sábado, 12 de março de 2016

Sobre a participação dos cristãos nas manifestações

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Romanos 13.1-7, os cristãos e os protestos contra o governo. 

Romanos 13.1-7 é um texto bíblico usado e abusado para justificar o silêncio e a omissão por parte dos cristãos, mesmo diante de governos autoritários ou totalitários.

Mas deve-se levar em conta os seguintes pontos:

1. Na Carta aos Romanos o poder pertence exclusivamente a Deus. As “autoridades do governo” nunca são chamadas de “poder” ou “poderes”, como se convencionou chamar na linguagem política contemporânea. Na carta, o único que tem poder é Deus, que vem a nós através do evangelho, que é Jesus Cristo morto e ressurreto, o único Senhor, e Senhor de todos. Já que o Deus todo-poderoso estabelece toda autoridade, essa tem um poder derivado e, por isso, limitado.

2. Romanos 13.1-7 trata da autoridade legítima ideal e a define: (a) esta é serva de Deus (“diakonos” [13.4], que pode ser traduzida como ministro, administrador ou empregado; e “leitourgos” [13.6], que designa o servo do Estado, aquele que faz um serviço para o povo) para o bem dos cidadãos; (b) recompensa o bem que é feito pelos que estão sob o seu governo; (c) e detém o poder da espada, sendo agente de punição contra quem pratica o mal – e por cumprir tais prerrogativas ordenadas por Deus, os cristãos se sujeitam “por causa da consciência” a tal autoridade e pagam tributos e impostos.

3. Quando as autoridades deixam de servir aos cidadãos, enaltecer o bem e punir o mal, DEIXAM DE SER AUTORIDADE LEGÍTIMA.

4. Logo, não são mais ordenadas por Deus. Se tornam a besta que surge do mar (Ap 13.1-10), tentando ser o idolátrico “Estado total”, que exige culto e submissão. E devem ser resistidas de toda forma legítima pelos cristãos, inclusive por meio da desobediência (como os apóstolos e cristãos mártires fizeram a partir do último quarto do século I d.C.; cf. At 5.29) e protestos (e.g. 1Rs 12.3,4; At 16.37; 21.37-39; 22.25-28; 23.17-22; 24.10,11,24-26; 25.8-12; 25.11; 26.1-32).

5. Duas citações de R. C. Sproul, que resumem o ensino global das Escrituras sobre a relação do cristão com o Estado, reforçam o que aqui é exposto:
“...Aqueles que se escondem atrás da ideia de que a igreja nunca deve falar sobre questões políticas esqueceram um princípio das Escrituras que podemos chamar de crítica profética. Pode ter sido politicamente incorreto o fato de Natã confrontar Davi sobre o seu adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias (2Sm 12.1-15a). Pode ter sido politicamente incorreto o fato de Elias enfrentar Acabe por seu confisco pecaminoso da vinha de Nabote (1Rs 21). Pode ter sido politicamente incorreto o fato de João Batista desafiar o casamento ilícito de Herodes, o tetrarca (Mt 14). Nesses e em outros exemplos das Sagradas Escrituras, vemos que os representantes da igreja não tentavam tornar-se o Estado, mas ofereciam uma crítica profética ao Estado — apesar das possíveis consequências. A igreja não é o Estado, mas é a consciência do Estado, e essa é uma consciência que não pode se dar ao luxo de tornar-se cauterizada e silenciosa.”
“A Igreja é chamada a ser um crítico do Estado, quando este falha em obedecer ao seu mandato debaixo da autoridade de Deus.”

6. Portanto, Romanos 13.1-7 não pode nem deve ser usado para justificar passividade ou omissão diante daqueles que traíram seu chamado e perderam a legitimidade de fazer parte da autoridade e ordem que vem de Deus.

Em países em que estes pontos foram compreendidos nunca houve ditaduras.

Para os cristãos que participarão dos protestos contra o governo no domingo:

1. Para aqueles que guardam o domingo como dia santo e para aqueles que entendem todo dia como “santo ao Senhor”, a direção é: “Uma pessoa considera um dia mais importante do que outro, mas outra julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua mente.” (Rm 14.4-5; cf. Gl 4.10-11; Cl 2.16-17). Que um e outro se abstenham de julgar o outro, pois tal postura nega o senhorio de Cristo. E que todos orem pela nação, em mútuo respeito, “não para debater opiniões”, pois cada um terá de prestar a Deus contas de si mesmo. De toda forma, este assunto não é central para a mensagem evangélica; “portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu, para glória de Deus” (Rm 14.1,12; 15.7).

2. A maioria das manifestações está marcada para o horário da tarde. Deste modo, que os cristãos aproveitem o tempo de culto pela manhã para suplicar para que Deus perdoe nossos muitos pecados e tenha misericórdia de nosso país, e se agrade de usar os acontecimentos desta época para mudar os rumos da nação. Um importante motivo de oração é que governantes e governados tenham real respeito e apreço pelos valores cristãos, pelo decoro e pelos princípios justos presentes nas leis e Constituição do Brasil. Tal mudança não se dará “por força nem por poder”, mas pelo “Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zc 4.6).

