quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Desconstruindo mitos sobre Calvino



Eu particularmente tenho sido abordado por irmãos queridos sobre a vida de Calvino. Na verdade, os conceitos e ideias que alguns possuem sobre o Reformador francês são extremamente equivocados. O meu amigo Franklin Ferreira, publicou no "Voltemos o Evangelho" alguns mitos que parte da igreja brasileira tem desenvolvido sobre o reformados, os quais resolvi reproduzir abaixo.

Vale a pena a leitura!

Renato Vargens

Desconstruindo mitos sobre Calvino

Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação. 

Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado. 

Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino. 

Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo. 

Mito: Calvino não tinha interesse em missões. 

Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios. 

Mito: A crença na predestinação desestimula a oração. 

Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas. 

Mito:Calvino é o pai do capitalismo. 

Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto. 

Mito: Calvino foi o ditador de Genebra. 

Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.

Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.

Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra. 

Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes. 

Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa. 

Mito: Calvino não tinha interesse em educação. 

Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado. 

Mito: Os ensinos de Calvino não são bíblicos. 

Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria “uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas”. O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia. 

Não quero tratar Calvino de forma não-crítica ou iconográfica. Ele era consciente de suas fraquezas e pecados, e suas muitas orações preservadas dão testemunho de sua humildade e dependência da graça abundante de Deus em Jesus Cristo. O que almejo é levar o amado leitor a deixar de lado as caricaturas e ir direto à fonte, estudando e meditando nas obras de Calvino, reconhecendo-o e levando-o a sério como mestre da igreja (praeceptor eccleisiae). Os benefícios de tal estudo serão incalculáveis para sua vida e para aqueles ao seu redor. 

Franklin Ferreira

JOHN PIPER: COMO OS CRISTÃOS DEVEM PENSAR SOBRE O SOCIALISMO?


Todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras.

Na igreja, dentro da igreja, ninguém deveria estar faminto, sem um lugar para morar, ninguém deveria estar sem assistencia médica e ninguém deveria estar sem um trabalho. Tudo isso porém deve acontecer através da ajuda voluntaria dos outros fieis, e sem coerção.


Quando Lucas escreve em Atos 2:44-45 “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. ” O que ele quer dizer é que as necessidades eram atendidas por outros crentes mesmo que eles tivessem que vender as coisas que possuíam afim de atende-las. Mas isso era feito voluntariamente. Não removia, pelo contrário, afirmava o uso da propriedade privada. Na verdade, toda a Bíblia, todo Novo Testamento e Antigo Testamento assumem a legitimidade e a necessidade da propriedade privada.

"O socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária." 

O mandamento “Não roubarás! ” Não faz nenhum sentido onde ninguém tem o direito de manter o que é seu. A razão que eu saliento que tudo isso deve ser feito voluntariamente, sem coerção, não pela força, é por causa da forte ênfase que Paulo coloca em “dar aos pobres” em 2 Coríntios 8 e 9 – voluntariamente, sem tristeza ou por necessidade, não compulsoriamente. Lembro-me de um grande debate com um professor e outros alunos quando na Alemanha pela maneira que eles financiam a igreja estatal através de impostos, algo que simplesmente não se encaixa (com as escrituras), pois deve ser sempre “sem tristeza ou necessidade”. Em outras palavras, foi embutido, pelo Espírito Santo, dentro da Igreja, um impulso interno, através do Evangelho, para fazer sacrifícios afim de que outros tenham suas necessidades satisfeitas. Tal impulso não está na natureza humana ou no coração humano apartado da graça de Deus. A graça é tão vital para que esse tipo de amor, misericórdia e sacrifício seja livre e não obrigatório que é lançado como princípio por Paulo em 2 Coríntios 9, por Pedro, em sua primeira carta capítulo 5 quando ele instrui os presbíteros.
Agora, o socialismo, refere-se a um sistema econômico e social que funciona através da, legal, governamental ou militar coerção. Em outras palavras, você vai para cadeia se não fizer tal coisa, e estabelece a propriedade social em detrimento da propriedade privada, ou onde a coerção é usada para estabelecer controle social. Se não a propriedade, pelo menos o controle dos meios de produção na sociedade, e assim, através do controle, efetivamente elimina muitas da implicações e motivações oriundas do uso da propriedade privada.

