quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Papa chama clero católico de rico e soberbo

O Papa Francisco continua surpreendendo a Comunidade Católica, com declarações nunca proferidas antes por um líder católico. Ao discursar no Vaticano para delegações de jesuítas de todo o mundo, Francisco criticou o clero e disse que ele é “rico” não apenas de “dinheiro”, mas também de “soberba”. O discurso se deu durante evento, da 36ª Congregação dos Jesuítas, quando o Sumo Pontífice discorreu para os presentes. As informações são da Agência italiana ANSA.
Com isso, segundo o papa argentino, o clericalismo é uma das piores formas de riquezas pelas quais a Igreja é acometida.
“O clericalismo é rico. E se não é rico de dinheiro, o é de soberba. Mas é rico, tem um apego às posses. Ele não se deixa ser criado pela mãe pobreza, não deixa que protejam o muro da pobreza. O clericalismo é uma das piores formas de riqueza pelas quais a Igreja é acometida, ao menos em alguns lugares da Igreja e mesmo nas experiências mais cotidianas”, afirmou o papa Jorge Mario Bergoglio.
O Papa Francisco, que se sentia em “casa” quando participa da 36ª Congregação dos Jesuítas, isto porque ele (Francisco), foi o primeiro jesuíta a ser eleito Papa, disse que “as críticas” feitas à Companhia de Jesus e a ele são “têm um sabor de tipo restauracionista. Vale a pena dizer que são críticas que desejam uma restauração. Por detrás da críticas, há este tipo de pensamento”, afirmou.
No encontro, Francisco também comentou que, atualmente, faltam políticos que lutam pelos seus ideais e incentivam o diálogo. “Em geral, a minha opinião é que os políticos caíram. Não há mais aqueles grandes políticos que eram capazes de serem levados a sério, de seguirem com seus ideais, de não temerem nem os diálogos e nem a luta e que também andavam adiante, com inteligência e com o carisma próprio da política. E sobre isso, acredito que as polarizações não ajudam. O que ajuda na política, ao contrário, é o diálogo”, disse Bergoglio.
Não foi a primeira vez que o Papa Francisco surpreendeu os católicos com suas declarações. Quem não se lembra do dia 22 de maio de 2013? Naquela data, o Papa Francisco chocou o mundo quando, em sua homilia, declarou que os ateus poderiam ser salvos se fizerem boas obras, porque Jesus morreu por todos…, contrariando o que diz Paulo em sua carta endereçada aos Efésios 2:8-10, que afirma claramente que a salvação é pela graça, por meio da fé, e não por obras (Efésios 2:8-10).
Por Gomes Silva
Com informações do Correio da Paraíba
Foto: Google Imagens
Via CCNews

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