santificadora do homem. O Evangelho não defende os pobres nem os marginalizados, pois o pobre sem Cristo será condenado, assim como o rico com Cristo será salvo.

2. A esquerda é, em essência, contra a moralidade divina

A esquerda defende uma liberdade pecaminosa ao homem. Não importa se se trata doDemocratic Party americano, do Bloco de Esquerda português, do Sozialdemokratische Partei Deutschlands alemão ou do PSOL brasileiro, o alvo principal é o mesmo. A luta em favor do aborto, do feminismo, do homossexualismo, do divórcio, da compartimentação radical da sociedade, do uso de células-tronco embrionárias etc. são claramente contra a Lei de Deus. Se, historicamente, alguns segmentos da direita cometeram abusos, os da esquerda, de igual modo, cometeram também. O que determina tal posição é o humanismo em detrimento do teísmo (o mesmo ocorre com a teologia relacional, o neopentecostalismo e, obviamente, a teologia da libertação).

3. Toda cúpula governamental é abastada

Este é outro ponto que os esquerdistas não entendem. Os líderes da esquerda clássica vivenciaram a opulência e o conforto financeiro diante da miséria social. O próprio Fidel Castro é um exemplo clássico disso, sem falar de Hugo Chávez ou Evo Morales. Todos estão encastelados devorando faisões enquanto seus patrícios morrem por migalhas. Mas não são apenas estes que vivenciam o usufruto de bens materiais, até mesmo os homens de Deus sérios que ocuparam cargos públicos gozaram da riqueza e do conforto como foi o caso de Davi, de Salomão, de José e de Daniel.

4. Cuidar dos pobres é uma parte do cumprimento da Lei

Há vários textos que alertam o crente quanto ao cuidado aos necessitados. Mas isto não ocorre para que haja uma transformação social radical. Isto é utopia. Aliás, “nunca deixará de haver pobres na terra” (Dt 15: 11). A responsabilidade do crente está em partilhar daquilo que Deus concede generosamente, pois nada é nosso, tudo é d'Ele. A riqueza não deve embrutecer ou criar a sensação de auto-suficiência, pois em tudo dependemos da graça. Por isso, somos obrigados a servir ao próximo, inclusive com o bolso. É nesse contexto que o Evangelho promove mudanças na sociedade, embora isso não seja o alvo principal.

Além de tudo o que acima foi exposto, é preciso ressaltar que o esquerdismo manifesto na Teologia da Libertação lê as Escrituras com um programa de mudança social, isto é, a interpretação que ela faz do Evangelho pretende ser apenas uma justificativa para as práticas políticas voltadas à sociedade. Afinal, para a Teologia da Libertação, a leitura é uma “produção de sentido” onde leitor constrói o significado do texto.

Concluo dizendo que “ser de esquerda” e “ser cristão” estabelece uma grande contradição, cuja síntese – se é que isso exista – sempre prejudicará o Evangelho e contribuirá maciçamente para com a esquerda. Ser cristão é não pertencer ao mundo, é ser peregrino, é ser louco para com os inteligentes deste mundo.

 SOLA SCRIPTURA

***
Autor: Rev. Alfredo de Souza é pastor presbiteriano e historiador social. Casado com Sandra e pai de dois filhos: João e Ana.
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