segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A contribuição da Teologia Puritana



Por Maurício Montagnero
Há muito tempo atrás surgiu um grupo apaixonado por Deus e pela Sua palavra. Um grupo que lutou pela pureza espiritual em todas as esferas da vida, pureza tal que só seria realizada através de convicções bíblicas. Esse grupo ficou conhecido como os puritanos.
Apesar deles não serem uma denominação, mas, sim, um grupo de pensadores doutrinários e pragmáticos, eles elaboraram uma teologia forte, consistente e alimentadora de almas, pois foi elaborada e baseada nas Escrituras. Tal teologia contribuiu para a formação da teologia reformada.
Para conhecer melhor tais pensadores e suas contribuições o presente artigo separar-se-á da seguinte forma: (1) Um breve histórico, com antecedentes históricos; (2) Doutrinas e práticas; (3) Os nomes dados a eles; (4) Contribuições teológicas. e (5) Os Puritanos notáveis.
  1. BREVE ABORDAGEM HISTÓRICA
Para se fazer conhecida a historicidade dos puritanos é interessante salientar os movimentos que antecederam suas origens. Diante disso é preciso ser visto três acontecimentos que são o da pré-reforma, a reforma e o anglicanismo.
Antes da reforma ocorreu um movimento que ficou conhecido como pré-reforma – com ideias que seriam expostas na reforma.Durante esse movimento um homem conhecido por John Wycliffe liderava um grupo de seguidores denominado os lolardos. Esse homem elaborou algumas doutrinas[1] que foram de suma importância tanto para os reformadores quanto para os puritanos, a saber: (1) suprema autoridade das escrituras (na reforma fica conhecido como “sola scriptura”); (2) a igreja como verdadeira e como o conjunto de eleitos; e (3) questionamento do papado e da transubstanciação.
O movimento da reforma também deve ser notado. Tal movimento denunciou os erros do catolicismo apostólico romano da época,especialmente as indulgências e então rompeu todo tipo de ligação que havia com eles. Todavia esse movimento reformista contribuirá para os puritanos, especialmente aos pensadores do protestantismo inglês que pode ser delineado da seguinte forma[2]:(1) William Tyndale os puritanos receberam a herança de compromisso com as escrituras e ênfase na teologia pactual; (2) John Knox o conceito da reforma completa, tanto na igreja como no estado; e (3) John Hooper a verdade de que as escrituras devem regulamentar a estrutura eclesiástica como o comportamento individual. Porém deve-se deixar notório que o protestantismo inglês recebeu influências de Lutero e da teologia reformada continental em especial, tanto da Suíça de Zurique (Zuínglio, Bullinger) como de Genebra (Calvino e Beza). As influências que receberam da última foram: (1) A verdade antes da tradição/autoridade; e (2) Liberdade de servir a Deus da melhor maneira como julgava.[3]
O último acontecimento a ser visto é o que ocorrera na Inglaterra na época do rei Henrique VIII (1509 – 1547), do rompimento da Inglaterra com a igreja católica.  Tal rei queria se divorciar de sua esposa Catarina de Aragão, pois ela não havia lhe dado nenhum filho homem, no entanto o papa da época não concordou em realizar o divórcio. Entretanto, Henrique VIII ignorou a postura do papa, se divorciou e casou-se com Ana Bolena em 1533, não deixando alternativas ao papa Clemente VII que o excomungou.
Logo após ser excomungado, o rei Henrique VIII rompe com o catolicismo romano e essa passa não ser mais a religião oficial da Inglaterra.  No lugar foi implantado o anglicanismo,porém continuava católica em suas práticas, mas sem o papa. Mais tarde surgiram homens como Thomas Cranmer, Ridley e Latimer que sentiram um chamado para reformar a vida e o pensamento à luz da Palavra de Deus, e assim fizeram, mas com uma mentalidade protestante. Diante disso surgem duas classes no anglicanismo até então que são: os católicos e os protestantes.
Com esses antecedentes históricos em mente será possível compreender a historicidade do puritanismo.
