sexta-feira, 17 de abril de 2015

JEFFERSON LIDERA EVANGÉLICOS DO BOTAFOGO. E NÃO É SÓ DENTRO DO CLUBE




Jefferson é o principal líder do Botafogo. E essa liderança existe também no grupo de evangélicos que se reúne em um hotel na zona oeste do Rio durante as concentrações do clube. A fé do goleiro titular da seleção brasileira é tanta que ele foi convidado pela Igreja Lagoinha de Niterói para fazer um testemunho durante um culto.

Acostumado com multidões durante os jogos, Jefferson teve que lidar com um público diferente ao subir ao palco na igreja. O goleiro teve a missão de evangelizar pessoas que foram ao templo admirar o atleta do Botafogo. Procurado para comentar o assunto, o jogador preferiu não conceder entrevista.

A prática é recorrente nesse sentido, já que Jefferson prefere não misturar as coisas. Na igreja, ele acredita ser mais um e não uma celebridade por ser jogador do futebol, defendendo Botafogo e seleção brasileira. Por esse motivo, ele pediu para uma emissora de televisão não comparecer na última quinta-feira, quando falou por vários minutos.
"Foi uma noite sobrenatural... Jefferson, goleiro da seleção brasileira e membro da Lagoinha Niterói, nos impactou com seu testemunho de fé e fidelidade a Deus. Ao todo, 27 vidas decidiram viver um novo começo com Cristo", escreveu, em sua página no Facebook, a igreja Lagoinha Niterói.

"Meu herói! Um homem de Deus... Só me dá alegria. Deus te abençoe sempre.", respondeu Rita de Cassia Lesqueves, frequentadora da igreja e torcedora do Botafogo.

A entrega de Jefferson a Deus é tão grande que ele tentou até ajudar um dos seus companheiros. Assim que voltou ao Botafogo, no ano passado, Jobson foi convidado para frequentar a igreja, onde foi em poucas oportunidades. Se o atacante não vai aos cultos frequentemente, ele é figura presente nas reuniões nas concentrações, ao lado de Willian Arão, Fernandes, Gilberto, Renan, Diego Jardel e outros mais.

Outros jogadores também mostraram o lado religioso aflorado. Zé Roberto, Muller, RicardoOliveira e Fabio, por exemplo, já subiram ao palco para levar a palavra de Deus. 

***

10 EFEITOS DE ROMANOS 9 NA MINHA VIDA



Por John Piper

1) Romanos 9 me faz ser confiante que a Palavra de Deus não falhará e que todas as promessas de Romanos 8 se mostrarão verdadeiras para mim, mesmo no pior dos sofrimentos.

2) Faz-me permanecer no temor a Deus e me guia para dentro das profundezas da verdadeira adoração teocêntrica.
Eu estou com um fardo por causa da igreja evangélica na América estar tão despreocupada. Existem tanto esforço das igrejas onde tudo tem que ser engraçado. Nunca há o senso de meditação, pesar ou reverência. Isso é exatamente o que a América é. Somos vistos dessa forma ao redor do mundo. Somos pessoas baratas, engraçadas e despreocupadas. Basta ligar a televisão. Tudo é diversão, tudo tolo.
Se o Deus de Romanos 9 existe, isso deveria mudar e moldar nossa adoração.


3) Ajuda-me a proteger-me da trivialidade com as coisas divinas.

4) Ajuda-me a manter-me maravilhado com minha própria salvação.
John Newton foi realmente maravilhado que ele fora salvo. Ficamos maravilhados com várias coisas. Precisamos nos perguntar periodicamente se estamos maravilhados que fôramos salvos. Estamos estupefatos de termos sido inclusos na eterna família do Deus vivo, especialmente em vista de nosso pecado remanescente?

5) Faz-me confiante que o trabalho que Deus planejou e começou, Ele irá terminar – globalmente e pessoalmente.
Pense sobre o ISIS – decapitações, a possível unificação de um mundo islâmico em volta de califado armado nuclearmente. Se isso tornar-se verdade, será realmente como os eventos descritos no Apocalipse. Se você não tem um Deus que é inabalável quando em todo lugar que você olha parece que o cristianismo está perdendo, você estará em problemas. Você precisa de uma teologia que lembre que não estamos perdendo, que Deus triunfará.

