sábado, 5 de dezembro de 2015

CINCO PONTOS CRUCIAIS PARA O DOMINGO



Por Jeffrey A. Stivason

Eu amo ver as famílias entrando pelas portas do local de culto no Dia do Senhor. Eu vejo cada uma delas como uma pedra viva unindo-se para formar um templo vivo para adoração do Deus vivo. Outrora, eles eram como os ossos secos da visão de Ezequiel, espalhados pelo vale da sombra da morte. Mas, agora, pela graça soberana de Deus, eles têm músculo espiritual, tendões santos e batimentos cardíacos saudáveis e renovados em seus peitos. Eles pertencem a Cristo, e é glorioso contemplá-los.

Entretanto, eu não cultivo impressões erradas. Eu sei que essas belas famílias têm seus dias – mesmo no Dia do Senhor. Em outras palavras, há alguns Dias do Senhor que essas mesmas pessoas poderiam descrever seu caminho para a igreja usando as palavras de Ezequiel 37: “E houve um ruído… e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram”! Especialmente em dias como esses, é importante mantermos uma lista de coisas que jamais devemos nos esquecer quando vamos para o culto. Assim, permita-me oferecer-lhe cinco coisas cruciais para lembrarmos quando vamos à igreja – não importa como aquele dia possa ser.

Primeiro, lembre-se de que a adoração não é sobre você, mas ela exige sua participação completa. Provavelmente, todo crente daria a isso um vigoroso “amém”! Em dias difíceis, a única coisa que você está pensando é sobre si mesmo e sua família – e nem tudo são coisas boas. Por exemplo, no caminho para a igreja, seu coração talvez ainda esteja pensando sobre o mau comportamento dos filhos e, talvez, o coração deles estejam pensando sobre o seu. Que grande oportunidade de trazer o evangelho para a vida da família! Que grande maneira de ajudar os outros a entenderem que vocês estão indo adorar o Salvador que é a fonte de nossa reconciliação com Deus e os outros.

Segundo, lembre-se de que a adoração não é uma palestra formal, mas também não é a sala de estar. Às vezes, é difícil não sentir que sua família apenas caiu de paraquedas e, às vezes, esse sentimento de caos segue você até o culto, pelo menos, em sua mente. O Diretório de Westminster para o Culto Público a Deus oferece algumas orientações muito práticas sobre esse ponto. Ele diz que se há algo impedindo de estarmos presente no começo do culto, então é preciso adentrar e se recompor para unir-se com a assembleia naquela ordenança de Deus que está em andamento. Em outras palavras, entre, situe-se rapidamente e comece a adorar! Ou, em palavras diferentes, junte-se às atividades da família!

Terceiro, lembre-se de que o pregador está liderando, mas Deus está falando. Paulo nos lembra disso muitas vezes em suas cartas. Pegue Romanos 10.14-15a, por exemplo. Paulo escreve: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?” E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão se não há quem pregue?”. Claramente, nós ouvimos o Senhor na fiel pregação do pregador, o que deveria nos motivar a ter o mais completo envolvimento. Irmãos e irmãs, o que poderia ser mais motivador que entender que o Deus do céu e da terra está falando com você e sua família?

Quarto, lembre-se de que cantar bem é importante, mas que o que você canta ensina e admoesta seus irmãos e irmãs (Colossenses 3.16). Claro, isso pode ser difícil de aceitar, especialmente naqueles dias em que você sente necessidade de ser ensinado em vez de ensinar! Ainda assim, na providência de Deus, pense em quão maravilhoso é, em um dia difícil, ser encorajado por seus irmãos espirituais cantando os grandes temas do perdão, graça e os bons mandamentos de Deus.

Quinto, lembre-se de que você está glorificando a Deus, mas, no culto, Deus está fazendo algo em você e sua família que durará por toda a eternidade. Irmãos e irmãs, sejam confortados, Cristo está sendo formado em vocês. Permita-me lhe contar o que isso significa na prática. Significa que Deus está moldando você e sua família. Não, você não será perfeito deste lado da eternidade, mas, de dentro para fora, você se tornará mais e mais como Cristo – e sua família também. Isso deveria dar esperança a você e sua família enquanto o Dia do Senhor se aproxima.