Em outras palavras, o socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária. O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares em que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo. A coerção irá de fato receber seu tiro pela culatra, resultando em maior pobreza, ou na uniformidade no caos, e pior, no abuso da coerção como já vimos acontecer em Estados genocidas como a União Soviética e no Camboja.

Em nossa sociedade há, sem dúvidas, verdadeiras injustiças que criam dificuldades para o pobre sair da pobreza e facilitam para que o rico faça o que é errado e não sofra punição. Mas eu duvido que apontar o modelo econômico da Dinamarca seja o caminho para a sabedoria. A Forbes por exemplo, reporta que de uma população de 5.6 milhões pouco mais de 2 milhões são pensionistas do Estado, desempregados, doentes ou estão em programas sociais de distribuição de renda por outras razões. Outros 800 mil são empregados públicos. Isso é metade da população empregada pelo Estado ou sustentada pelo dinheiro canalizado pelo Estado.

Colocando em outras palavras, de 5.6 milhões de pessoas na Dinamarca, apenas 1.8 milhões de pessoas não dependem diretamente de pensões do Estado, e mesmo dentro desse grupo de 1.8 milhões há um grande foco no uso de creches baratas subsidiadas, assistência médica de graça, bolsas por número de filhos, moradia subsidiada e um grande número de outras maneiras de assegurar rendas adicionais vinda do Estado. Apenas como exemplo, estudantes recebem 5 anos de mensalidades gratuitas nas universidades públicas, eu li sobre um estudante casado que recebe 900 dólares mensais do Estado e creche gratuita, basicamente ele vive totalmente as custas do Estado durante os anos de universidade.


Os políticos de esquerda analizam isso por toda a Europa no momento e todos dizem “esses sistemas estão sobre pressão”, como a maioria dos estados europeus. Conservadores dizem “é uma bomba-relógio”. Em outras palavras todos concordam que “isso não pode continuar”. A crise na Grécia que foi o precursor, e não importa o quão iradas as pessoas fiquem quando seus direitos e liberdades são ameaçadas ou retiradas, você não pode tirar impostos do nada. A base do suporte (financeiro) para esse sistema não estará lá para sempre; para não mencionar outros desestímulos que praguejam as economias socialistas ao longo prazo.

"O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo."

Recomendar o socialismo como um sistema que nos fará bem, é, para dizer no mínimo, ter uma visão míope. Em geral eu digo que os impulsos do cristianismo bíblico incluem:

1 – Compaixão ao que está em desvantagem;
2 – Justiça sob a lei sem levar em conta o status;
3 – Liberdade para criar e produzir;
4 – Propriedade Privada.   

Tenho a sensação de que a história, razão e uma maior reflexão bíblica levam à conclusão de que a liberdade e direitos de propriedade levam a um bem-estar de maior longo prazo, ou com dizemos hoje, prosperidade para um número maior. Também não podemos deixar de dizer finalmente que todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras, mesmo quando ninguém está vendo.



John Piper Stephen é reitor da faculdade de Bethlehem & Seminary em Minneapolis, Minnesota, pregador Batista, calvinista e autor 

Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade?

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Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora. Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século. O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio? Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário: o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário. Então, o que o garoto escolhe? Uma boneca da pequena sereia! Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!” Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa! Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem. Ele os amará, não importa o que aconteça. E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade. Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor. Obrigado, Bruce Jenner!

Claro, essa mentalidade já existe por décadas. Mas, nos bons e velhos tempos, esse pai teria sido zombado e chamado de maluco por muitos. Hoje, ele é considerado legal, compassivo, mente-aberta e corajoso – até um homem de verdade. Assim, nele e em sua mensagem, nós temos uma convergência de dois enganos satânicos a respeito da criação de filhos: (1) Que amor significa apoiar todas as decisões dos nossos filhos, e (2) que nossos filhos são inerentemente bons, logo sabem o que é melhor para eles. Vamos analisar esses dois mitos separadamente…

Primeiro, essa geração de pais tende a definir “amor” como nunca ter de dizer “não” para seus filhos. O pior pecado é fazer seu filho infeliz – ou pior, eles não gostarem de nós! Assim, nós deixamos nossos filhos escolherem suas comidas, suas roupas, suas atividades, suas agendas – e agora, sua sexualidade. Quarenta anos atrás, os pais eram ensinados que a maior prioridade era construir a autoestima de seus filhos. Bem, esse conselho equivocado evoluiu e transformou-se no desejo de destruir qualquer obstáculo à felicidade da criança.