No início as evidências eram de queo rei Henrique VIII apoiava o protestantismo, no entanto, pouco depois ele perseguiu tal movimento. Em 1539 foram criados e aceitos pelo parlamento os Seis Artigos e imposto sobre o povo, e aqueles que não aceitassem teriam punições severas. Esse documento favorecia a ala católica, pois o mesmo tinha doutrinas parecidas com o catolicismo, a saber: (1) Transubstanciação, (2) A comunhão sob uma espécie, (3) O celibato clerical, (4) Votos de castidade para leigos, (5) Missas particulares e (6) Confissão auricular.[4]
Depois do rei Henrique VIII subiu ao trono seu filho Eduardo VI (1547 – 1553). Esse favoreceu a ala protestante com imposição dos cultos calvinistas.Isso aconteceu porque o regente do trono, conhecido como Duque de Somerset, gostava da fé reformada. Por conseguinte os Seis Artigosforam repelidos nesse reinado.
Nesse contexto, ocorreu de Thomas Cranmer publicar o Livro de oração comum (doutrina prática do anglicanismo) e de John Hooper ter aceitado o bispado que lhe ofereceram, porém não querendo usar as vestes litúrgicas, argumentando contra elas e articulando que era prática do catolicismo e por essa atitude foi preso por algum tempo. A partir daí, começa haver a distinção entre o anglicanismo e o puritanismo, embora fosse pequena
O reinado agora pertence à Maria de Tudor/Maria I (1553 – 1558).Ao assumir o reino tenta restaurar o catolicismo na Inglaterra perseguindo os líderes protestantes, sendo assessorada pelo Cardeal Reginald Pole. Nessa perseguição muitos morreram, dentre eles estavam Hugh Latimer, Nicholas Ridley e Thomas Cranmer. Os que escaparam da perseguição fugiram para o continente, para cidades de Frankfurt, Genebra e Zuriquedos quais é possível destacar John Knox (líder da igreja de Genebra junto com Christopher Goodman) e William Whittingham onde remitiram doutrinas reformadas continentais.[5]Nesse mesmo período surgi em Londres as primeiras igrejas independentes.
Elizabete I (1558 – 1603) sucede o trono de Maria de Tudor/Maria I e estabelece um acordo chamado “Elizabetano”, um acordo reformado, porém insuficiente reformado. Esse acordo satisfez o grupo que seria chamado de puritanos, mas, no entanto, algum tempo depois eles se decepcionaram amargamente, pois a rainha quis controlar a igrejaalém demanter os bispos e as cerimônias. Os protestantes tiveram que aceitar (Matthew Parker, Richard Cox, Edmund Grindal e John Jewel), pois se não aceitassem a rainha colocaria no bispado os católicos. Contudo houve aqueles que desafiaram a rainha como Thomas Sampson, Miles Coverdale, John Foxe e Lawrence Humphrey. Em torno de 1567 – 1568 a antiga controvérsia (distinção entre o anglicanismo e o puritanismo) sobre as vestimentas que os pregadores tinham que usar (vestimentas clericais) as quais traçavam os “trapos do papado”faz com que surjam de uma vez por todas os puritanos. Não só com esse inconformismo (apesar de ser a principal causa) que eles surgiram, mas com outros como ajoelhar-se diante a ceia do Senhor, dias dos santos e sinal da cruz no batismo. Diante disso começou as disciplinas e as perseguições contra os puritanos.
Anos depois Tiago I (1603 – 1625) sobe ao trono como própria indicação da rainha Elisabete I. Esse rei tinha recebido educação calvinista na Escócia e isso encheu de esperança os Puritanos, desta forma eles foram até o rei em sua chegada e pediram que a igreja anglicana fosse totalmente Puritana em sua liturgia e administração, uma petição (petição milenar) assinada por cerca de 1000 Puritanos.[6] Essa petição foi rejeitada em 1604 na conferência da Hampton Court e como o rei que não gostou de tal petição ameaçou expulsá-los da terra ou realizar algo pior. Diante dessa situação um grupo de puritanos se separou da igreja anglicana sendo que uns foram para Holanda e depois para América, e em 1620 um grupo deles, congregacionais, emigrou e fundou a Colônia de Plymouth em Massachusets. Sendo assim eles conseguiram implantar igrejas e estabelecer uma sociedade que refletisse sua compreensão das Escrituras.