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Traduzido por Josaías Jr no Reforma21

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Prevenir é melhor que remediar

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Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os desperdiça” Provérbios 21:20

Você já ouviu o provérbio popular que diz: “Prevenir é melhor que remediar”? Pois bem, ele diz que ao sabermos de riscos iminentes, devemos antecipá-los com ações sabiamente firmes e preparatórias, suficientes para evitarmos o que ameaça a segurança do que é importante para nós.

As recentes estatísticas econômicas brasileiras, veiculadas frequentemente pelos órgãos de comunicações, afirmam que o Brasil está vivendo os índices mais pessimistas, desde a década de 1990 (The Economist apud UOL Economia). Não se pode subestimar o potencial que Brasil reserva para se levantar em meio a todo o cenário que a atual gestão pública tem conduzido o país, mas também não se pode ignorar que este momento requer, de cada um, sensível observação e cautela financeira, se quisermos evitar que a crise instalada cause maiores danos às nossas contas do que podemos evitar.

Como poderíamos lidar com as nossas finanças, especialmente nesse final e início de novo ano? Abaixo, gostaríamos de sugerir algumas medidas preventivas que, certamente, exigirão muito menos que os resultados indesejados por ignorá-las.

01. Fiquemos atentos aos perigos que se escondem por detrás das ofertas.

É impressionante o quanto setor do comércio pressiona a população a desacreditar na realidade da crise. São propagandas exaustivas de ofertas em todo tempo e por todos os meios. Apelando para a compra, a obtenção, provocando o materialismo e a cobiça desenfreadamente. Tais propostas parecem ser interessantes, mas não nos esqueçamos que ao aceitá-las estamos assumindo também dívidas em tempos incertos para o emprego e para o rendimento familiar. Avaliemos bem o preço a ser pago ao nos permitir ser seduzidos por um sistema comercial que é egoísta, organizado para tirar o máximo de vantagem de cada um, independente do dano que causará às necessidades mais importantes, além de ainda incluir, impiedosamente, nossos nomes em instituições de cobranças como mau pagadores.

02. Não somos obrigados!

Sim, não somos obrigados a atendermos as exigências da nossa cultura, quando elas nos induzem à imprudência financeira. Ainda não entendemos porque muitos, em circunstâncias do Natal e Ano Novo, não se libertam da pressão de decorar a casa, prédios residenciais, instituições, etc., com lâmpadas que consomem imoderadamente, dia após dia, a energia elétrica e elevam o seu custo. Só neste ano, em algumas cidades brasileiras, o aumento das contas de energia chegou a 70% (www.valor.com.br). Também, não somos obrigados a gastar o que não “temos” com aquilo que não necessitamos porque todos trocam presentes no final do ano. E quem disse que somente com presentes demonstramos o carinho e a consideração por quem amamos? Nenhum deles é capaz de construir ou substituir o valor de relacionamentos saudáveis, baseados no amor e respeito. O melhor presente não é comprado por dinheiro algum, mas conquistado pela presença constante, apoio mútuo, mensagens carinhosas, confraternização com familiares e amigos, abraços verdadeiros e cooperação nos interesses pessoais.

