sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SUBMISSÃO E LIDERANÇA NO LAR EM QUE EU CRESCI



Por John Piper

A Mensagem do último domingo foi sobre o significado da submissão no casamento. Eu não tive tempo para esta ilustração final. Portanto, considere isto como uma aplicação ao final daquela mensagem. O ponto é que o papel de submissão de minha mãe em relação ao meu pai não era devido a competências menores. Era devido à natureza da masculinidade e feminilidade dadas por Deus, e em como ela é planejada no casamento para demonstrar o relacionamento de aliança entre Cristo e a igreja.

Eu cresci em um lar onde meu pai ficava ausente por cerca de dois terços de cada ano. Ele era um evangelista. Ele coordenava cerca de vinte e cinco cruzadas por ano, variando de uma a três semanas de duração cada. Ele saía no sábado, ficando fora entre uma a três semanas, e voltava na segunda-feira à tarde. Fui centenas de vezes ao aeroporto de Greenville. E algumas das memórias mais ternas da minha infância são o sorriso no rosto de meu pai quando ele saía do avião, descia as escadas e quase corria pela pista para me abraçar e beijar (não havia corredores suspensos naquele tempo).

Isto significava que minha irmã e eu éramos criados e treinados principalmente pela minha mãe. Ela me ensinou quase tudo de prático que eu sei. Ela me ensinou a cortar a grama sem deixar montinhos, e a usar o talão de cheques, e a andar de bicicleta, e a dirigir, e fazer minhas notas para um discurso, e a arrumar a mesa com o garfo no lugar correto, e a fazer panquecas (era para notar quando as bolhas se formavam nas bordas). Ela pagava as contas, fazia consertos, limpava a casa, cozinhava, me ajudava com minha lição de casa, nos levava à igreja, nos guiava nas devocionais. Ela era superintendente do departamento juvenil da igreja, líder do clube comunitário, e uma incansável benfeitora para muitas pessoas.

Ela era incrivelmente forte em sua solidão. O começo dos anos sessenta eram os dias em que os diretos civis vieram à tona em Greenville, na Carolina do Sul. A igreja votou, numa quarta-feira à noite, não permitir que os negros prestassem culto na igreja. Quando os votos foram colhidos, ela permaneceu em oposição, como me recordo, completamente sozinha. E quando minha irmã se casou na igreja em 1963, e uma pessoa da recepção tentou acomodar alguns amigos negros de nossa família isolados na galeria, minha mãe, indignada, desceu do altar e ela mesma os trouxe para o salão principal juntamente com todos.

Eu nunca conheci alguém como Ruth Piper. Ela me parecia totalmente competente, e transbordante de amor e energia.

Mas eis o meu ponto. Quando meu pai vinha para casa, minha mãe tinha a extraordinária habilidade, sabedoria bíblica e humildade de honrá-lo como o cabeça do lar. Ela era, no melhor sentido da palavra, submissa a ele. Era algo maravilhoso de assistir semana após semana, conforme meu pai ia e vinha. Ele partia, e minha mãe comandava a casa com mão firme, competente e amorosa. Ele voltava, e minha mãe se submetia à sua liderança.

Quando ele estava em casa, era ele quem orava antes das refeições. Era ele quem dirigia as devocionais. Era ele quem nos levava à igreja, e nos vigiava nos bancos, e respondia às nossas perguntas. Meu medo pela desobediência mudava da ira da minha mãe para a do meu pai, pois nisso, também, ele tomava a frente.

Mas eu nunca vi meu pai atacar minha mãe ou humilhá-la de forma nenhuma. Eles cantavam juntos, riam juntos e se uniam para atualizarem-se mutuamente sobre o estado da família. Foi um presente de Deus que eu jamais poderia pagar ou merecer.

E eis o que eu aprendi — uma verdade bíblica antes mesmo que eu soubesse que estava na Bíblia. Não há relação entre submissão e incompetência. Existe esta liderança masculina que não rebaixa a esposa. Existe esta submissão que não é fraca, ou tola, ou manipuladora.