3. Durante o protesto, permaneçam em oração. Se em grupo, aproveitem para orar juntos pelo país, portando-se como “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-14).

4. E manifestem-se pacificamente, sem responder a eventuais provocações e repudiando toda violência, para que sejam reconhecidos como “filhos de Deus” (Mt 5.9).

Pois foi assim que as reuniões de oração realizadas na Nikolaikirche, em Leipzig, contribuíram para derrubar o comunismo na República Democrática da Alemanha, no ano de 1989.

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Autor: Franklin Ferreira
Fonte: Página do autor no Facebook
Via Bereianos
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“Porque Garotas Cristãs Postam Selfies Sedutoras” por Kristen Clark

Quando eu estava no ensino médio, Bethany e eu decidimos que queríamos fazer uma sessão de fotos bem legal de nós mesmas.
Colocamos as roupas mais modernas que poderíamos encontrar, nos cobrimos com jóias, colocamos duas camadas de rímel e nos dirigimos a um lugar privilegiado – o nosso telhado. Recrutamos (imploramos) uma de nossas irmãs mais novas para ser a nossa fotógrafa. Todas nós subimos ao telhado de nossa casa e ela começou a tirar as fotos.
Sim, um telhado é um lugar inusitado para fazer uma sessão de fotos, mas nós fizemos lá para que a perfeita brisa de top model soprasse direitinho o nosso cabelo. Para cada foto, nós posavámos exatamente do jeito que tínhamos visto as modelos profissionais fazerem – com os lábios franzidos, uma sobrancelha erguida, a mão no quadril e olhos sérios.
Sem que ninguém nos ensinasse como posar sedutoramente, nós fomos “profissionais” e sabíamos exatamente o que fazer. Nós postamos nossa sessão de fotos no Facebook com todo orgulho e esperamos os elogios aparecerem.
Sedução é a nova norma.
Infelizmente, vivemos em uma cultura que treina as nossas mentes para ver sedução como norma a partir de uma idade muito jovem. Basta dar uma rápida caminhada pelo shopping e você verá cartazes atrás de cartazes com modelos em pose sensual. Desde a invenção do Pinterest, Instagram e outros aplicativos, imagem sensuais estão em nossa frente mais do que nunca.
Como garotas cristãs, estamos sendo bombardeadas por mensagens de nossa cultura que sedução e poses sensuais são legais, descoladas e normais. Tirar selfies sedutoras não é mais atrevido… é aceitável e louvável. Por vivermos em um mundo caído, faz sentido que a cultura incentive as garotas a agirem assim.
Faz sentido que as supermodelos e meninas não-cristãs não tenham problema em postar selfies assim.
A pergunta que eu tenho pra você é esta: Por que razão as meninas cristãs estão postando selfies sedutoras?
Fico chocada, às vezes, quando eu entro no meu Instagram e vejo algumas das poses sensuais que minhas amigas cristãs estão postando. O que mais me surpreende é que eu leio os comentários de outros amigos cristãos que estão elogiando as imagens e chamando-as de “lindas”. Como assim? Parece uma epidemia ao longo dos últimos anos.
Por que meninas cristãs gostam tanto de postar selfies sedutoras?
Eu sei a resposta para estas perguntas, porque eu costumava ser uma daquelas meninas. Eu costumava ser a garota por trás do iPhone tirando aquelas selfies sedutoras. Eu era a garota do telhado fazendo uma sessão de fotos para que eu pudesse exibir os resultados para os meus amigos.
Quanto a mim, eu postava as fotos porque queria que os rapazes me notassem. Eu queria que as pessoas elogiassem “o quão bonita eu era”. Eu adorava ouvir o louvor e afirmação dos meus amigos. Nunca foi por um “acidente” que eu postei uma foto minha. Era sempre intencional e planejado. Eu já tinha visto imagens suficientes de modelos da moda para saber como uma foto sensual devia ser.
Muitas de vocês que estão lendo este blog, sabem exatamente do que estou falando, porque você já fez a mesma coisa.
A verdade é que, postar selfies sedutoras é apenas um sintoma exterior de uma questão muito mais profunda.