03. Cuidado com as fraudes.

Com a renda extra no final do ano, proveniente do 13o. salário e férias, o brasileiro se torna alvo obstinado de criminosos virtuais, os quais agem com inteligência para invadir contas bancárias, instalar malwares em computadores que extraiam informações confidenciais, enviar e-mails fraudulentos em nome de instituições bancárias e lojas virtuais, websites falsamente desenvolvidos para capturar dados de cartões de crédito, mensagens para celulares, ligações maliciosas de pessoas/instituições de caridade que não se pode conferir a identidade e a legitimidade de tal ação por este meio, etc., tudo planejado para tirar vantagem de pessoas ignorantes ou distraídas da segurança eletrônica. Nunca atendamos a tais contatos sem antes verificarmos a origem e sermos assistidos por alguém que entende, no mínimo possível, os cuidados nestes casos. Não custa dizermos o quanto devemos evitar acesso a caixas eletrônicos a noite ou em regiões que apresentam pouco movimento de pessoas, e ainda sozinhos. Os bandidos andam a cada dia mais ousados, mas, em geral, atuam com a cautela por medo de serem presos, linchados e até mortos por suas iniciativas, por isso, tais conselhos nos previnem de perdermos o que tanto trabalhamos, honestamente, para conseguirmos.

04. O quanto podemos gastar no final do ano?

Bem, esta questão cada um de nós precisa pegar uma calculadora e começar fazer cálculos. Para começar, façamos um orçamento comparando receitas e despesas (fixas e variáveis) previstas, anotando com particular atenção todas as despesas que, anualmente, o nosso orçamento não suporta, fazendo-nos entrar em dívidas. Por exemplo: material escolar, IPVA (quem paga no primeiro semestre), IPTU, IRPF/IRPJ, regularização de dívidas contraídas no decorrer do ano... são algumas das prioridades que merecem atenção, antes de comprometermos a renda extra de final de ano com viagens, festas, presentes e decorações. Se quisermos evitar a angústia das dívidas e privações nas necessidades familiares básicas, precisaremos fazer economia no final do ano para não termos de viver em dívidas o ano todo. A renda extra pode ser a solução para um círculo viciado de contas que nunca se “fecham”.

05. Sem exageros.

A situação atual requer de cada brasileiro lucidez no uso das finanças, mais que em tempos passados. É claro que isso não significa dizer que devemos ser pessimistas, mas cautelosos. Não há necessidade de pânico e sim de prudência. Muitas autoridades políticas administraram muito mal, por corrupções das suas legítimas funções, as contas públicas e agora querem obrigar o cidadão de bem, o trabalhador incansável e honesto, que tanto já sofre com o descaso dos seus direitos, a pagar mais sob a imposição do aumento de impostos e juros. É muito triste toda esta experiência que estamos sendo submetidos, mas jamais podemos nos entregar deixando de curtir com a família aqueles momentos preciosos no final do ano e nas férias, acompanhados por algumas regalias que só podem ser experimentadas neste período. Não seria imprudente fazer alguns investimentos neste sentido, desde que não haja exageros por falta de consideração do momento em que vivemos e das exigências que ele nos impõe. O melhor a fazermos é nos contentarmos com o que temos, gastar somente dentro dos limites que possuímos e exercer paciência para alcançar o que pretendemos em médio e longo prazos.

Estes princípios se baseiam na sabedoria bíblica e são capazes de nos proteger de problemas financeiros que podem ser evitados previamente. A prioridade na vida daquele que considera a Palavra de Deus autoridade para guiar a sua vida, não é acumular riquezas e carregar o fardo das insatisfações (Ec 5:12), mas trabalhar honestamente, ganhar o que é justo por seu esforço e administrar seus proventos com equidade. Lembrando-se sempre que o Senhor é Aquele que nos dá o sustento!

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Autor: Rev. Ericson Martins
Fonte: Reflexões do Cotidiano

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Carta Aberta aos Grupos de Louvor

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Querido Grupo de Louvor,

Eu aprecio muito a sua disponibilidade e desejo de oferecer seus dons a Deus em adoração. Aprecio sua devoção e celebro sua fidelidade — arrastando-se para a igreja cedo, domingo após domingo, separando tempo para ensaiar durante a semana, aprendendo e escrevendo novas canções, e tantas coisas mais. Assim como aqueles artistas e artesãos que Deus usou para criar o tabernáculo (Êxodo 36), vocês são dispostos a dispor seus dons artísticos a serviço do Deus Triuno.