Segundo, os pais de hoje parecem ter abraçado de vez a crença de que seus filhos são essencialmente bons. Em vez de considerar a verdade do pecado original e da depravação total, geralmente as crianças recebem diversas desculpas para suas más escolhas e comportamento ruim. Se eu ganhasse um níquel para cada vez que eu ouvisse “ele é basicamente um bom garoto, sabe?” (mesmo entre cristãos), eu teria uma tonelada de níqueis. Assim, se seus filhos são bons e sabem o que é melhor para eles, eles também sabem que forma de sexualidade é a melhor para eles, certo? Afinal, quem pode dizer a alguém quem ou o que ele deve amar? Isso seria quase abuso infantil! Se meu filho quer uma boneca da Pequena Sereia, ótimo para ele, porque ele (não o pai) sabe o que é o melhor.

A propósito, os “mente-aberta” e progressivos entre nós estão prestes a cair num grande dilema lógico.  Por anos, temos sido ensinados que não podemos escolher nossa sexualidade – nós nascemos ou heterossexuais, ou homossexuais ou algo mais. Mas, de repente, as pessoas podem não apenas escolher sua preferência sexual, mas até seu gênero. O que é isso? Se é uma escolha, então nós podemos dizer aos homossexuais que eles podem escolher ser heterossexuais? (Eu sei, eles tentarão sair desse dilema dizendo que só podemos escolher o que nós já somos…)

Eu espero que você entenda que isso é muito maior que apenas dizer aos nossos filhos que eles não deveriam brincar com bonecas. Nós já passamos disso há tempos. Em vez disso, como pais cristãos, devemos ativamente ensinar nossos filhos aquilo que a Palavra de Deus diz sobre gênero e sexualidade. Eles devem aprender que Deus criou homem e mulher à Sua imagem. Eles devem aprender que somente Deus dita quem eles devem amar e casar, assim como os limites do comportamento sexual. Não é suficiente assumir que eles aprenderão tudo isso por conta própria. A cultura está muito saturada com mentiras sobre gênero e sexualidade – e está gritando para eles, em alto e bom tom.

Em última análise, nossos filhos devem ouvir sempre que eles são pecadores com corações tolos. Deixar nossos filhos tomarem suas decisões sobre gênero e sexualidade não é amar – essa é a definição do dicionário para negligência parental. Nossos filhos precisam de pais que amorosamente os ensinarão (assim como oferecerão exemplos) o gracioso propósito de Deus para homens e mulheres!

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Autor: John Kwasny
Fonte: One History Ministries
Tradução: Josaías Jr
Via: Reforma21
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A posição da IPB sobre o comunismo

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Em 1954, quando Getúlio Vargas era o Presidente do Brasil, A Igreja Presbiteriana do Brasil se pronunciou contra o comunismo da seguinte forma: SC-54-138 - Quanto à consulta do Presbitério do Botucatu sobre se um membro da IPB, com ideias francamente comunistas, pode tomar parte nos trabalhos da Igreja, como dirigir classe da Escola Dominical, etc., o SC resolve responder que há incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica e os símbolos de fé da IPB”.

Em 1956, a IPB teve que se posicionar sobre a atitude cristã quanto ao comunismo: “CE-56-096 - Quanto ao Documento Intitulado “Avaliação”, enviado pela CBM, a CE-SC/IPB resolve: [...] 7) Em referência à atitude cristã quanto ao comunismo, persistimos em pregar a realidade do poder transformador do evangelho de Cristo, crendo que o comunismo é uma filosofia de vida contrária ao espírito e à doutrina evangélica.

Em 1965, o assunto ainda fomentava nos presbitérios ao ponto de vermos que as consultas continuavam a ser encaminhadas à Comissão Executiva: “CE-65-081 - Presbitério de Castro - Consulta - Quanto ao Doc. 10 - Consulta do PCST sobre atitude a ser tomada por Presbitério quando tiver obreiro comunista e sobre a posição da IPB em face do mesmo assunto - a CE-SC/IPB resolve aprovar Doc. III nos seguintes termos: 1) Declara que a esta CE-SC/IPB não padece qualquer dúvida sobre a idoneidade moral dos Presbitérios para considerarem a situação sócio-político-doutrinária de seus obreiros; 2) Encaminhar ao SC a consulta sobre a posição da IPB em face do assunto.”