Desta vez quem sobe no trono é Carlos I (1625 – 1649). A perseguição aos puritanos continua e faz com que se mantenham na igreja anglicana. Com isso outro grupo foi para Massachusets (1630). Carlos I em seu reinado entrou em uma guerra da Escócia com os presbiterianos contra os puritanos ingleses. Esses últimos eram do Parlamento e foram convocados pelo próprio rei. Esses também convocaram a Assembleia de Westminster (1643 – 1649) que promoveu famosos documentos acerca da fé reformada. Tal foi realizada para defender a pureza da doutrina da igreja Anglicana, a mais notável entre todas na história do protestantismo.
Quem assume o trono agora é Oliver Cromweel (1649 – 1658). Ele praticamente “suplantou” Carlos I, já que liderou forças parlamentares para derrotar o mesmo e nisso o Carlos I foi executado. Oliver Cromwell era congregacional e se tornou Lorder Protetor da Inglaterra. Ele lutou contra o presbiterianismo e no lugar estabeleceu o congregacionalismo como Igreja da Inglaterra.
Com a morte de Oliver Comwell, um sucessor muito fraco assume seu lugar, e então o povo pede para que o filho de Carlos I assumisse o trono e foi que aconteceu. Carlos II (1660 – 1685) assumiu o trono e expulsou na média de 2000 ministros puritanos da Igreja da Inglaterra (dentre eles estavam Manton, Owen, Goodwin, Burgess, Baxter, Calamy, Poole, Charnock, Gouge, John Howe, Vicent, Flavel e Philip Henry.Esse último era pai do famoso comentarista bíblico Mathew Henry), culminando o fim do puritanismo anglicano. Muitos desses dissidentes puritanos (dissenters) criaram igrejas batistas, congregacionais e presbiterianas.
Encerrando essa parte é necessário que se faça algumas considerações ao puritanismo americano. O mesmo foi dinâmico e influente na América por mais de um século, entre 1620 (os primórdios da Nova Inglaterra) até 1740 (Grande Despertamento). Os nomes que devem ser notados entre eles são: John Cotton, William Bradford, John Winthrop, John Eliot, Thomas Hooker, Cotton Mather e o mais notável Jonathan Edwards.[7]
  1. DOUTRINAS E PRÁTICAS
Precisamos fazer uma consideração antes de prosseguirmos. O puritanismo teve grande influência pelo calvinismo.[8]
As doutrinas dos Puritanos giram em torno de quatro convicções básicas[9],a saber: (1) Salvação pessoal vinha diretamente de Deus; (2) Bíblia é o guia indispensável para a vida; (3) Igreja deve refletir o ensino específico e expresso das Escrituras; e (4) Sociedade é um todo unificado.
Eles acreditavam no primeiro item, pois adotavam o modelo agostiniano, de que os seres humanos são pecadores e não conseguem realizar as exigências de Deus e nem desfrutar da Sua doce comunhão,se por ventura conseguirem é pela parte da graça dEle.
No segundo item eles acompanham os reformadores ingleses, como também todos os outros reformadores, de que a Bíblia é a autoridade suprema para vida do Cristão. Chegando articular que os Cristãos só devem realizar o que a Bíblia ordenava (taboritas), em contra ponto com o anglicanismo que ensinava que o Cristão pode fazer o que a Bíblia não ensina/não ordena (utraquistas).
O terceiro item se refere mais especificamente sobre a estrutura organizacional/eclesiástica da igreja. Condenavam o episcopado, pois a Bíblia não ensinava esse sistema. Porém, entre eles mesmos discordavam qual era o sistema que a Bíblia ensinava, e houve aqueles que partiram para o sistema de governo presbiterial (Thomas Cartwright), e outros que partiram para o sistema congregacional (Robert Browne), e ambos eram embasados na Bíblia. Ainda tinha outro que era o episcopado atenuado (Richard Baxter), que seria uma mistura do sistema presbiterial com o episcopal.