6) Faz-me lamentar diante da indescritível doença da nossa cultura de menosprezo a Deus
Se Deus o acha em uma cultura que perdeu tão completamente seus caminhos que chama de casamento dois homens homossexuais que fazem sexo regulamente, você precisa lamentar. Devemos lamentar – com muita compaixão e muita convicção. Não lamentar nessa cultura significa que você está cego para a santidade de Deus.

7) Faz-me ver tudo em luz do soberanos propósitos de Deus – que dele, por ele e para ele são todas as coisas, a ele seja a glória para todo sempre.
Tudo e em todo lugar que eu olho na vida – todas as coisas – estão relacionadas a Deus. Não exige coisa alguma que não esteja relacionada a Deus. Todo lugar que eu olho, alguma coisa vem dele, movendo-se por ele, voltando para ele. Deus não perdeu o controle desse mundo. Tudo está relacionado a Deus e exige uma forma de falar como.

8) Faz-me esperançoso que Deus tem a vontade, o direito e o poder de responder orações para que pessoas sejam mudadas.
Algumas vezes as pessoas tentam cavar orações contra a soberania de Deus. Eles perguntam “Por que deveríamos orar se Deus é soberano?” A que eu respondo “Por que orar se ele não é?” Todas as coisas que eu gosto a respeito do que Deus faz, ele não tem o direito de fazer se você acredita no absoluto livre arbítrio. Por absoluto livre arbítrio, eu quero dizer auto-determinação em última instância. Se você tem auto-determinação, Deus não tem o direito de se intrometer em você e mudar você. Então, para que orar?

Mas se você crê que Deus tem o direito de adentrar na sua vida, superar a vontade, fazer alguém (ser) dEle, remover o coração de pedra e colocar um coração de carne, e fazer alguém andar nos seus estatutos, então você irá orar. Você provavelmente tem pessoas por quem tem orado por décadas que são descrentes e você está com medo que elas talvez não sejam eleitas. Você está amedrontado que elas vão para a sepultura não acreditando em Jesus. Eu estou.
Simplesmente não há esperança se Deus não for soberano para com essas pessoas. Se existe qualquer esperança para o pecador mais endurecido que você ama, se existe qualquer esperança que essa pessoa seja salva, está em Deus. Deus pode salvar. Deus pode fazê-los parar de andar em seus caminhos, remover o coração que se rebelou por 50 anos, e colocar um novo coração. Por isso nós oramos.

9) Lembra-me que evangelismo é absolutamente essencial para pessoas virem a Cristo e serem salvas, e que há grande esperança de sucesso em levar pessoas a fé, mas essa conversão não é em última instância dependente de mim ou limitada pela dureza do descrente.
Essa é uma das mais libertadoras verdades do evangelismo. De um lado, você sabe que você não pode salvar ninguém. Você não pode fazer uma pessoa parar de confiar em si mesma ou amar seu próprio pecado. Deus tem que fazer isso. Mas você também sabe que todos nascem de novo através da palavra viva e duradoura. Meu trabalho é testemunhar. Eu não salvo ninguém. Deus-Todo Poderoso salva. Ele somente pode salvar e ele escolhe usar testemunhas.
Então vamos às nações, aos povos inalcançados do mundo. Missões mundiais serão bem sucecididas e nós deveríamos estar a respeito delas.

10) Faz-me certo que Deus triunfará no fim.

***
Fonte:Vida de Graça

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O que a bíblia diz sobre corrupção

Por: Hermes Fernandes

Há quem pense que a corrupção seja um fenômeno recente na sociedade. Se o fosse, não haveria tantas advertências bíblicas contra ela.

“O que anda em justiça, e o que fala com retidão, que arremessa para longe de si o ganho de opressões, e que sacode das suas mãos todo suborno, que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal; este habitará nas alturas, e as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio. O seu pão lhe será dado, e as suas águas serão certas”. Isaías 33:15-16

“Verdadeiramente a opressão faz endoidecer até o sábio, e o suborno corrompe o coração”. Eclesiastes 7:7

Advertência contra a corrupção no funcionalismo público

“Chegaram também uns cobradores de impostos, para serem batizados, e lhe perguntaram: Mestre, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não peçais mais do que o que vos está ordenado”. Lucas 3:12-13