Então, em 1966, no Governo de Humberto Castelo Branco, o Supremo Concílio da IPB tomou posição contra o comunismo e seus adeptos, como segue: “SC-66-074 - Pbt. de Castro - Consulta - Doc. XXXIV- Quanto ao Doc. 26 Consulta do PCST sobre atitudes do Presbitério quando tiver obreiro comunista, o SC resolve: 1) Reafirmar ser indispensável a qualquer pessoa que deseja filiar-se à IPB, em especial aos seus oficiais e ministros, a aceitação da Palavra de Deus como única regra de fé e prática, e seus símbolos de fé. Quando qualquer prova se possa fazer contra membro ou membros da IPB de que já não mais aceitam a Palavra de Deus e seus símbolos de fé, por adotarem uma filosofia em choque com os princípios cristãos, no todo ou em parte, a mesma prova deve ser apresentada ao Conselho competente para os devidos fins; 2) Reafirmar a resolução da Assembléia Geral de 1936 que declara: ‘Compete ao cristão obedecer as autoridades legitimamente constituídas e realizar os deveres do cidadão, nunca devendo adotar qualquer ideologia que atente contra os princípios evangélicos da liberdade civil e de consciência e de ordem e paz sociais’”.

Em 1977, no governo de Ernesto Geisel, foi a vez da Organização Palavra de Vida flertar com o comunismo. Havia muitos jovens que participavam de seus eventos. A IPB se posicionou: “CE-77-007 - Atividade da Organização Palavra da Vida - Doc. XLIV - Quanto ao Doc. 40 - Informações do Sr. Presidente referente à Palavra da Vida. A Comissão Executiva do Supremo Concílio, considerando ser ambígua a doutrina implícita, sobre a compatibilidade ética do comunismo russo, marxista, com o cristianismo, esposado pela ‘Organização Palavra da Vida’ conforme publicação oficial feita no ‘Jornal Palavra da Vida’ em seus artigos ‘Eu chorei na Rússia’ e ‘Cristianismo na Rússia, uma existência inquieta’. Resolve: 1) Recomendar às Igrejas que, mediante doutrinação, aconselhem seus jovens e fiéis a não participarem das atividades da ‘Organização Palavra da Vida’; 2) Recomendar que os Presbitérios e as igrejas não encaminhem jovens nos cursos mantidos pela organização supra citada; 3) Encaminhar a presente resolução à Comissão Especial dos Seminários”.

Em 1990 foi produzida uma Pastoral de Ética Cristã Política que, entre outras coisas, recomenda: “Que se evite todo e qualquer apoio a candidatos reconhecidamente descompromissados com os ideais de democracia, justiça e paz propugnados pela nossa Igreja, que visam apenas o interesse pessoal, pactuam com os injustos e corruptos, aceitam subornos, negam justiça aos pobres (Is 5.18, 22-23), decretam leis injustas (Is 10.1) e se afastam da Palavra de Deus como ‘regra de fé e prática’”.
***
Autor: Edson Marques
Fonte: Perfil do autor no Facebook

Para ler mais sobre a incompatibilidade entre o cristianismo e comunismo, veja abaixo uma lista de artigos que já publicamos aqui no blog (lista atualizada em 4/11/2015, 15:45h):

• A incompatibilidade da Fé Cristã e o Marxismo
• A fé cristã é compatível com o socialismo marxista?
• A igreja primitiva era comunista?
• Atos dos Apóstolos não ensina o socialismo/comunismo
• Jesus e Marx: o diálogo impossível
• O Perigo do Marxismo Cultural
• O Marxismo Cultural e o "Banditismo Revolucionário"
• "Estadolatria": Sobre a Idolatria da Esquerda ao Estado I
• Calvinismo, Socialismo e Propriedade Privada
• O quinto mandamento e a desigualdade econômica
• O Estado não tem Autoridade Paterna
• Espectro político, mentes cativas e idolatria
• Karl Marx e a sua dialética racionalista-irracionalista
• Respondendo ao Ariovaldo Ramos
• Marxismo Cultural: uma nova religião?
• O Cristão pode ser um esquerdista?
• Sodoma foi destruída por causa da injustiça social?
• Ariovaldo Ramos e os pobres de Mateus
• Uma agenda para o voto consciente
• Marxismo: A doutrina humanista totalitária
• Sobre o "cristão socialista"; ou, porque não sou socialista
• Igreja e Estado
• Os efeitos do comunismo na sociedade
• Uma ideologia religiosa
• Socialismo na Bíblia? Mitos e verdades.
• A árvore da missão integral apodreceu
• O socialismo e a modificação do senso comum
• Revolucionários e Conservadores
• Porque eu não voto em candidato(a) comunista
• Não consigo entender cristãos que se dizem comunistas
• Missão Integral ou Neocalvinismo: em busca de uma visão mais ampla da missão da Igreja
• 1ª Semana Teológica de 2015 - JMC