O quarto e último item são referentes ao que Deus tinha ratificado a respeito da solidariedade da sociedade. Eles acreditavam que um grupo de autoridades deveria governar a sociedade, sendo assim eles tentaram realizar esse governo, querendo tornar a Inglaterra totalmente puritana, para que a nação inteira tivesse aliança com Deus. Pois acreditavam que o corpo político necessita também de purificação.
Outras características deles que devem ser abordadas são[10]:
  1. Enfatizavam a espiritualidade e crescimento espiritual com tais pontos: (1) A leitura doméstica da Bíblia, e especificamente a Bíblia de Genebra (1560) a qual era comentada; (2) Cultos domésticos e instrução dos membros em seus lares durante a semana, que era para espiritualização do lar; (3) Atos de compaixão aos enfermos; e (4) Enfatização no dia do Senhor, isto é, no domingo onde eram realizadas pregações expositivas;
  2. Eram Calvinistas, a maioria de 5 pontos e teólogos reformados;
  3. A guerra espiritual para os puritanos se travava na tríade maligna (expressão de Lutero): (1) O mundo, (2) A carne e (3) O Diabo;
  4. Cada paróquia para eles deveria ter um ministro permanente que fosse capaz de pregar. Para que isso ocorresse havia reuniões de ministros para ouvirem os sermões e receberem orientação pastoral;
  5. O descarte de elementos arquitetônicos, litúrgicos e cerimoniais que entravam em conflito com a simplicidade da Bíblia;
  6. Como símbolo do caráter do ministro como um expositor culto da Bíblia eles gostavam de usar uma toga preta;
  7. Destacavam uma vida de pureza pessoal e doutrinária, partir daí surge o termo puritano, que seus opositores falavam para zombar deles;
  8. Acreditavam que a peregrinação e o conflito fazem parte da vida cristã;
  9. Trabalho pesado foi posto por Deus e o mesmo afastava a pobreza;
  10. Eram ativos na educação e cultura, sendo que muitos eram professores de universidades como Cambridge;
  11. Pregação deles era enfatizada em temas soteriológicos como: (1) Eleição, (2) Justificação, (2) Adoção, (3) Santificação e (4) Glorificação. Também pregavam bastante sobre a vocação; e teologia prática, isto é, uma vida cristã praticada através de orações e devocionais. Muitas literaturas foram produzidas por eles para incentivar a vida com Deus, no qual é possível destacar a grande literatura que surgiu nesse meio que é “O Peregrino” de John Bunyan. Diante disso ensinavam a total dependência do Espírito Santo, por isso oravam incessantemente e buscavam uma vida de santidade. Tinham uma vida que era para glorificar a Deus totalmente em todos os seus aspectos, seja no trabalho, no sexo, no casamento, com o dinheiro, na família, na pregação, na igreja, no culto, na educação, na ação social e nos estudos das Escrituras. Viviam para glorificar a Deus!
Muitos afirmam que eles eram legalistas, e realmente se tornaram mesmo, porém muito deles eram homens jovens, fortes, intelectuais e progressistas. Todavia, tal rótulo de legalistas é equivocado, pois existia a ala dos puritanos que gostavam de cerveja e sabiam rir.[11]
Não se deve ser tão pejorativo com eles, como muitos são nos dias de hoje.
A nomenclatura[12]
O termo Puritano surge dos seus opositores de uma forma pejorativa, isto é, caçoavam de um grupo que queria uma pureza/santidade em todas as esferas da vida, sejam elas no individuo, na igreja, na doutrina ou na sociedade. No meio Puritano houve alguns grupos que foram:
  1. Separatistas: Os que se separaram da igreja da Inglaterra;
  2. Não – conformistas: São os que não se aderiram à Igreja oficial da Inglaterra;
  3. Não – separatistas: Eram aqueles que não saíram da igreja anglicana, mas tentaram reformá-la;
  4. Independentes: Os que no século XVII e XVIII entraram no sistema congregacional, pois não concordavam com o sistema episcopal e estatal;
  5. Dissidentes (dissenters): Os que saíram da igreja anglicana por motivo de consciência e originaram outras igrejas como congregacionais, presbiterianas e os batistas.