Advertência contra a corrupção policial

“Então uns soldados o interrogaram: E nós, o que faremos? Ele lhes disse: A ninguém trateis mal, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo”. Lucas 3:14

Advertência contra a corrupção no Poder Judiciário

“Não torcerás a justiça, nem farás acepção de pessoas. Não tomarás subornos, pois o soborno cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos. Segue a justiça, e só a justiça, para que vivas e possuas a terra que o Senhor teu Deus te dá”. Deuteronômio 16:19-20

“Também suborno não aceitarás, pois o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos”. Êxodo 23:8

“O ímpio acerta o suborno em secreto, para perverter as veredas da justiça”. Provérbios 17:23

“Ai dos que...justificam o ímpio por suborno, e ao justo negam justiça”. Isaías 5:22a,23

“Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabem, e nada entendem. Andam em trevas”. Salmos 82:2-5a

“Não farás injustiça no juízo; não favorecerás ao pobre, nem serás complacente com o poderoso, mas com justiça julgarás o teu próximo”. Levítico 19:15

Independência entre os poderes

“Pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja reto. Todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com uma rede. As suas mãos fazem diligentemente o mal; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles são perturbadores”.Miquéias 7:2-3

Advertência contra a corrupção no Poder Executivo

“Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes. Não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas”. Isaías 1:23

“Pela justiça o rei estabelece a terra, mas o amigo de subornos a transtorna”. Provérbios 29:4

“Abominação é para os reis o praticarem a impiedade, pois com justiça se estabelece o trono”. Provérbios 16:12

Advertência acerca dos acessores corruptos

“Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça”. Provérbios 25:5

Advertência contra a corrupção no Poder Legislativo

“Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades, para privar da justiça os pobres, e para arrebatar o direito dos aflitos do meu povo, despojando as viúvas, e roubando os órfãos! Mas que fareis no dia da visitação, e da assolação, que há de vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória, sem que cada um se abata entre os presos, e caia entre os mortos?” Isaías 10:1-4

Advertência contra a corrupção e a ganância no meio empresarial

“No meio de ti aceitam-se subornos para se derramar sangue; recebes usura e lucros ilícitos, e usas de avareza com o teu próximo, oprimindo-o. E de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus. Eu certamente baterei as mãos contra o lucro desonesto que ganhastes...” Ezequiel 22:12-13a

“Melhor é o pouco, com justiça, do que grandes rendas, com injustiça”. Provérbios 16:8

“O que oprime ao pobre para aumentar o seu lucro, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá”. Provérbios 22:16

Advertência contra juros absurdos praticados pelo Sistema Financeiro

“O que aumenta a sua fazenda com juros e usura, ajunta-a para o que se compadece do pobre”. Provérbios 28:8

“Sendo o homem justo, e fazendo juízo e justiça (...) não oprimindo a ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao faminto, e cobrindo ao nu com vestes; não dando o seu dinheiro à usura, não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; andando nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, para proceder segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Deus”. Ezequiel 18:5,7-9

“Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre, que está contigo, não te haverás com ele como credor; não lhe imporás juros”. Êxodo 22:25

“Aos retos até das trevas nasce a luz, pois é compassivo, compassivo e justo. Bem irá ao que se compadece e empresta, que conduz os seus negócios com justiça. (...) É liberal, dá aos pobres, a sua retidão permanece para sempre; a sua força se exaltará em glória”.
Salmos 112:4-5,9

Advertência acerca dos Direitos trabalhistas

“Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando contendiam comigo, então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo ele a causa, que lhe responderia?” Jó 31:13-14

“Chegar-me-ei a vós para juízo, e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o trabalhador, e pervertem o direito da viúva, e do órfão, e do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos”. Malaquias 3:5

“Vós, senhores, dai a vossos servos o que é de justiça e eqüidade, sabendo que também vós tendes um Senhor nos céus”. Colossenses 4:1

“Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás. O salário do operário não ficará em teu poder até o dia seguinte”. Levítico 19:13

Advertência contra lucros desonestos

“O mercador tem balança enganadora em sua mão; ele ama a opressão”. Oséias 12:7

“Não terás dois pesos na tua bolsa, um grande e um pequeno. Não terás duas medidas em tua casa, uma grande uma pequena. Terás somente pesos exatos e justos, e medidas exatas e justas, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Pois o Senhor teu Deus abomina todo aquele que pratica tal injustiça”. Deuteronômio 25:13-16

“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer”. Provérbios 11:1

“O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa”. Provérbios 16:11

“Poderei eu inocentar balanças falsas, com um saco de pesos enganosos?” Miquéias 6:11

“Não cometereis injustiça nos julgamentos, nas medidas de comprimento, de peso ou de capacidade. Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.” Levítico 19:35-36.