Fonte: bereianos
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A MORTE DO CRISTIANISMO




O cristianismo está morrendo. O que uma vez foi o bastião da civilização ocidental. o cristianismo é apenas um resquício lamentável da sua antiga grandeza. Por todo ocidente o cristianismo está em plena retirada.

Os escândalos de abuso sexual estão devastando a Igreja Católica e punindo até o Papa. A Igreja Anglicana foi eviscerada, perdendo membros ao sucumbir aos ventos relativistas da ordenação de homossexuais. Muitas denominações protestantes estão abandonando suas crenças e zelo missionário fervoroso para abraçar o ambientalismo chique e o aguado socialismo como um substituto barato para o Evangelho tradicional. A Europa, o antigo bastião da Cristandade, foi transformada em uma cultura pagã secular. Para os europeus, Deus está morto, Ele foi substituído pelo homem materialista.

Essa onda secularista também atingiu e transbordou-se sobre os Estado Unidos da América. Desde 1960, os Estados Unidos têm sido vítimas da revolução sexual que glorifica o hedonismo e a libertação pessoal. A pornografia, aborto, promiscuidade, homossexualidade, as epidemias de AIDS, uniões e nascimentos fora do casamento, o aumento nas taxas de divórcio e a desagregação da família, são os frutos envenenados da filosofia Playboy, a moralidade da MTV está dentro; Jesus está fora.

A guerra travada pelos relativistas contra o cristianismo tomou um nível novo e mais perigoso e que beira a fronteira de um totalitarismo suave. Recentemente na cidade de Davenport, Iowa, tentaram remover a Sexta-Feira Santa do calendário municipal. As Comissões de Direitos Civis tentaram mudar o nome do feriado para um menos "divisionista" e mais ecuménico e politicamente correto. Assim, um memorando foi enviado aos funcionários municipais afirmando que Sexta-Feira Santa seria conhecida oficialmente como "feriado de primavera." Os administradores da cidade salientaram que celebração da sexta-feira santa viola a separação entre Igreja e Estado.

"Nós apenas fizemos uma recomendação para que o nome seja trocado para algo diferente de Sexta-Feira Santa", disse Tim Hart, presidente da comissão. "A nossa Constituição declara que deve haver uma separação de igreja e estado. Como Davenport é uma cidade diversificada e dado aos diferentes tipos de formações religiosas e étnicas que representamos, sugerimos a mudança." Depois de um tumulto criado por cristãos enfurecidos, o conselho municipal decidiu ressuscitar o nome de Sexta-Feira Santa. Os secularistas multiculturais em Davenport foram derrotados... por agora.

No entanto, toda essa controvérsia é um mau sinal: A esquerda está determinada a extirpar os feriados e símbolos cristãos da nossa sociedade. Os relativistas estão determinados a destruir os valores tradicionais cristãos e empurrar o Cristianismo para debaixo da terra. A esquerda americana está seguindo vergonhosamente, e muito mais sangrentamente, os passos dos regimes marxistas. Em vez de erradicar a fé religiosa através do cano de uma arma, os esquerdistas usam ditames burocráticos e propaganda em massa.

O resultado é o mesmo. O cristianismo está gradualmente sendo eliminado em praça pública. Celebrações de Natal passaram a ser ofensivas. Desejar "Feliz Natal" é agora considerado politicamente incorreto, a saudação adequada é Boas Festas. Os Dez Mandamentos não podem ser mais exibidos em salas de tribunais ou salas de aula. A oração foi banida das escolas públicas. Os cristãos são ridicularizados regularmente em filmes e programas de TV. Os dólares dos contribuintes são usados para subsidiar a "arte" que retrata Cristo de maneira difamatória. Hollywood faz filmes como "Anjos e Demônios" que retratam a Igreja como uma instituição repressiva sinistra e primitiva.