É um sinal de uma menina que anseia por algo mais. É um sinal de uma menina que está tentando encher o seu ego através dos louvores e elogios de seus amigos. Uma menina que deseja atenção de rapazes e tem a esperança de que eles vão notar uma de suas fotos. Uma menina que quer parecer confiante, mas é fraca e solitária no interior. Uma menina que gosta de seduzir os rapazes fazendo com que eles “queiram o que não podem ter.”
Selfies sedutoras são nada mais do que imagens que gritam, “Olhe para mim!”. Elas são uma oportunidade para apontar os holofotes sobre si mesma por um breve momento e esperar que alguém note.
Como garotas cristãs, Deus nos chama para um padrão muito elevado para ficarmos jogando o jogo “selfie sedutora”.
Todo o propósito de nossas vidas é apontar outros a Cristo, não para nós mesmas. Esse tipo de foto nunca é centrada em Cristo, mas é sempre centrada em sí mesma. Deus nos chama a viver uma vida moralmente pura em todos os sentidos. Postando fotos sedutoras de si mesma, você não está promovendo a pureza ou santidade dentro do corpo de Cristo.
Desde aquele dia no telhado, Deus me deu convicção de pecado acerca da motivação e condição do meu coração. Diga-me se você acha que selfies sedutoras não são erradas de acordo com Efésios 5:1,3: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.
O que você acha?
Primeiro somos chamadas a sermos imitadoras (reflexos) de Deus para o mundo que nos rodeia. Você e eu somos filhas de Deus! Precisamos refletir bem o caráter e a pureza de nosso Pai. Em segundo lugar, somos ordenadas a ficar longe de qualquer forma de imoralidade sexual e toda a impureza. Você entendeu isso? “Qualquer forma … toda a impureza”.
Selfies sedutoras não tem chance contra estes versículos.
Nossa cultura nos diz que santidade e pureza é careta e que ser rigorosa demais consigo mesma a levará a uma vida de tédio. Se for esse o caso, então por que há tantas meninas solitárias, tristes, deprimidas, inseguras e carentes?
Deus nos dá padrões de pureza e santidade, porque Ele sabe que é o que é melhor para nós. A verdadeira alegria e contentamento não virá através dos aplausos de seus amigos, ela só virá através de obedecer e honrar a Deus. “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração” Salmo 119:1-2.
Eu sei que você quer ser abençoada por Deus. Tenho certeza! Em vez de ficar se esforçando para alcançar o aplauso vazio deste mundo, se esforce para receber os aplausos gratificantes de seu Rei.
Nada lhe fará mais feliz do que viver para a glória de Deus.
Como garotas cristãs, temos o dever de honrar nosso Rei, em todas as áreas de nossas vidas. Temos a responsabilidade de refletir a imagem de Cristo para o mundo perdido ao redor de nós.
Você vai se juntar a mim em rejeitar a tendência de selfies sedutoras? Você vai dizer não às postagens de fotos que te auto-glorificam e colocam toda a atenção em você?
Nosso mundo precisa desesperadamente de meninas cristãs que estejam dispostas a defender a verdade de Deus, exibindo algo muito maior do que elas mesmas.
Vamos tornar isto pessoal:
  • Você é culpada por postar selfies sedutoras? Se assim for, qual é a sua motivação por trás das publicações?
  • Você está disposta a pedir perdão a Deus por não refletir bem a Sua imagem? Se assim for, confesse seus pecados e peça a Deus para criar um coração limpo e puro dentro de você.
  • De que forma você é tentada a colocar a atenção sobre si mesma, em vez de Deus?
Eu adoraria ouvir o que você tem a dizer sobre isso nos comentários abaixo!
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Screen Shot 2014-07-13 at 9.46.25 PMEste post é uma tradução de um artigo de Kristen Clark publicado originalmente no Blog “Girl Defined”, traduzido e publicado em Português  no blog Juventude Presbiteriana e reproduzido com permissão da autora e tradutora.
* Kristen Clark tem 27 anos de idade e há 3 é casada com o amor da sua vida, Zack Clark, e não poderia estar mais feliz. Ela ama uma boa xícara de café e não se cansa de amêndoas cobertas com chocolate meio amargo. Ela é co-fundadora do Ministério GirlDefined com a sua irmã Bettany Baird e ama estudar o desígnio e propósito de Deus para as garotas.
Traduzido por: Bruna Bugana
Revisão: Flávia Silveira