Imagine se nossos políticos tivessem a Bíblia como livro de cabeceira, em vez de "O Príncipe" de Maquiavel. Veriam que a corrupção não compensa. 

Autor: Hermes Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]

terça-feira, 14 de abril de 2015

VOCÊ ESTÁ CHEIO DO ESPÍRITO SANTO?



Por Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Paulo, preso em Roma, escreve sua carta à igreja de Éfeso, capital da Ásia Menor, e ordena: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Jesus morreu, ressuscitou e subiu ao céu. Então, o Espírito Santo, o outro Consolador, desceu e desceu para ficar para sempre conosco. Sem a obra do Espírito Santo jamais haveria um só convertido na terra, pois é ele quem aplica a obra da redenção. Concordo com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil acreditar que um leão tornar-se-á vegetariano do que acreditar que uma pessoa só possa ser salva sem a obra do Espírito Santo. Todo crente é regenerado, habitado e selado com o Espírito Santo, mas nem todo crente está cheio do Espírito Santo. Uma coisa é ter o Espírito Santo; outra coisa é o Espírito Santo nos ter. Uma coisa é ter o Espírito Santo presente; outra coisa é ter o Espírito presidente. O texto em apreço nos ensina quatro verdades.

Em primeiro lugar, a plenitude do Espírito é uma ordem expressa de Deus. Há duas ordens no texto. Uma negativa e outra positiva. A negativa é não se embriagar com vinho; a positiva é ser cheio do Espírito Santo. Assim como a embriaguez é um pecado; também o é a ausência da plenitude do Espírito Santo. Se a embriaguez produz vergonha e dissolução, a plenitude do Espírito Santo desemboca em comunhão, adoração, gratidão e serviço.

Em segundo lugar, a plenitude do Espírito é uma exigência a todos os crentes. O ordem para ser cheio do Espírito é endereçada a todos e não apenas a alguns crentes. Os líderes, os anciãos, os adultos, os jovens, as crianças, os ricos, os pobres, os doutores, os analfabetos, todos os salvos, sem exceção, devem ser cheios do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não deve ser uma exceção na igreja; é a norma para todos os crentes.

Em terceiro lugar, a plenitude do Espírito Santo é uma experiência que deve ser repetida continuamente. Não se trata de um acontecimento único e irrepetível como é o batismo pelo Espírito no corpo de Cristo. A plenitude de ontem não serve para hoje, assim como a vitória do passado não garante vitória no presente. Todo dia é dia de ser cheio do Espírito Santo. Todo dia é tempo de andar com Deus e experimentar o extraordinário de Deus. As melhores experiências do passado podem ser medidas mínimas do que Deus pode fazer em nossa vida no futuro.

Em quarto lugar, não podemos produzir a plenitude do Espírito, podemos apenas nos esvaziar para sermos cheios. A plenitude do Espírito Santo não é uma realidade produzida por nós. Não administramos essa experiência. Ela vem do alto, de cima, do céu. Devemos ser como vasos vazios, puros e disponíveis para o Espírito Santo nos encher. Não há limitação no Espírito Santo. Podemos ser cheios a ponto de sermos tomados de toda a plenitude de Deus. Você está cheio do Espírito Santo?

***

Graças a Deus pelo neo-ateísmo .

.


Por Alister McGrath


"Já era tempo de se livrar do lixo em nossos sótãos intelectual e cultural. A crença em Deus não passava de uma curiosa e obsoleta relíquia."

A sensação de novidade do neo-ateísmo garante sua repercussão na mídia. É claro que praticamente todos seus argumentos são requentados e reciclados. A novidade em si tem mais a ver com seu imenso prazer em ridicularizar a religião e seus respectivos crentes. Um tabu cultural foi quebrado.

Antigas formas de ateísmo, que apelavam para argumentos baseados em evidências e insistiam no respeito pela crença religiosa, foram colocados de lado. Conforme observa o blogger ateu P. Z. Meyers, “a velha escola do ateísmo é muito, muito chata”. Para Myers, quanto mais ultrajante for a mensagem, melhor. Só assim ela será percebida.