Portanto, por favor, recebam esta pequena carta no espírito que ela carrega: como um encorajamento a refletir sobre a prática de “conduzir a adoração”. A mim parece que vocês frequentemente simplesmente optaram por uma prática sem serem encorajados a refletir em sua lógica, sua “razão de ser”. Em outras palavras, a mim parece que vocês são frequentemente recrutados a “conduzir a adoração” sem muita oportunidade de parar e refletir na natureza da “adoração” e o que significaria “conduzir”.

Especificamente, minha preocupação é que nós, a igreja, tenhamos involuntariamente encorajado vocês a simplesmente importar práticas musicais para a adoração cristã que — ainda que elas possam ser apropriadas em outro lugar — sejam prejudiciais à adoração congregacional. Mais enfaticamente, usando a linguagem que eu empreguei primeiramente em Desiring the Kingdom¹, às vezes me preocupo de que tenhamos involuntariamente encorajado vocês a importar certas formas de execução que são, efetivamente, “liturgias seculares” e não apenas “métodos” neutros. Sem perceber, as práticas dominantes de execução nos treinam a relacionar com a música (e os músicos) de certa maneira: como algo para o nosso prazer, como entretenimento, como uma experiência predominantemente passiva. A função e o objetivo da música nestas “liturgias seculares” é bem diferente da função e o objetivo da música na adoração cristã.

Então deixe-me oferecer apenas alguns breves conceitos com a esperança de encorajar uma nova reflexão na prática da “condução da adoração”:

1. Se nós, a congregação, não conseguimos ouvir a nós mesmos, não é adoração. A adoração cristã não é um concerto. Em um concerto (uma particular “forma de execução”), nós frequentemente esperamos ser sobrepujados pelo som, particularmente em certos estilos de música. Em um concerto, nós acabamos esperando aquele estranho tipo de privação dos sentidos que acontece com a sobrecarga sensorial, quando o golpe do grave em nosso peito e o fluir da música sobre a multidão nos deixa com a sensação de uma certa vertigem auditiva. E não há nada de errado com concertos! Só que a adoração cristã não é um concerto. A adoração cristã é uma prática coletiva, pública e congregacional — e o som e a harmonia reunidos de uma congregação cantando em uníssono é essencial à prática da adoração. É uma maneira “desempenhar” a realidade de que, em Cristo, nós somos um corpo. Mas isso requer que nós na verdade sejamos capazes de ouvir a nós mesmos, e ouvir nossas irmãs e irmãos cantando ao nosso lado. Quando o som ampliado do grupo de louvor sobrepuja às vozes congregacionais, não podemos ouvir a nós mesmos cantando — então perdemos aquele aspecto de comunhão da congregação e somos encorajados a efetivamente nos tornarmos adoradores “privados” e passivos.

2. Se nós, a congregação, não podemos cantar juntos, não é adoração. Em outras formas de execução musical, os músicos e as bandas irão querer improvisar e “serem criativos”, oferecendo novas execuções e exibindo sua virtuosidade com todo tipo de diferentes trills e pausas e improvisações na melodia recebida. Novamente, isso pode ser um aspecto prazeroso de um concerto, mas na adoração cristã isso significa apenas que nós, a congregação, não conseguimos cantar junto. Então sua virtuosidade desperta nossa passividade; sua criatividade simplesmente encoraja nosso silêncio. E enquanto vocês possam estar adorando com sua criatividade, a mesma criatividade na verdade desliga a canção congregacional.