Isto nunca tinha passado pela minha cabeça até que comecei a ouvir a retórica feminista no final dos anos sessenta, de que este belo arranjo no meu lar era, de alguma forma, devido à inferioridade de alguém. Não era. Era devido a isto: meu pai e minha mãe colocavam sua esperança em Deus e criam que a obediência à sua palavra criaria a melhor família possível — como, de fato, criou. Portanto, eu vos exorto com todo o meu coração, considere estas coisas com grande seriedade, e não deixe o mundo conformá-lo em seu molde.


***
Artigo de 2007 no DesiringGod

UMA FORMA SIMPLES DE ENCORAJAR SEU PASTOR



Por Kevin Deyoung

Eu decidi escrever esse post agora, enquanto ainda tenho quatro semanas de férias de verão, para deixar claro que estou fazendo comentários genéricos sobre o ministério pastoral, não tentando receber mais elogios do meu rebanho. Eu sirvo em uma igreja muito boa, e nada nesse curto texto deve ser lido como qualquer tipo de reclamação indireta.

Esclarecimentos feitos, aqui vai uma coisa simples e muito importante que você pode fazer para encorajar seu pastor: diga a ele que você é grato por sua pregação.

Não estou falando de massagear o ego do seu pastor apenas para fazer ele (ou você) se sentir bem. Não estou falando de reconhecimento rotineiro, nem de elogios vazios. Não diga ao seu pastor nada que você realmente não sinta.

Mas se o sermão do seu pastor te ajudou a ver mais de Jesus, te ajudou a se afastar do pecado, te ajudou a entender melhor a Bíblia, te ajudou a ser um cônjuge melhor, te ajudou a confiar em Deus em meio ao sofrimento ou direcionou seus afetos para as coisas da glória, diga isso a ele. Não precisa ser toda semana e nem mesmo todo mês. Mas, quando for apropriado, e legítimo, diga a ele. Pode ser algo curto como um e-mail de duas frases ou uma conversa de dez segundos na porta da igreja. Apenas diga algo como “eu tenho crescido como cristão por causa da sua pregação”. Ou “a mensagem da semana passada realmente falou comigo”. Ou “eu tenho aprendido muito sobre a Bíblia nessa última série de sermões.”. Um pouco de encorajamento vai mais fundo do que você imagina.

Eu não digo isso porque pastores tem o trabalho mais difícil do mundo. De muitas formas, é o trabalho mais privilegiado do planeta. Somos pagos (a maioria) para estudar a Bíblia, falar de Jesus para as pessoas, orar com as pessoas passando por dificuldades e, em geral, fazer o tipo de coisas que os outros cristãos tentam fazer quando não estão nos seus empregos normais. Mas ser um pastor é algo único quando, semanalmente, nosso trabalho – e, na verdade, nosso coração e nossa alma – é colocado à vista de todos pra ser visto, aproveitado ou dormido. É natural que um pastor se pergunte, de tempos em tempos (e cada vez mais, conforme o tempo passa), “como é que eu estou indo?”.

Na maioria das vezes eu não penso que essa pergunta apareça na cabeça do pastor por causa de narcisismo, baixa autoestima ou ambição egoísta. Creio que a maioria dos pastores genuinamente não tem ideia do quanto estão fazendo alguma diferença na vida de seu rebanho. Claro, há conversas dramáticas aqui e ali, e certos membros são persistentemente encorajadores e alegres. Mas, em geral, creio que muitos ministros do evangelho passam uma boa parte de seu tempo se perguntando se não estão falando para as paredes.

Talvez alguns deles (de nós) estejam. Sem dúvida há homens no ministério que poderiam estar servindo melhor o reino fazendo outra coisa. Mas, mesmo assim, eu imagino que a maioria dos pastores não deveria deixar o pastorado. Eles estão trabalhando duro. Estão usando quaisquer que sejam seus dois, cinco ou dez talentos que lhes foram dados. Eles amam a Deus, amam Seu povo e amam a Bíblia. Mas não tem a certeza de que estão realmente fazendo alguma diferença. É por isso que eu penso que tantos pastores olham para o orçamento, o tamanho do prédio e a ocupação dos bancos. É quantificável. É mensurável. É algo que pode incentivar o coração pastoral abatido: “veja, você não está perdendo o seu tempo (nem o deles!)”.

Então em algum momento desse mês – se há algo que valha a pena incentivar no sermão do seu pastor – vá e o incentive.