É fácil perceber porque a “velha escola” ateísta está preocupada. Os slogans marotos e informais do neo-ateísmo simplesmente dissimulam seu déficit de evidências e raciocínio. Mais cedo ou mais tarde, alguém perceberá que esses slogans simplistas não batem com a realidade. E eles estão certos em ficar apreensivos.

A conversa agora avançou para além da elaboração de slogans. A conversa fiada acabou, abrindo caminho para um olhar crítico aos argumentos e evidências. E é aí que as coisas começaram a ficar interessantes novamente.

Se o neo-ateísmo quisesse organizar um debate, certamente conseguiria. De repente, todo mundo ficou interessado em falar sobre Deus. Na Grã-Bretanha, a influente revista Economist, que já foi “tão confiante no falecimento do Todo-Poderoso que nós publicamos Seu obituário em nossa edição do milênio”, viu-se inconvenientemente obrigada a publicar uma correção em 2007.

A religião estava proeminentemente de volta à vida e às discussões públicas. Dois jornalistas da mesma Economist acabaram publicando um bestseller em 2009 batizado de (adivinha?) “Deus está de volta: Como o renascimento da fé está mudando o mundo”.

Tanto eu como muitos outros demos as boas-vindas a este debate. O neo-ateísmo levantou questões de fundamental importância, tais como a racionalidade da fé, a relação entre religião e ciência, as possíveis ligações entre fé e violência e o papel da religião na sociedade ocidental. Eles iniciaram uma fascinante conversa. E é uma conversa que ainda tem um longo caminho a percorrer.

Onde alguns acreditavam que os intitulados “Quatro Cavaleiros do Apocalipse” [foto] finalmente colocariam uma pedra sobre a questão Divina, o oposto na verdade parece ter acontecido. O interesse cultural em Deus e na religião ressurgiu e as discussões não estão levando às conclusões que o neo-ateísmo tinha em mente. É um clássico exemplo da lei das consequências não pretendidas. E há um bocado de coisas que ainda precisam ser ditas.

Permitam-me então começar agradecendo a Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens por provocar este novo interesse cultural em Deus e na religião. Suas campanhas de alto impacto contra a fé reabriram tanto a curiosidade como a discussão sobre as grandes questões da vida. Encanta-me tê-los visto fazer isso.

Não tenho tanta certeza de que eles serão felizes com o resultado. Em vez de pôr fim ao debate, eles o iniciaram. Nunca foi tão fácil falar a respeito de Deus ou encontrar um público interessado por questões como crença, sentido e significância última.

Isto me lembra dos ferozes ataques de T. S. Eliot contra o trabalho do poeta do século XVII, John Milton, na década de 1930. Ele criticou duramente o estilo de Milton em “Paraíso Perdido”, ponto após ponto. O status de Eliot como poeta e crítico assegurava que suas opiniões fossem recebidas e que circulassem na mídia e entre os formadores de opinião. Milton foi tachado por muitos na mídia como antiquado e obsceno.

Curiosamente – e, ao que parece, um tanto involuntariamente – a força das diatribes de Eliot criaram um novo interesse em Milton. Charles Williams iniciou seu prefácio à edição de poemas de Milton “World Classics” com a observação: “Nós fomos felizes o bastante por viver em uma época em que a reputação de John Milton tem sido seriamente atacada”.

Williams agradeceu a Eliot por colocar o debate em curso. Mas ele não tinha dúvida a respeito dos resultados deste debate. O novo interesse em Milton estava levando todos a lê-lo novamente. E os veredictos de Eliot pareciam agora sem ligação com a realidade. Os alicerces para a reconstrução da honra de Milton no pós-guerra foram lançados – curiosamente, por seu maior crítico.

É difícil ignorar o paralelo com o neo-ateísmo. O interesse cultural na questão Divina aumentou grandemente. O papel da religião na sociedade tornou-se um tema extremamente relevante. Tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos, há novamente um enorme interesse no papel de organizações religiosas (sigla FBO, em inglês) quanto à promoção do bem-estar e coesão social.

Não é de admirar que tantos escritores religiosos – inclusive eu – comecem suas palestras falando do ressurgimento do interesse em Deus agradecendo a Richard Dawkins por levantar um novo interesse nessas questões. Eles deram início à conversa. Mas esta conversa se moveu em outras direções.