sexta-feira, 11 de março de 2016

A PRESENÇA PERDIDA DE DEUS





Por Martyn Lloyd Jones

Homens e mulheres, quando são verdadeiramente despertados começam a compreender que não há nada que é tão sério quanto estar sem a presença de DEUS. Você captou isso em sua força total?

Deus estava enviando o povo que acabará de ser retirado do Egito, rumo a terra prometida. Deus estava dizendo:

"Subam! Eu prometi a vocês a terra de Canaã, e eu a darei a vocês! Vocês devem ir para a terra que mana leite e mel. Eu enviarei meu anjo diante de vocês para destruir seus inimigos: Os Amonitas, Hititas, Perizeus, Canaanitas, Heveus e Jebuseus. Vão em frente. Subam a terra prometida. Eu os libertei do cativeiro do Egito, Eu os estou enviando adiante. Vão em frente! Lidere-os Moisés! Eu enviarei um anjo com você". Mas o povo disse "Não! Se o Senhor não vier conosco, nós não queremos ir".

Preste atenção, essa é a essência do discernimento espiritual, e isso é, meus queridos amigos, o que você e eu temos que entender. Você pode perceber que quando as pessoas são verdadeiramente despertadas, elas chegam à essa tremenda e profunda compreensão: que se lhe for concedida qualquer outra benção, não tem valor algum, se DEUS não tiver com elas. Qual o valor de Canaã? Qual o valor de leite e mel? Qual o valor de ter possessões, se o Senhor não esta conosco? Eles viram que a realização da presença de DEUS [de tê-la], tendo Sua comunhão e companhia era infinitamente mais importante que qualquer outra coisa.

Será que preciso aplicar isso a igreja de hoje?

Você pode ter sucesso sobre seus inimigos, sabe, sem essa grande compreensão da presença de DEUS no centro de tudo. Há anjos que podem fazer coisas por nós, destruir certos inimigos, levar-nos a terra. Nós estaríamos em Canaã, nós possuiríamos o "leite e mel", e tudo pareceria estar tranquilo. Há um verso apavorante em Salmos 106.15, onde nós somos notificados sobre os filhos de Israel, de que DEUS: "Concedeu os seus pedidos, mas enviou magreza em suas almas". Você pode ter muito da "prosperidade e grande raio de atuação" . A igreja pode parecer estar indo admiravelmente bem, finanças positivas, boas 'figuras' [pessoas influentes], sucessos, "conversões", inimigos derrotados. Tudo indo bem. Tudo parecendo estar maravilhosamente bem! Mas a questão apavorante que faço é esta: "Deus esta no centro?" "Ele realmente esta entre nós?" "Estamos nós apercebidos, como deveríamos estar, da Sua gloriosa presença?" Era isso que estava em jogo com esse povo [povo de Israel].
E o que eles disseram efetivamente? "Canaã não tem nenhum uso par nós. Leite e mel não tem nenhum valor. Nós não estamos interessados nesses inimigos; nós queremos Você!" 

Óh, diz o salmista (Sl 42.1), é por Ti que clamo, "como a corça brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó DEUS". Ele não estava atrás de bençãos, ele estava atrás de DEUS! O DEUS VIVO! Assim diz Paulo: "Eu fui um evangelista de sucesso! Eu fiz tanto, mas eu não estou satisfeito, para que eu O conheça, e o poder de Sua ressurreição e a comunhão de Seus sofrimentos" (Fp 3.10).

"Não, não, eles disseram! Não podemos avançar sem Você!" A presença de DEUS é essencial. E eles chegaram àquela compreensão. E isso eu digo: A compreensão que eles chegaram foi, que nenhuma prosperidade ou nenhum tipo de sucesso, pode compensar pela ausência de DEUS! "De que adiantaria ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder sua própria alma?" (Mc 8.39).

Povo cristão, eu não estou perguntando se você esta vivendo uma boa vida, não estou lhes perguntando se estão felizes, não estou lhes perguntando se estão lendo suas Bíblias, ou se estão orando, não estou perguntando se sua atividade na igreja funciona, ou qualquer outra forma de atividade cristã; o que estou lhes perguntando é: "Você conhece DEUS?" "Ele esta com você?" "Ele esta em sua vida?" "Ele esta no comando?" Ou você esta viajando como se DEUS fosse alguém mantido "à distancia", dando-lhe força ou poder por seu anjo e por sua liderança e tudo mais? Mas a questão é: "E com relação a você? Como é seu relacionamento e procedimento pessoal com Ele?"