Fale para ele. Pessoalmente. Com alegria e gratidão. Com sinceridade.

Não se preocupe com ele se achar demais. O Senhor sabe como manter seus pastores humildes, para que você possa se preocupar em manter o seu pastor caminhando. Quem sabe o tipo de dúvida que seu pastor pode estar enfrentando? Quem sabe o tipo de desencorajamento constante que o aflige? Quem sabe o quanto talvez ele esteja perto de deixar o ministério (seja por desistência discreta ou por escândalo público)?

“Tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvo existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8). E se o sermão do seu pastor – mesmo que não seja muito frequente – cair nessas categoria, seja grato a Deus. E pense na possibilidade de deixar isso claro para o seu pastor.

***
Traduzido por Filipe Schulz no Refroma 21

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ESTUDANTES CRISTÃS SÃO PRESAS E AÇOITADAS NO SUDÃO




Segundo o jornal britânico The Guardian, 12 estudantes foram presas em frente a uma igreja, após participarem de um culto. Os policiais da moralidade islâmica prenderam as estudantes, que eram da região dos Montes Nuba, sob o pretexto de colocar em prática o código de vestuário, de acordo com a lei Sharia.

Com idade entre 17 e 23 anos, as estudantes usavam calças e saias. Segundo os relatórios, os oficiais zombaram delas. De acordo com ativistas do Sudão, cerca de 40 a 50 mil mulheres são presas e açoitadas, todos os anos. A Anistia Internacional vem ganhando apoio para salvar estas mulheres e para que não sofram as 40 chicotadas determinadas pela lei islâmica.

Ashagrie, analista da Portas Abertas, diz: "Primeiro de tudo, esta é apenas a ponta do iceberg. Os cristãos no Sudão, especialmente as mulheres, enfrentam a discriminação e o preconceito coletivo. Os cristãos são considerados cidadãos de segunda classe. O governo limita estritamente a sua liberdade de religião, de expressão e de reunião, por todos os meios e métodos. Em segundo lugar, isso mostra que o governo do Sudão está implementando uma política rígida. Em 2010, o presidente al Bashir disse que a sharia e o islão seriam suas principais fontes para a Constituição do país”.

O analista acredita que o governo do Sudão não vai mudar de comportamento, apesar da pressão internacional. “Sabemos disso porque vimos quando um oficial das Nações Unidas, um jornalista e 13 mulheres cristãs foram presos e ameaçados de serem amarrados, simplesmente por estarem vestidos ‘indecentemente em público’, conforme os padrões deles”, conclui.

***
Portas Abertas

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cristianismo sem igreja existe?

.



Um cristianismo sem igreja é a mesma coisa de um cristianismo sem Cristo? Um cristianismo sem Cristo é quando Deus e Jesus são importantes, porém como partes do elenco. Ou seja, Eles são apenas coadjuvantes e não os diretores de toda história. No entanto, um cristianismo sem igreja é parte resultante do cristianismo sem Cristo, pois se Cristo e Deus já não são mais Senhores de tudo e de todos, logo, a Sua Palavra já não vale de nada.