Interessantemente, algumas das mais pungentes críticas ao neo-ateísmo vêm de escritores seculares, alarmados com a estridência e o evidente exagero de suas declarações, bem como a tendência de ridicularizar ao invés de argumentos baseados em evidências.

Em 2009, o ateu Julian Baggini, autor do excelente “A Very Short Introduction to Atheism” (“Uma breve introdução ao Ateísmo”), publicou um artigo em uma revista humanista norueguesa intitulado “O movimento do neo-ateísmo é destrutivo”. Baggini compôs duas fundamentais críticas ao neo-ateísmo e propôs um retorno às abordagens profundas e esclarecidas que costumavam ser típicas do ateísmo anterior a Dawkins e Hitchens.

Em primeiro lugar, o neo-ateísmo caracteriza-se pelos seus ataques à religião e não considera os aspectos positivos dela. Baggini percebeu esta desencorajadora tendência em particular nas afirmações de Dawkins onde “há um caminho lógico na fé religiosa que leva a más ações”.

Para Baggini, isto tão somente reforça o mito de que “um ateu sem um sacerdote para bater é como um peixe sem água”. De fato, ele argumenta, é pior que isso: simplesmente confirma a suspeita de que muitos ateus “precisam de um inimigo que lhes dê sua identidade”.

Em segundo lugar, o neo-ateísmo chama para si o monopólio da razão de forma arrogante. “Com sua conversa de ‘encantos’ e ‘delírios’ ele dá a impressão de que apenas pela estupidez ou um enorme desinteresse pela razão alguém poderia ser algo além de um ateu”.

Baggini argumenta que é essencial conhecer os limites da razão, bem como aceitar que razão e evidências não são estranhos à crença religiosa. A indelicada definição de fé de Dawkins como uma “fuga” ou um “pretexto para evadir-se da necessidade de pensar e avaliar as evidências” é simplesmente “arrogante e atribui à razão um poder que ela não tem”. Não seria o caso de os neo-ateus serem um pouco mais céticos a respeito da razão e reconhecer a obviedade de seus limites?

Talvez um dois mais involuntários debates provocados pelos neo-ateus está tomando corpo dentro dos círculos ateístas e secularistas sobre os futuros rumos do movimento. Coberturas da mídia falam abertamente em uma “cisão” entre os círculos ateístas e secularistas desde o fim de 2009.

Paul Kurtz, por exemplo, proeminente humanista secular, protestou contra esta nova “fase agressiva e militante” na história do ateísmo, na esperança de que ele fracassasse antes de causar danos permanentes ao movimento.

Não há dúvida, portanto, de que um grande debate está em curso. O “neo-ateísmo” disparou uma discussão dentro das igrejas, da sociedade e até mesmo no próprio movimento secularista, sobre o lugar da religião e da crença tanto na vida pessoal como na cultura em geral. Precisamos levar isso mais longe e mais fundo.

A discussão mudou nos cinco anos desde 2006, quando o neo-ateísmo alcançou fama. Estamos em um novo e mais interessante território agora. Slogans simples – tais como “Deus é um delírio” ou “a religião mata” – já tiveram sua vez. É hora de uma discussão séria sobre as questões.

No próximo texto desta série sobre as questões levantadas pelo neo-ateísmo, refletirei sobre a natureza da fé. Longe de ser algo que se limita a pessoas religiosas, vou sugerir que ela é simplesmente uma rotina e um aspecto necessário da existência humana, incluindo as ciências naturais.

O neo-ateísmo apresenta-se como um movimento sem qualquer fé ou crenças. Para citar mais um slogan maroto e superficial do neo-ateísmo: “Nossa crença não é uma crença” (Christopher Hitchens). Mas isso simplesmente não é por aí. É muito mais interessante, como espero mostrar.

***
Sobre o autor: Alister McGrath (ex-ateu) é presidente do Oxford Centre for Evangelism and Apologetics [Centro para Evangelismo e Apologética em Oxford] e professor de Teologia Histórica na Universidade de Oxford. É autor de diversos livros.

Fonte: ABC - Religion and Ethics 
Tradução: Ronaldo Berchol
Revisão: 
Jonathan Silveira
Via: Tuporém

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...