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OS CRISTÃOS E OS PROTESTOS CONTRA O GOVERNO



ROMANOS 13.1-7, OS CRISTÃOS E OS PROTESTOS CONTRA O GOVERNO
Romanos 13.1-7 é um texto bíblico usado e abusado para justificar o silêncio e a omissão por parte dos cristãos, mesmo diante de governos autoritários ou totalitários.
Mas deve-se levar em conta os seguintes pontos:
1. Na Carta aos Romanos o poder pertence exclusivamente a Deus. As “autoridades do governo” nunca são chamadas de “poder” ou “poderes”, como se convencionou chamar na linguagem política contemporânea. Na carta, o único que tem poder é Deus, que vem a nós através do evangelho, que é Jesus Cristo morto e ressurreto, o único Senhor, e Senhor de todos. Já que o Deus todo-poderoso estabelece toda autoridade, essa tem um poder derivado e, por isso, limitado.
2. Romanos 13.1-7 trata da autoridade legítima ideal e a define: (a) esta é serva de Deus (“diakonos” [13.4], que pode ser traduzida como ministro, administrador ou empregado; e “leitourgos” [13.6], que designa o servo do Estado, aquele que faz um serviço para o povo) para o bem dos cidadãos; (b) recompensa o bem que é feito pelos que estão sob o seu governo; (c) e detém o poder da espada, sendo agente de punição contra quem pratica o mal – e por cumprir tais prerrogativas ordenadas por Deus, os cristãos se sujeitam “por causa da consciência” a tal autoridade e pagam tributos e impostos.
3. Quando as autoridades deixam de servir aos cidadãos, enaltecer o bem e punir o mal, DEIXAM DE SER AUTORIDADE LEGÍTIMA.
4. Logo, não são mais ordenadas por Deus. Se tornam a besta que surge do mar (Ap 13.1-10), tentando ser o idolátrico “Estado total”, que exige culto e submissão. E devem ser resistidas de toda forma legítima pelos cristãos, inclusive por meio da desobediência (como os apóstolos e cristãos mártires fizeram a partir do último quarto do século I d.C.; cf. At 5.29) e protestos (e.g. 1Rs 12.3,4; At 16.37; 21.37-39; 22.25-28; 23.17-22; 24.10,11,24-26; 25.8-12; 25.11; 26.1-32).
5. Duas citações de R. C. Sproul, que resumem o ensino global das Escrituras sobre a relação do cristão com o Estado, reforçam o que aqui é exposto:
“...Aqueles que se escondem atrás da ideia de que a igreja nunca deve falar sobre questões políticas esqueceram um princípio das Escrituras que podemos chamar de crítica profética. Pode ter sido politicamente incorreto o fato de Natã confrontar Davi sobre o seu adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias (2Sm 12.1-15a). Pode ter sido politicamente incorreto o fato de Elias enfrentar Acabe por seu confisco pecaminoso da vinha de Nabote (1Rs 21). Pode ter sido politicamente incorreto o fato de João Batista desafiar o casamento ilícito de Herodes, o tetrarca (Mt 14). Nesses e em outros exemplos das Sagradas Escrituras, vemos que os representantes da igreja não tentavam tornar-se o Estado, mas ofereciam uma crítica profética ao Estado — apesar das possíveis consequências. A igreja não é o Estado, mas é a consciência do Estado, e essa é uma consciência que não pode se dar ao luxo de tornar-se cauterizada e silenciosa.”
“A Igreja é chamada a ser um crítico do Estado, quando este falha em obedecer ao seu mandato debaixo da autoridade de Deus.”
6. Portanto, Romanos 13.1-7 não pode nem deve ser usado para justificar passividade ou omissão diante daqueles que traíram seu chamado e perderam a legitimidade de fazer parte da autoridade e ordem que vem de Deus.
Em países em que estes pontos foram compreendidos nunca houve ditaduras.

Fonte:https://www.facebook.com/ProfFranklinFerreira/posts/1022680011139080:0

Participar das manifestações pró impeachment é desrespeitar Romanos 13?


Volta e meia tenho sido abordado por alguns irmãos dizendo que um cristão que participa de manifestações populares pró- impeachment estão em rebeldia com a Palavra de Deus. Para justificar o que pensam usam o capítulo 13 de Romanos.

Primeiramente julgo que seja importante afirmar que acredito que todos aqueles que demonstram preocupação com Romanos 13, bem como o ensino de serem submissos às autoridades constituídas, demonstram desejo em obedecer a Palavra do Senhor o que é extremamente louvável. 

Em segundo lugar  é fundamental que todos entendam que ser a favor do impeachment não caracteriza rebeldia a Deus e sua Palavra. Na verdade,  o impeachment  faz parte das regras do jogo, além é claro,  do processo democrático estabelecido pela constituição.  

Em terceiro lugar  o processo de impeachment não é um golpe de Estado como estão afirmando os defensores da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. No Brasil o Impeachment de um governante é um princípio constitucional e republicano, portanto, lícito. De acordo com a constituição brasileira, (Artigo 85, V) o presidente da República dentre inúmeras responsabilidades, deve zelar pela probidade da administração, o que não tem sido feito pela presidente Dilma Rousseff, visto que órgãos públicos, como por exemplo a Petrobrás foram saqueados por políticos inescrupulosos. 

O teólogo Francis Schaeffer costumava dizer que Deus estabeleceu o Estado como autoridade delegada e não é uma autoridade autônoma. O Estado deve ser um agente de justiça para restringir o mal, punindo o malfeitor, e para proteger os bons na sociedade. Quando ele faz o inverso, não tem autoridade legítima. Ele se torna uma autoridade usurpada e, como tal, se torna ilegal e tirana”. Já o professor Franklin Ferreira enfatiza que na Carta aos Romanos a ideia de Paulo é mostrar aos seus leitores que o poder pertence exclusivamente a Deus. Franklin diz que do ponto de vista escriturístico as “autoridades do governo” nunca são chamadas de “poder” ou “poderes”, como se convencionou chamar na linguagem política contemporânea. Na carta, o único que tem poder é Deus, que vem a nós através do evangelho, que é Jesus Cristo morto e ressurreto, o único Senhor, e Senhor de todos. Já que o Deus todo-poderoso estabelece toda autoridade, essa tem um poder derivado e, por isso, limitado. Alem disso, Franklin afirma que quando as autoridades deixam de servir aos cidadãos, enaltecer o bem e punir o mal, deixam de ser autoridades legítimas.

Em quarto lugar,  segundo as leis do país, o cidadão tem o direito de se manifestar publicamente e de forma democrática e pacífica sua satisfação ou insatisfação com o governo e o Estado. Para a Carta Magna brasileira não existe insubmissão ou insurreição em discordar, protestar ou manisfestar-se  contra qualquer tipo de governo.