3. Se vocês, o grupo de louvor, são o centro da atenção, não é adoração. Eu sei que geralmente não é sua culpa que os tenhamos colocado na frente da igreja. E eu sei que vocês querem modelar a adoração para que nós imitemos. Mas por termos encorajado vocês a basicamente importar formas de execução do local do concerto para o santuário, podemos não perceber que também involuntariamente encorajamos a sensação de que vocês são o centro das atenções. E quando sua performance se torna uma exibição de sua virtuosidade — mesmo com as melhores das intenções — é difícil opor-se à tentação de fazer do grupo de louvor o foco de nossa atenção. Quando o grupo de louvor executa longos riffs, ainda que sua intenção seja “ofertá-los a Deus”, nós na congregação nos tornamos completamente passivos, e por termos adotado o hábito de relacionar a música com os Grammys e o local de concerto, nós involuntariamente fazemos de vocês o centro das atenções. Me pergunto se há alguma ligação intencional na localização (ao lado? conduzir de trás?) e na execução que possa nos ajudar a opor-nos contra estes hábitos que trazemos conosco para a adoração.

Por favor, considerem estes pontos com atenção e reconheçam o que eu não estou dizendo. Este não é apenas algum apelo pela adoração “tradicional” e uma crítica à adoração “contemporânea”. Não pense que isto é uma defesa aos órgãos de tubos e uma crítica às guitarras e baterias (ou banjos e bandolins). Minha preocupação não é com o estilo, mas com a forma: O que estamos tentando fazer quando “conduzimos a adoração?” Se temos a intenção que a adoração seja uma prática congregacional de comunhão que nos traz a um encontro dialógico com o Deus vivo — em que a adoração não seja meramente expressiva, mas também formativa² — então podemos fazer isso com violoncelos, guitarras, órgãos de tubos ou tambores africanos.

Muito, muito mais poderia ser dito. Mas deixe-me parar por aqui, e por favor receba esta carta como o encorajamento que ela foi feita para ser. Eu adoraria vê-los continuar a oferecer seus dons artísticos ao Deus Triuno que está nos ensinando uma nova canção.

Sinceramente,

Jamie

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Notas:
¹Desiring the Kingdom – Worship, Worldview, and Cultural Formation (Desejando o Reino – Adoração, Cosmovisão e Formação Cultural) [N. do T.]
² De acordo com o The Colossian Forum, a despeito de a adoração ser encarada hoje em dia apenas como algo que se vai em direção a Deus (expressão), ao longo da história ela sempre foi encarada também como a causadora de algo em nós (formação). “A adoração cristã é também uma prática formativa justamente porque a adoração também é um encontro ‘descendente’ no qual Deus é o atuante primário” (Fonte: http://www.colossianforum.org/2011/11/09/glossary-worship-expression-and-formation/). [N. do T.]

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Autor: James K.A. Smith
Fonte: Fors Clavigera
Tradução: Equipe Cante as Escrituras

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Comentário "vulgar" do Papa a respeito de Lutero


Por Renato Vargens

O Bispo J.C.Ryle, ao escrever um livro sobre George Whitefield afirmou que o Papa Leão Leão X ao falar sobre o reformador Martinho Lutero disse: "este animal alemão não ama o ouro."

Pois é, fiquei pensando com os meus botões sobre essa frase e o quão profunda ela é. Ora, Lutero, poderia ter sido comprado e corrompido pelo dinheiro de Roma, aliás, a história relata que a igreja desejando que ele parasse com as sus denúncias, pensou em oferecer ao reformador um cargo de "cardeal", o que com absoluta certeza teria sido rejeitado por ele.

E hoje? Como alguns dos pastores evangélicos tem reagido diante das propostas do sistema? Não preciso responder não é mesmo? Até porque, para nossa vergonha muitos dos líderes evangélicos tem vendido a consciência por amarem o ouro acima de qualquer coisa.

Confesso que quando vejo na televisão, na Internet e principalmente nos púlpitos das igrejas falando constantemente sobre o dinheiro sou tomado pela concepção que tais pastores, diferentemente de Lutero, venderam a alma.

Definitivamente precisamos de uma nova reforma, de novos Luteros que amam a Deus acima de todas as coisas, inclusive o dinheiro.

Pense nisso!

Renato Vargens

Como provar que a Bíblia é um livro inspirado por Deus?