Diante disso, nós sabemos que todo tipo de confissão ou credo serve para definir aquilo que cremos ser verdadeiro, por isso que o Catecismo de Heidelberg têm 129 perguntas, e hoje nós veremos as perguntas e respostas 54 a 56.
54. O que você crê sobre "a santa igreja universal de Cristo"?
R. Creio que o Filho de Deus (1) reúne, protege e conserva (2), dentre todo o gênero humano (3), sua comunidade (4) eleita para a vida eterna (5). Isto Ele fez por seu Espírito e sua Palavra (6), na unidade da verdadeira fé (7), desde o princípio do mundo até o fim (8). Creio que sou membro vivo (9) dessa igreja, agora e para sempre (10). 
(1) Jo 10:11; Ef 4:11-13; Ef 5:25,26. (2) Sl 129:4,5; Mt 16:18; Jo 10:16,28. (3) Gn 26:4; Is 49:6; Rm 10:12,13; Ap 5:9. (4) Sl 111:1; At 20:28; Hb 12:22,23. (5) Rm 8:29,30; Ef 1:10-14; 1Pe 2:9. (6) Is 59:21; Rm 1:16; Rm 10:14-17; Ef 5:26. (7) Jo 17:21; At 2:42; Ef 4:3-6; 1Tm 3:15. (8) Is 59:21; 1Cor 11:26 (9) Rm 8:10; 1Jo 3:14,19-21. (10) Sl 23:6; Jo 10:28; Rm 8:35-39; 1Co 1:8,9; 1Pe 1:5; 1Jo 2:19. 
55, Como você entende as palavras: "a comunhão dos santos"?
R. Primeiro: entendo que todos os crentes, juntos e cada um por si, têm, como membros, comunhão com Cristo, o Senhor, e todos os seus ricos dons (1). Segundo: que todos devem sentir-se obrigados a usar seus dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros (2). 
(1) Rm 8:32; 1Co 6:17; 1Co 12:12,13; 1Jo 1:3. (2) 1Co 12:21; 1Co 13:1-7; Fp 2:2-5. 
56. O que você crê sobre "a remissão dos pecados"?
R. Creio que Deus, por causa da satisfação em Cristo, jamais quer lembrar-se de meus pecados (1) e de minha natureza pecaminosa (2), que devo combater durante toda a minha vida. Mas Ele me dá a justiça de Cristo (3), pela graça, e assim nunca mais serei condenado por Deus (4). 
(1) Sl 103:3,10,12; Jr 31:34; Mq 7:19; 2Co 5:19. (2) Rm 7:23-25. (3) 2Co 5:21; 1Jo 1:7; 1Jo 2:1,2. (4) Jo 3:18; Jo 5:24. 

O Catecismo vai nos mostrar em rápidas palavras o que é uma igreja e qual a sua função:

A palavra “Igreja” significa “reunião” ou “assembleia”. A definição mais simples de igreja é uma comunidade de pessoas que foram chamadas pelo Espirito Santo, por intermédio da Palavra, para ser o povo de Deus. E é por intermédio da Palavra e do Espirito, como diz o Catecismo, que Cristo defende preserva a Igreja. Portanto, o culto é o meio ordenado por Deus para que haja preservação de Seu povo, pois é no culto que nós servimos a Deus por meio de orações, cânticos, confissões e ofertas. Se não temos prazer no culto, não temos prazer em Deus e rejeitamos o sacrifício de Cristo, porque foi por meio do sangue do Cordeiro que temos comunhão com Deus. 
Paulo nos diz em Efésios que Cristo, ao subir aos céus, concedeu dons aos homens (Ef 4.8). No entanto, como podemos mostrar esses dons? Por intermédio da “comunhão dos santos”. Paulo nos diz que o desenvolvimento de nossos dons devem ser para a edificação da Igreja (1Co 14.26) e não para o gozo próprio. 
Uma das formas que a Bíblia demonstra o senhorio de Cristo é por intermédio da remissão de nossos pecados. Porém, o sacrifício realizado por Cristo não foi somente para a remissão, mas também para a nossa compra (1Pe 1.18,19). Cristo é o Senhor de tudo, tanto por ser o nosso criador, quanto por nos redimir e comprar. A frase “remissão de pecados” faz parte do credo sobre a igreja comunhão dos santos, pois somente pelo sangue do Cordeiro temos comunhão com Deus e essa comunhão deve ser vista na igreja com os irmãos. 

Esses três tópicos levantados acima nos faz refletir sobre a necessidade da igreja em meio à um movimento crescente no Brasil, os desigrejados. Os adeptos deste movimento professam crer em Cristo, mas entendem que não há necessidade de reuniões em locais construídos por mãos humanas para adorarem a Deus. 


Uma coisa nós sabemos, Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (At 7.48). No entanto, o testemunho bíblico nos diz claramente que todos os que se achegam a Cristo possuem o desejo de congregar, de participar do partir do pão e aprender mais da doutrina dos apóstolos.

Se eu não tenho prazer de estar com meus irmãos em culto, em estudos, em encontros, ou qualquer coisa que mostre a comunhão dos salvos, nós não poderemos ansiar ardentemente pela vinda de Cristo e a nossa reunião com Ele. Pois, disse Jesus, que haverá um só rebanho (Jo 10.16) e estaremos de pé diante do trono clamando a Deus com grande voz (Ap 7.9,10). 

***
Autor: Denis Monteiro
Fonte: Bereianos
.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...