Para ler mais sobre o impeachment sugiro a leitura do texto: "Pode o cristão defender o impeachment de Dilma Rousseff?" (aqui) e "Romanos 13:1-7, os cristãos e os protestos contra o governo" de Franklin Ferreira (aqui). 

Isto posto, afirmo que não existe insubordinação, insurreição ou até mesmo rebeldia em participar das manifestações públicas pró impeachment.

Pense nisso,

Renato Vargens

quinta-feira, 10 de março de 2016

IGREJA BATISTA PINHEIRO, MACEIÓ/AL, OFICIALIZA A ADMISSÃO DE PESSOAS HOMOAFETIVAS‏

PARE, LEI E PENSE!



Após 10 anos de discussão, a Igreja Batista do Pinheiro, Maceió/Al, em decisão histórica para uma comunidade batista, aprova a aceitação de pessoas homoafetivas como membros da igreja por batismo, carta de transferência e aclamação:

“Um Caminho ainda mais excelente. ” - I Coríntios 12:28. No último dia 28 de fevereiro do ano em curso, a Igreja Batista do Pinheiro reunida em assembleia extraordinária, aprovou por maioria absoluta de votos (129 favoráveis, 3 contrários e 15 abstenções) o parecer da diretoria executiva 2015 e 2016, que sugeria a aceitação de pessoas homoafetivas como membros da igreja por batismo, carta de transferência e aclamação. Desta forma, corajosamente os membros presentes na assembleia decidiram de forma histórica que qualquer pessoa que confesse Jesus de Nazaré como Senhor e Salvador da sua vida, independente da sua condição social, econômica e sexual será recebida formalmente no rol de membros da igreja.

Celebro esta decisão histórica com muito temor no coração, uma vez que a mesma encerra um debate de 10 anos, onde estudos bíblicos, encontros, mesas redondas, embates, debates e é obvio alguns arranhões (não teria como ser diferente) aconteceram no desenrolar deste período. Durante estes 10 anos fizemos questão de não abrir mão da Bíblia, pois, a mesma continua sendo nossa regra de fé e prática; mergulhamos o mais profundo que pudemos nos estudos exegéticos e hermenêuticos em busca de um consenso que trouxesse paz ao coração na hora de decidir. Também, não abrimos mão do respeito às opiniões divergentes, exercitando a paciência e crendo que no tempo determinado pelo Espírito Santo de Deus (Eclesiastes 3:1) as ideias, os olhos e os corações seriam abertos para enxergar o real sentido do debate, que constituía em aceitar e amar as pessoas nas suas particularidades, como o próprio Deus nos amou (Efésios 1:18 e 2:4,5).
 Nestes quase 46 anos de organização como igreja, nossa comunidade de fé sempre procurou estar atenta e sensível às vozes daqueles que não conseguem ter voz, nem ser ouvidos pela maioria, principalmente do mundo religioso formal. Lamentavelmente, constato numa rápida análise que com o passar dos tempos, o cristianismo e na maioria das suas igrejas se apegaram apaixonadamente muito mais por suas doutrinas, estruturas e estatutos do que pelas vidas/pessoas pelas quais Jesus de Nazaré derramou seu sangue. Tijolos, estatutos, estruturas e tantas outras coisas que geram disputas infindáveis em nosso meio, precisam dar espaço urgente ao grito silencioso do Espírito de Deus que tenta nos lembrar que não fomos chamados para ser régua do mundo, e sim, braços aconchegantes para todos e todas que estão cansados à beira do caminho (Mateus 11:28-30).

Depois de 10 anos discutindo, conversando, orando, chorando e não se deixando vencer pela força coercitiva do fundamentalismo machista e excludente que sempre predominou em nossas leituras e interpretações da Bíblia... 10 anos não são 10 dias ou meses, durante este longo tempo muita gente deu sua preciosa contribuição, costurando com oração, amor e lágrimas a decisão do último domingo. 

Louvo a Deus pela vida do irmão Júlio Daniel que corajosamente há 10 anos, de forma pura e até inocente declarou sua condição sexual publicamente na igreja, gerando na ocasião, desconforto para alguns e desafio para outros que a partir daquele momento começaram a considerar o tema de forma mais didática e pedagógica em oração.

Louvo a Deus por aqueles que não concordando com os debates e os encaminhamentos sobre a temática deixaram a igreja de forma respeitosa e pacífica sem provocar dissenções e dificuldades para comunidade de fé. Louvo a Deus pela vida dos nossos líderes eleitos da gestão 2015 e 2016 que de forma discreta, corajosa e temente ao Senhor Deus produziram um parecer equilibrado e robusto que levou a comunidade a aprová-lo com paz no coração. 

Louvo a Deus pela nossa pastora e teóloga Odja Barros, que sempre esteve disposta a escrever, pregar e apresentar seminários sobre a temática, sempre a convite da diretoria da igreja, demonstrando equilíbrio, respeito, imparcialidade e um temor ao Senhor Deus que arrebatou nosso povo em vários momentos com a Bíblia aberta e regada de lágrimas. 