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Nesta edição do programa Em Poucas Palavras o Rev. Augustus Nicodemus Lopes explica como provar que a Bíblia é um livro inspirado por Deus. Escute:



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Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: Em Poucas Palavras
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O Que Dizer Sobre Maria?

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No Brasil muitos religiosos são devotos a Maria. Cristãos reformados não são devotos a Maria. Por isso, muitas vezes nos perguntam: "Vocês odeiam Maria? Vocês não são devotos a Nossa Senhora?"

Obviamente, nós não odiamos Maria. Nós a estimamos muito. Ela era uma mulher piedosa, assim como muitos outros na Escritura. Nós admiramos a sua fé e piedade, e nós amamos ler sobre ela e outros na Bíblia. Mas em nossa admiração por Maria nós não vamos além do que a Palavra de Deus nos permite.

Primeiro, a Bíblia não confere a ela o título de "Nossa Senhora""Rainha dos Céus" ou mesmo "Mãe de Deus". O primeiro título, "Nossa Senhora", é na verdade o equivalente feminino a "Nosso Senhor". Senhor ou Senhora é um título de honra e autoridade, mas a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca fala de Maria usando tais termos. Somente Jesus é Senhor. Maria não é "Senhora". Ela é "serva do Senhor" (v. Lc 1:38). Há somente um Senhor. Na verdade, o título "Rainha dos Céus" é o nome de uma deusa pagã, e não um título de Maria (cf. Jr 7:18). O céu tem um Rei, o Senhor Jesus Cristo, porém Jesus não tem uma rainha. Sua noiva é a Igreja, e Maria não está ao Seu lado o ajudando a governar todas as coisas. O título "Mãe de Deus" tem um elemento verdadeiro: Maria foi a mãe terrena de alguém que é Deus, mas ela não é a mãe do Deus Triúno, pois ela é uma criatura. Portanto, a Bíblia não usa esse tipo de linguagem. A benção de Maria ter sido escolhida para ser a mãe do nosso Senhor foi grande, porém a sua maior benção é que ela, assim como todo o povo de Deus, recebeu a salvação e o perdão dos pecados. Além do mais, quando o anjo Gabriel disse que Maria é "bendita" (v. Lc 1:28), o que muitos traduzem como "cheia de graça", ele aponta para o mesmo favor ou graça que está sobre o povo de Deus: "para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado" (v. Ef 1:6). Maria não é a fonte de todas as graças. Jesus é "cheio de graça e de verdade" (v. Jo 1:14). Maria é um recipiente da graça.

Em segundo lugar, a Bíblia não dá crédito a Maria pela obra da salvação que Jesus realizou sozinho. Maria não "cooperou" com Deus na salvação do mundo. O salvador é Cristo somente. Pedro diz que "não há salvação em nenhum outro [exceto Jesus], pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (v. At 4:12). Portanto, em nenhum sentido Maria é o salvador. O mediador é Cristo somente: "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus" (v. 1Tm 2:5). O intercessor é Cristo: "Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós" (v. Rm 8:34). O advogado é Cristo: "Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (v. 1Jo 2:1). Tomar esses títulos (Salvador, Senhor, Mediador, Intercessor e Advogado) e compartilhá-los com Maria é desonrar Jesus Cristo.

Terceiro, a Bíblia não ensina que Maria nasceu sem pecado original, ou que ela viveu uma vida sem pecado. Apenas Jesus não cometeu pecado. Maria confessou livremente que ela era uma pecadora pois precisava ser salva dos seus pecados. ela cantou:"Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador"(v. Lc 1:46-47).

Quarto, a Bíblia não nos permite orar a Maria. Nossas orações devem ser oferecidas a Deus somente, por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Isso não a desonra, sendo que ela não pode ouvir orações no céu. Como poderia uma simples mulher, uma criatura, ouvir milhões de orações oferecidas a ela e então ter o poder de responder a cada uma delas? Além disso, Maria não morreu na cruz e portanto não tem base para conceder qualquer coisa. Quando oramos, oramos no nome de Cristo, ou por causa de Cristo, nunca no nome de Maria.

