quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Líderes religiosos e políticos se unem para exigir que o Brasil mude seu voto na resolução da UNESCO
















O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, recebeu no início de novembro um grupo composto por líderes evangélicos. Liderados por um deputado federal, o grupo entregou uma cópia de um manifesto em apoio a Israel. Eles também exigiram que o Brasil buscasse uma “posição mais equilibrada e imparcial” no que diz respeito a sua decisão em relação a Israel. Recentemente, o embaixador brasileiro na ONU votou como a maioria, em uma resolução da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), negando os laços judaicos ao Monte do Templo e ao Muro das Lamentações.
Essa foi uma grande mudança, considerando que no início de junho, quando a ex-presidente Dilma foi deposta, o novo governo, liderado pelo presidente Michel Temer, decidiu mudar seu voto, em favor de Israel. Mas tudo mudou novamente em outubro, quando o Brasil apoiou os países árabes e votou em desfavor de Israel novamente. Isso aconteceu porque a nova versão da resolução afirmou no artigo 36 que “os dois locais são de significado religiosos para o judaísmo, cristianismo e islamismo”.
O deputado Roberto de Lucena, que também é pastor evangélico, não ficou satisfeito. Ele pediu formalmente uma explicação do Ministro das Relações Exteriores sobre as razões para tal mudança de decisão.
Ao mesmo tempo, um grupo de líderes evangélicos decidiu escrever um manifesto e iniciar uma petição em um site, pedindo aos brasileiros que amam Israel para expressarem seu descontentamento com a decisão do governo de votar contra o Estado judaico.
Liderados por Paulo de Tarso Fernandes, os pastores se reuniram com o deputado Lucena. Depois de elaborar os detalhes, ele organizou um encontro com o ministro José Serra, para mostrar seu apoio a Israel. Um representante da comunidade judaica também estava presente.
Roberto Lucena deu a seguinte declaração: “Como cristão comprometido e membro do Congresso, não posso apoiar qualquer governo que aprova textos parciais e desequilibrados, claramente prejudiciais a Israel”.
“Viemos aqui para afirmar que 1/4 da população brasileira é composta por cristãos evangélicos e que esta parte significativa da população quer ser ouvida sobre este assunto sensível e importante. Reconhecemos o esforço que está sendo feito pelo novo governo, mas pedimos um maior compromisso na luta para que as resoluções evoluam, chegando a uma posição justa em relação a Israel”, explicou o deputado.
O pastor Paulo de Tarso afirmou que “nosso primeiro impulso foi confrontar o governo, mas o deputado Lucena nos pediu que reconsiderássemos que o ministro José Serra está disposto a lutar por avanços. Agora, procuramos trabalhar juntos para uma solução justa para todos”. Ele também lembrou que a motivação para o encontro é lembrar ao governo brasileiro a promessa bíblica. “Bem-aventurados os que abençoam a Israel e amaldiçoam os que amaldiçoam a Israel”, disse ele, parafraseando Gênesis 12:3.
O ministro Serra assegurou que está empenhado em encontrar uma solução. “Falaremos sobre esse assunto novamente na próxima sessão deliberativa do próximo ano”. Ele assegurou que, se não houver progresso na obtenção de uma posição mais equilibrada, o Brasil poderá votar novamente contra esse tipo de resolução. A próxima reunião do Conselho da UNESCO ocorrerá em abril de 2017.

Com informações The Times of Israel
Tradução Bruno Bonete
Redação CCNews

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