  1. CONTRIBUIÇÕES TEOLÓGICAS
Esse movimento colaborou muito para a teologia reformada, mas o presente estudo se limita em algumas contribuições, a saber:
  1. Dependência do Espírito Santo: Apesar de serem pregadores eruditos, sabem que a salvação da alma só é feita através da atuação do Espírito Santo. Outra contribuição para a Teologia Prática;
  2. O Teocentrismo:Colocar Deus no cento. Toda a vida é pertencente a Deus, inclusive os estudos teológicos que devem ser feitos para glorificar a Deus. Aqui se vê uma contribuição para a teologia prática;
  3. Vida de devocional: Busca por Deus através de oração e meditação da palavra. Outra contribuição para a teologia prática;
  4. Calvinismo e Soteriologia: Através da exposição de pregações deles e sermões, a teologia sistemática recebeu contribuições, tendo mais biblicidade em sua exposição;
  5. Biblicidade: Eram homens que morriam pelas Escrituras, e a exposição que eles faziam trouxe grande amor pelo conhecimento da palavra. Houve assim uma contribuição para a teologia sistemática e para a teologia bíblica;
  6. Pregação Expositiva: A pregação expositiva caracterizava os puritanos, e se tornou algo maravilhoso para aqueles que querem ensinar a palavra. Outra contribuição para a teologia prática.
     Em uma meditação profunda através do que esses homens realizaram pode-se tirar mais contribuições que os mesmo deram para a Teologia.
      Ainda é bom considerar outra contribuição deles, que não ficou só no campo teológico. Eles foram pessoas que renovaram a cultura indo para esferas de ordem poética e políticas, deixando marcas nas colônias dos Estados Unidos (Nova Inglaterra).[13]
  1. PURITANOS NOTÁVEIS
Dentre vários Puritanos que podem ser citados, o presente estudo se limitará em 3 nomes.
Primeiro a ser notado é Richard Baxter (1615 – 1691), esse homem veio a publicar 2000 obras a fim dese opor ao mero cristianismo que era presente na época, dentre as quais pode citar O Repouso Eterno dos Santos (1650) e O Pastor Reformado (1656). Ele foi ordenado em 1683, mas rejeitou o episcopado dois anos depois. Entre os anos de 1641 – 1660 foi ministro de uma paróquia em Kidderminster. Após a guerra civil se tornou capelão de Carlos II, foi excluído da igreja da Inglaterra por causa do Ato de Uniformidade, mas continuou pregando, e por isso foi preso.
O segundo a ser notado é John Owen (1616 – 1683). Esse homem foi conselheiro de Cromwell e vice-reitor da universidade de Oxford. Escreveu alguns tratados teológicos sobre expiação (dentre eles: A Morte da Morte na Morte de Cristo, em 1647), o Espírito Santo e o Calvinismo (dentre eles:Uma Exibição do Arminianismo, em 1643). Foi considerado o grande pensador sistemático do puritanismo.
O terceiro e a ser notado é um norte-americano, Jonathan Edwards (1703 – 1758). Pregador e pastor congregacional, teólogo calvinista e missionário. Sendo considerado um dos maiores filósofos do protestantismo norte-americano. Uma grande obra notada dele foi a sua pregação Pecadores nas mãos de um Deus irado.  Foi oavivalista no Grande Despertamento que houve.
Ultimando esse espaço deve-se citar os nomes de C.H.Spurgeon e Martin Lloyd – Jones, que foram considerados os últimos dos puritanos. Nos dias de hoje tem surgido esse movimento novamente conhecido como Neopuritanismo com nomes destacados de John Piper, John Macarthur, R.C. Sproul, Paul Washer, e no Brasil Augustus Nicodemus.