De fato, a Bíblia deixa claro que Jesus nunca honrou Maria da mesma forma que muitos erroneamente fazem hoje. Em uma ocasião, uma mulher na multidão exclamou: "Bem-aventurado o ventre que te trouxe" (v. Lc 11:27). Jesus corrigiu ela! Ao invés de exaltar Maria acima dos demais, ele disse "Antes, bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam" (v. 28). Jesus se distanciou de sua mãe, Maria, quando ela começou a ser um empecilho para seu ministério. Em João capítulo 2 verso 4, ele disse a ela: "Que tenho eu contigo, mulher? ainda não é chegada a minha hora." Ele não estava sendo rude, mas ele estava lembrando ela do seu lugar. Na verdade, Jesus nunca se dirigiu a Maria com a palavra "Mãe", e certamente nunca a chamou de"Senhora". Em Mateus 12, quando sua mãe estava ao lado de fora esperando para falar com ele, ele pergunta: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?", e então ele disse: "aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe" (v. 47-50). Assim ele deixa claro que ser sua mãe não dá a Maria privilégios, honra ou acessos especiais.

Resumindo, Maria foi uma humilde serva do Senhor, e ela ficaria aterrorizada se soubesse o que tem sido feito com o seu nome, que orações são oferecidas, velas acendidas e pessoas são devotas a ela. Maria é um belo exemplo de uma fé humilde e genuína, e de obediência a Deus. Não devemos desonrar ela a chamando de "Nossa Senhora". Por todos esses motivos, e outros mais, nós olhamos para Cristo, não para Maria. Buscamos salvação e perdão dos pecados em Cristo, não em Maria. Nós chamamos você a fazer o mesmo!

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Autor: Martyn McGeown
Fonte: Limerick Reformed Fellowship
Tradução: Sara McHertt
Via: Veritas

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Levar encorajamento é um desafio para missionários no Iraque e Síria

Estado Islâmico invadiu parte da cidade de Monsul

Fonte: Portas Abertas | 30/11/2015 

Levar encorajamento é um desafio para missionários no Iraque e Síria
"Quando uma delas começou a chorar eu a abracei. Muitas vezes eu me sinto tão impotente ao lado de nossos irmãos e irmãs. Eles têm comida, eles têm uma casa, mas como eles vão processar o trauma que passaram? Eu só posso pedir a Deus para dar-lhes paz.
Eu dou as mulheres uma pulseira com o salmo 23, que foi feita por mulheres cristãs na Holanda. Rostos preocupados são transformados em sorridentes. A pequena pulseira representa um mundo cheio de irmãos e irmãs que oram por eles.
O presente nos leva a abrir a Bíblia e ler os belos versos do salmo 23 que foram enviados a eles a fim de encorajá-los. ‘Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.’ Salmos 23.4. Anwar*, a mais forte da família, partilha que é isso que ela tem experimentado em sua vida todos os dias. Embora a vida não seja fácil e às vezes Deus parece estar longe, ela continua confiando nele, todas as manhãs ela acorda para cuidar de sua família.
Nós oramos de mãos dadas antes de ir embora. Eu sou muito grata por visitar esta família mais uma vez. É difícil dizer adeus, mas deixo, assegurando-lhes que eu e muitos outros ao redor do mundo estarão com eles em nossas orações."
*Nome alterado por motivos de segurança.
Esperança para a igreja no Iraque e Síria
Todos os dias, vemos e ouvimos nos meios de comunicação histórias de refugiados, e sabemos que eles precisam de nossa ajuda e de nossas orações. É por esse motivo que convidamos você a participar do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) em 2016, um dia de intercessão pelos cristãos perseguidos ao redor do mundo.