Louvo a Deus por aqueles e aquelas que nestes 10 anos não arredaram o pé da igreja, em detrimento dos debates sobre a temática, sustentando a igreja em oração, recursos e acima de tudo protegendo a comunidade dos ataques e acusações covardes que muitos tentaram colar em nossa história. Parabéns para todos e todas que que fizeram e fazem a história recente da Igreja Batista do Pinheiro por mais esta decisão corajosa, que se soma à prateleira de decisões históricas importantes para a Igreja Evangélica Nordestina e Brasileira. 

Mais que uma decisão histórica, nos alegramos como comunidade de fé em darmos mais um passo rumo ao exercício do que acreditamos ser a proposta de Reino de Deus apresentada por Jesus de Nazaré como sendo um espaço de amor, respeito e acolhimento a todos e todas que desejem fazer parte e vivenciar o evangelho. Nas palavras do pastor e teólogo Marcos Monteiro, todo tipo de preconceito, exclusão, racismo, sexismo, machismo, desrespeito ao diferente e ganância precisam ser denunciados como um “desangelho” (não evangelho).

...I Co 12.13: “Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente ” (verso 31b). Creio que a decisão do último domingo aponta a direção que a comunidade de fé chamada Igreja Batista do Pinheiro, pretende continuar seguindo que é tentar se manter de forma radical no caminho ainda mais excelente, que é o caminho do amor. Podemos errar, e vamos errar, somos humanos e imperfeitos. Entretanto, minha oração é que nossos erros sejam sempre numa tentativa insistente de se parecer cada vez mais com a proposta de graça e vida inaugurada e vivenciada em todo ministério do Senhor Jesus de Nazaré. Que possamos vir a errar, mais que nossos erros sejam por defender a vida acima de toda e qualquer injustiça, que nossa obsessão seja a mesma de Jesus de Nazaré que em vários momentos da sua breve vida, colocando-se ao lado dos excluídos do seu tempo trocou de lugar com os mesmos, sendo expulso do convívio social (Marcos 5: 14-17). O caminho do amor não é romântico, é duro muitas vezes, mas para quem crer e não abre mão de amar, qualquer preço a pagar é pequeno diante do que o poder do mesmo pode produzir na vida daqueles e daquelas que são alvo deste maravilhoso amor de Deus.

Maceió, 04 de março de 2016. Pr. Wellington Santos

Resposta do pastor Pr. André Nascimento a essa aberração:

Pessoal, a questão é séria e precisa ser analisada de forma séria.

Há tempos tenho me mantido em silêncio para não alimentar as fogueiras das discussões, porém, lá atrás, quando discutimos tanto sobre a questão do Ministério Pastoral Feminino, eu falei, com todas as letras, que o problema não estava no ministério, mas na teologia e na forma de fazer teologia que estava por trás. E disse, também na época, que aceitar a forma de fazer teologia que entendia que o Ministério Pastoral Feminino era aceitável era abrir as portas para que fosse usada pelos teólogos LGBT para defenderem que homossexuais não eram condenados pela Bíblia e, logo, deveriam ser aceitos pela igreja em seus rols de membros.

Pois eis que, no relato da referida igreja, vemos que a grande influência por trás desta decisão foi de... uma pastora! Não é difícil compreender que a mesma linha teológica usada por ela para defender seu ministério foi usada para defender a entrada de homossexuais no rol de membros. Logo, meus alertas se cumpriram. 

Eu sempre disse e tenho repetido: Estou aberto ao Ministério Feminino, se alguém me provar, na Palavra de Deus, que ele é aceitável. Até agora, mesmo após ler diversos textos e estudos apresentados, ninguém me convenceu e rebati todos os pontos apresentados. De igual forma tenho tratado a temática LGBT, com humildade estudando os textos originais e compreendendo o que é apresentado pelos teólogos que a defendem, e igualmente discordo de todos os pontos apresentados.

Meu parâmetro é unicamente a Palavra de Deus, em toda a sua inteireza. Eu não posso aceitar uma proposta de mudança com base em uma teologia liberal, que desconsidera a inspiração da Bíblia por parte do Espírito Santo, pois a consequência é esta que se apresenta. 

Oremos, meus irmãos, pois o caminho é que mais igrejas, seduzidas pela possibilidade de alargar seus arraiais, podem seguir por estas mesmas tortuosas veredas.

Abraços fraternos em Cristo,

Pr. André Nascimento

Pr. Auxiliar - PIB Araruama/RJ

***

terça-feira, 8 de março de 2016

Origem do Dia Internacional da Mulher







O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

Fonte: Familia

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis

Dia Internacional da Mulher - Pare, leia e pense!

Você é uma mulher virtuosa? Você vale mais ou menos do que um rubi?