CONCLUSÃO
A igreja dos dias atuais tem deixado a praticidade da verdade do evangelho para aproveitar as facilidades e novidades que o mundo pós-moderno traz. Para que a ela volte para a verdade da luz das Escrituras se faz necessário conhecer mais sobre a literatura e história dos puritanos, que deixa as pessoas apaixonadas pelo Reino e pela causa, sendo despertadas para uma vida de piedade e santidade.
Outro ponto é que a teologia tem deixado ser levada pelo modernismo e novidades que vem aparecendo, não sendo mais uma teologia que traz um crescimento espiritual. Se a teologia voltar seus olhos para obras e literaturas puritanas, a teologia como os teólogos serão despertados em crescerem diante de Deus através dos seus estudos, se tornando uma teologia mais forte e embasada biblicamente.
NOTAS
MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em 16/09/2014.
2 Puritanismo. NOLL, M.A. In. ELWELL, W.A [org]. Enciclopédia histórico-teológica da Igreja Cristã.  São Paulo: Vida Nova, p 209.
3Op. Cit.
4 MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em 16/09/2014.
5 FERREIRA, Franklin. O movimento puritano e João Calvino. Fides Reformata: Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1999, p. 8 – 9.
6Op. Cit.
7MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em 16/09/2014.
8 Evans, C. Stephen. Dicionários de Apologética e Filosofia da Religião. Tradutor Rogério Portella. São Paulo: Vida, 2004, p. 115.
9 Puritanismo. NOLL, M.A. In. ELWELL, W.A [org]. Enciclopédia histórico-teológica da Igreja Cristã.  São Paulo: Vida Nova, p 209 – 211.
10 Essas características foram uma mescla entre tais referências: CHAMPLIN, R.N; BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.Volume 5. Tradutor João Marques Bentes. 3° Edição. São Paulo: Candeia, 1995, p. 514; FERREIRA, Franklin. O movimento puritano e João Calvino.Fides Reformata: Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1999, p. 6 – 8; MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história.Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em 16/09/2014.
11 Evans, C. Stephen. Dicionários de Apologética e Filosofia da Religião. Tradutor Rogério Portella. São Paulo: Vida, 2004, p. 115.
12MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em: 16/09/2014.
13 Evans, C. Stephen. Dicionários de Apologética e Filosofia da Religião. Tradutor Rogério Portella. São Paulo: Vida, 2004, p. 115.
REFERÊNCIAS
CHAMPLIN, R.N; BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 5. Tradutor João Marques Bentes. 3° Edição. São Paulo: Candeia, 1995, 750 p.
ELWELL, W.A [org]. Enciclopédia histórico-teológica da Igreja Cristã. Volume 3. Tradutor Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 674 p.
Evans, C. Stephen. Dicionários de Apologética e Filosofia da Religião. Tradutor Rogério Portella. São Paulo: Vida, 2004, 149 p.
FERREIRA, Franklin. O movimento puritano e João Calvino. Fides Reformata: Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1999, Volume 4/1, 14 p.
JONES, D.M. Lloyd. Os puritanos: suas origens e seus sucessores. Tradutor Odayr Olivetti. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1993, 432 p.
MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em: 16/09/2014.
PACKER, J. I. Entre os gigantes de Deus. São José dos Campos: Fiel, 1996, 389 p.
[10] Essas características foram uma mescla entre tais referências: CHAMPLIN, R.N; BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.Volume 5. Tradutor João Marques Bentes. 3° Edição. São Paulo: Candeia, 1995, p. 514; FERREIRA, Franklin. O movimento puritano e João Calvino.Fides Reformata: Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, 1999, p. 6 – 8; MATOS, Alderi Souza de. Os puritanos: sua origem e sua história.Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7058.html>. Acessado em 16/09/2014.

Fonte:http://www.napec.org/reflexoes-teologicas/a-contribuicao-da-teologia-puritana/#more-5574

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