Pastores espalham cartazes pelos EUA para mostrar que Jesus é o foco do Natal

Pastor imprimiu milhares de cartazes com a frase: `Christmas is all about Jesus´ (`O Natal se resume em Jesus´, em tradução livre)

Fonte: Guia-me / com infomações de The Leaf- Chronicle | 30/11/2015


Pastores espalham cartazes pelos EUA para mostrar que Jesus é o foco do Natal
A nova missão que o pastor norte-americano Jimmy Terry, da Igreja Batista Tabernáculo tomou para si é a de fazer com que todo o mês de dezembro seja uma celebração à Jesus. 
Ele imprimiu milhares de cartazes com a frase: “Christmas is all about Jesus" ("O Natal se resume em Jesus", em tradução livre) e pretende distribuí-los nas 95 cidades de Tennessee.
"Este ano estamos pedindo aos cristãos em todo o estado de Tennessee para nos ajudar a espalhar a nossa mensagem", disse Terry. "No próximo ano, nós esperamos que este movimento no Tennessee possa influenciar o resto da nação."
Terry acredita que a cultura que celebra o Natal e a Páscoa é inadequada. "Os dois dias mais sagrados da história humana foram profanados. No Natal, nós mostramos aos nossos filhos um homem vestido de vermelho, e na Páscoa, um coelho e alguns ovos."
O pastor lamenta que os holofotes do Natal não incluam Jesus.
Dwight Dickson, diácono na Primeira Igreja Batista, criticou o comércio feito pelas empresas em cima da celebração do nascimento de Jesus. 
"Nós deixamos que esses dias santos se tornassem feriados comerciais", desabafa. "Ele acabou se transformando em uma maneira de os comerciantes lucrarem. Perdemos o significado do Natal."
Via Cpadnews

domingo, 29 de novembro de 2015

5 sinais que evidenciam se sua igreja está morrendo

Por Renato Vargens


Igrejas morrem! Eu por exemplo já vi algumas que tiveram um passado pungente e que com o avançar do tempo, perderam o vigor experimentando a morte. 

Pois é, talvez você esteja pensando com seus botões, o que leva uma igreja outrora vibrante, definhar e morrer? Quais são os reais motivos que levam uma igreja local ao desaparecimento? 

Ora, claro que entendo que os motivos são muitos, e que seria simplismo de minha parte afirmar a existência de somente alguns, entretanto, dentre tantos equívocos e erros, gostaria de elencar pelo menos cinco, os quais considero fundamentais a destruição de uma igreja:

1-) O abandono da oração

Uma igreja que não ora, que não possui reuniões de oração, nem fervor espiritual, está fadada a morte.

2-) A relativização das Escrituras

Uma igreja que relativiza a Bíblia e que não a considera a inequívoca Palavra de Deus é uma igreja que paulatinamente está cavando a sua própria sepultura. Quando a Bíblia, não possui centralidade nos cultos, a Igreja caminha a largos passos em direção a morte.

3-) Quando o pastor abandona a exposição das  Escrituras 

Quando o pastor deixa de pregar a Palavra de Deus preferindo pregar técnicas de auto-ajuda, teologias espúrias e um falso evangelho centrado no homem, a igreja um ingere veneno mortal  que vagarosamente destrói a igreja. 

4-)  Quando abandona a sã doutrina 

Quando uma igreja prefere falsos ensinos em detrimento a verdade, acolhendo instruções de falsos mestres, abandonando a verdade, ela semeia em suas estruturas espirituais, morte.

5-) Quando relativiza o pecado

O pecado é a enxada que cava as nossas sepulturas. Uma igreja que relativiza o pecado, banalizando seus efeitos, fatalmente morrerá.

Caro leitor, no livro do Apocalipse somos advertidos pelo Senhor a nos arrependermos de nossos equívocos, erros e pecados pelo fato inquestionável de que igrejas morrem. As chamadas "dead churches" são uma triste constatação de que igrejas que abandonam ao Senhor, perecem. 

Isto posto, se esses "sinais" se fazem presente em sua igreja, esteja atento, poque possivelmente, caso não haja arrependimento ela morrerá.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Renato Vargens
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