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  • O versículo 10 do capítulo 31 de Provérbios foi registrado da conversa entre a mãe do Rei Lemuel como conselho ao filho, entre outros muitos deste capítulo. Se naquela época era difícil para um homem encontrar uma mulher virtuosa, hoje é mais ainda.
    É importante salientar que este é o conselho inspirado de uma mãe, uma mulher, para seu filho. Homens sábios procurarão por uma mulher assim. Mulheres sábias, ajustarão suas vidas para serem esta mulher.
  • O que é uma mulher virtuosa?


    A virtude é um princípio de poder, a força de uma filha de Deus, um exemplo de pensamento e comportamento baseados em altos padrões, que incluem castidade moral, lealdade, fidelidade e pureza sexual e emocional.
    Para um casamento feliz, o ideal seria que tanto homem quanto mulher vivessem esse princípio ensinado neste provérbio. Deus criou o homem e a criação não se completou sem a mulher. Ele proporcionou a atração entre eles e o poder de criar vidas é Seu presente aos seus filhos. Ele ordenou o primeiro casamento.
  • Onde encontrar esta mulher?


    Neste mundo de confusão sobre a identidade da mulher, podemos aprender mais o que é necessário para sermos mais valorosas e preciosas. O que é esta mulher é definido nos versículos seguintes, de 10 a 31.
    Uma mulher virtuosa o é em todo tempo, em todas as coisas e em todos os lugares. Uma mulher virtuosa teme a Deus e é sábia (Provérbios 1:7) e cumpre Seus mandamentos (Salmos 112:1).
    Ela rejeitará ideias sobre mulheres que são contrárias à palavra de Deus. Ela não sucumbirá às dificuldades maritais porque sua confiança está no Senhor, não nas dificuldades. Isso também vale para sua aparência onde se veste com modéstia, cuidado dos filhos, respeito aos seus pais e aos pais de seu esposo, seu temperamento e autocontrole.
    Uma mulher que teme ao Senhor O coloca em primeiro lugar em todas as áreas de sua vida.
    Ter dignidade depende de saber o próprio valor e não se deixar levar por um vento qualquer em hora de solidão ou carência.
  • Quem a achará?


    Um homem que vê não somente sua beleza física, mas sua beleza interior, seu coração repleto de caridade, capaz de amar verdadeiramente.
    O homem que confia no Senhor e é diligente (Provérbios 18:22 e 19:14). O servo de Abraaão procurava uma esposa para Isaque. Ele encontrou uma que lhe deu água e aos seus 10 camelos sem que ele pedisse! Após a proposta, Rebeca estava pronta, pois temia ao Senhor, e era graciosa e diligente. (Gênesis 24:1-67)
  • Qual seu valor?


    Seu valor é imensurável, sua influência imprescindível. Ver-se como uma filha de Deus e não aceitar ser tratada por menos que isso traduz seu valor como herdeira das bênçãos divinas reservadas para sua vida.
    Mundo afora, quando um homem quer se casar com uma mulher, ele lhe dá um diamante que é mais caro que um rubi. Encontrar um diamante não é difícil. Salomão ao escrever o conselho da mãe do Rei Lemuel explicou qual o valor de uma mulher virtuosa: Ela deve temer a Deus (Provérbios 31:30), ser graciosa (Provérbios 11:16 e 30:21-23), trabalhadora (Provérbios 14:1 e 31:13-29).
    Uma mulher virtuosa vive sua virtude e reconhece seu valor. Somente assim, ela saberá reconhecer um homem valoroso e virtuoso, se se amar primeiramente.
  • Seu valor excede ao de joias preciosas


    Uma mulher virtuosa não precisa humilhar um homem para se amar e saber de seu valor. Ela entende seu papel na família e no casamento, como esposa, amiga e mãe.
    Uma esposa que teme a Deus respeitará os convênios do matrimônio (Salmos 34:9), é mais importante do que riqueza (Provérbios 15:16), fonte de felicidade e bênçãos (Salmos 128:1-4), é sábia (Salmos 111:10) e um anjo do Senhor (Salmos 34:7).
    Uma mãe virtuosa ensina seus filhos nesse caminho. Ela lhe ensina a respeitar todas as criaturas do Senhor.
    Uma mulher virtuosa não é perfeita, mas busca melhorar a cada dia independente se o mundo ou os outros façam sua parte ou não. Ela trabalha sua autoestima para que seu sorriso traduza seu amor.
    Uma mulher virtuosa age com ternura e gentileza. Ela sabe usar sua feminilidade e é feliz em sua própria pele. Um homem temente ao Senhor a reconhece e respeita como filha de um Pai eterno.
    A grande maioria das mulheres mundo afora está buscando encontrar-se. Ajude as mulheres que você conhece a descobrirem sua virtude, e um dia serem achadas, senão por aquele homem valente e gentil, por um Pai que as criou exatamente assim, mais valorosa que qualquer pedra preciosa.

C. A. Ayres é mãe, esposa, escritora e fotógrafa, pós-graduada em Jornalismo, Psicologia/Psicanálise e doutoranda em Family Finances. Visite seu website.
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