Ser um fanático anticristão é o ódio da última moda. É fácil para Christophobes e os relativistas de Davenport, implicar com a Sexta-feira Santa. O que de pior lhes poderia acontecer? Telefonemas irados e e-mails? Reuniões na Câmara Municipal? Talvez até protestos públicos? Mas, no final, os comissários progressistas perceberam que não pagarão nenhum preço, na verdade eles serão celebrados pelas elites relativistas por seus "ideais iluministas."

As mesmas normas não se aplicam ao Islamismo. Os multiculturalistas de Davenport nunca se atreveriam a retirar, digamos, o Ramadã do calendário e renomeá-lo "mês de jejum", por medo de ofender os muçulmanos, e, possivelmente, provocar uma guerra santa. A autopreservação e a covardia previnem-os de atacar certas religiões.

Os cristãos, porém, são um alvo fácil pois não acreditam em jihad ou em atentados suicidas. Ao contrário dos islamitas radicais, que defendem o Estado de direito e direitos de sua religião, aceitam a perseguição, até perseguição sancionada pelo Estado como parte de seu jugo religioso. Os relativistas perceberam que o cristianismo é uma verdadeira "religião de paz." e por isso não temem  nos perseguir sistematicamente.

Os pais-fundadores dos EUA enfatizaram que a república constitucional dependia de uma sociedade vigorosamente religiosa. "Nossa Constituição foi feita apenas para um povo de moral religiosa, é uma constituição totalmente inadequada para o governo de qualquer outro povo." Disse um dos fundadores dos EUA, John Adams.

Os Pais Fundadores não eram secularistas. Pelo contrário, eles eram devotos cristãos (com exceção de alguns deístas como Thomas Jefferson, que temiam uma igreja Institucionalizada como a Igreja da Inglaterra que perseguiu seus dissidentes). Eles considerariam bizarro e repulsivo como o conceito da separação entre Igreja e Estado foi distorcido em nosso tempo para uma forma secular e radical de anti-cristianismo.

A nossa herança judaico-cristã fornece as bases para o nosso governo constitucional, por uma razão simples: ela reconhece a natureza transcendental do homem. Nossas liberdades fundamentais fluem do Deus todo-poderoso e não do Estado. É por isso que os direitos individuais, a saber, vida, liberdade e propriedade, são os baluartes essenciais contra o poder do governo. O que Deus tem dado, nenhum homem, ou regime, pode tirar. Uma vez que percamos a nossa identidade cristã, iremos inevitavelmente perder nossas liberdades.

A Cristofobia constitui a base do liberalismo moderno. Progressistas de esquerda estão determinados a destruir os valores tradicionais e suas instituições seminais: a Constituição, o capitalismo, a soberania nacional e da família. É por isso que eles declararam guerra ao cristianismo. Se os cristãos não se levantarem de sua apatia contra essas barricadas ideológicas eles serão empurrados para as catacumbas, mais uma vez.

Devemos corajosamente nos opor contra qualquer um que tente nos roubar de nossa herança cristã. Precisamos identificá-los como praticantes de uma das menos aceitáveis formas de intolerância e ódio: a Cristofobia. O nosso direito de abraçar a Cristo não é menor do que o direito deles de abraçar um estilo de vida perverso.

Esse artigo foi originalmente intitulado "Christophobia".

Jeffrey T. Kuhner é colunista do The Washington Times e presidente do Instituto de Edmund Burke, A Washington think tank. Ele é o anfitrião do diário "Show Kuhner" na WTNT 570-AM (www.talk570.com) do meio-dia até as três horas da tarde.

*** Tradução de Wesley Moreira no Púlpito Cristão

João Calvino: um homem zeloso pela Glória de Deus

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Em tempos de escuridão, a luz do Evangelho brilhou e o mundo inteiro foi impactado pela fiel pregação da Palavra. Deus levantou um homem que influenciou todas as igrejas da Europa e toda a estrutura da cultura Ocidental. João Calvino é esse homem.

Neste vídeo o Rev. Dorisvan Cunha narra uma breve história do reformador João Calvino. Assista:




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Autor: Rev. Dorisvan Cunha
Fonte: Guerra pela Verdade
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