quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Como se pode não falar de Deus depois de Auschwitz?

Hoje completam-se 70 anos da libertação, pelo Exército Ver Auschwitz. Sem dúvida, é uma data que deve semelho, de Auschwitz, rede de campos de concentração nazistas no sul da Polônia. Estima-se que mais de 1 milhão de judeus foram assassinados emr lembrada.

Ultimato também não quis deixá-la no esquecimento. “O campo de Auschwitz deve continuar como uma amarga lembrança da maldade e impiedade humanas”, disse a edição 330 em 2011.

Em 1998, nosso redator foi a São Paulo e teve uma triste conversa com Bella Herson, uma das sobreviventes de Auschwitz, que veio morar no Brasil poucos anos após a II Guerra. Em seu trabalho “Judeus na Polônia”, Bella termina dizendo que “A Polônia é o maior cemitério judaico do mundo e, segundo o costume judaico, se alguém colocar uma pedrinha em qualquer parte do solo polonês, certamente estará homenageando, sob ela, uma inocente vida judaica”. Bella fez uma confissão às avessas: “Se existiu Auschwitz, não pode existir Deus”.

Outro sobrevivente, porém, não chegou à mesma conclusão de Bella. Em seu mais famoso livro (“Em Busca de Sentido”, com mais de 9 milhões de exemplares vendidos), o psiquiatra austríaco Viktor Emil Frankl explicou a razão de sua sobrevivência: “Não há dúvida de que o amor-próprio, quando ancorado em áreas mais profundas, espirituais, não pode ser abalado por uma situação de tremendo sofrimento”. Ultimato deu destaque aos pensamentos de Frankl – “o salmista do século 20” - na edição 327, em 2010.

A mesma edição que entrevistou Bella Herson também trouxe a vergonhosa denúncia de que oantissemitismo foi, ao longo de séculos, propagado pelas igrejas cristãs.

O “Mineiro com Cara de Matuto” foi à Auschwitz em 18 de dezembro de 2002 e viu com seus próprios olhos os lugares, os objetos e as marcas do sofrimento das vítimas do nazismo. 

“As lembranças estão ali, em salas enormes e envidraçadas. Numa delas havia uma montanha de cabelos. Em outras, vários objetos de uso pessoal, como pentes, escovas, sapatos, roupas, panelas e outros utensílios de cozinha. Havia também próteses dentárias e muletas. A maior parte das roupas era de crianças. Diante da sala onde só havia malas, o Mineiro fez questão de anotar o nome e a procedência de alguns de seus proprietários: Klara e Sara Fochtmann (de Viena), Herman Pasternak e Irene Bermann (de Hamburgo) e Marie Kafka (de Praga). Esta última era irmã do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924). Ela e mais duas irmãs morreram em Auschwitz”, relatou o Mineiro. 
Ele lembrou que Auschwitz é “o lugar mais notório de genocídio da história e a maior sepultura coletiva do mundo” e que o museu que agora está lá é o “mais triste cartão postal da cidade”.

A edição 327 listou, em ordem cronológica, alguns dos lances mais importantes do antissemitismo e da Segunda Guerra Mundial.

Ler sobre os horrores da Segunda Guerra, ouvir depoimentos de sobreviventes, ver documentários e filmes. Tudo isso gera uma mistura de sentimentos no coração: indignação, tristeza, pena, etc. Mas também é verdade que muitas perguntas ainda estão sem respostas, tanto do lado de quem crê em Deus quanto de quem não crê. “Como Deus permitiu isso acontecer?”, perguntariam os que não têm fé. “Como o ser humano, dotado da luz poderosa da razão e da ciência, pôde fazer isso?”, perguntariam os religiosos, estupefados com a arrogância e com a maldade dos que se sentiram superiores.

A verdade é que não há respostas definitivamente esclarecedoras, porque a ferida ainda dói e o que aconteceu foi algo absurdo. Mas há esperança. A mesma que teve Viktor Frankl e a mesma que tem o teólogo Jürgen Moltmann, o “profeta da esperança”:

“Sem o conhecimento de Cristo pela fé, a esperança se torna uma utopia que paira em pleno ar; sem a esperança, entretanto, a fé decai, torna-se fé pequena e finalmente morta. Por meio da fé, o homem entra no caminho da verdadeira vida, não somente a esperança o conserva neste caminho. Desta forma a fé em Cristo transforma a esperança em confiança e certeza; e a esperança torna a fé em Cristo ampla e lhe dá vida”.

Em 1948, o jovem Moltmann teve que confrontar-se com a grande pergcadounta da época: “como se pode falar de Deus depois de Auschwitz?”. Num relato autobiográfico, o profeta da esperança conta: “Nos campos na Bélgica e na Escócia experimentei o colapso das minhas certezas, e neste colapso encontrei uma nova esperança na vida cristã”. A partir de então, Moltmann começou a se perguntar: “Como se pode não falar de Deus depois de Auschwitz?”.

*Publicado no 27/01/2015 na Ultimato online
Equipe Editorial Web
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

10 MANEIRAS DE UMA IGREJA "MATAR" SEU PASTOR

Por Renato Vargens


O ministério pastoral é extremamente árduo. Servir a Cristo como pastor ao contrário do que alguns pensam não é nada fácil. Na verdade, não são poucos os líderes que vivem debaixo de uma enorme pressão espiritual. A igreja em alguns casos é implacável exigindo do pastor muito mais do que ele pode dar.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos afirma que cerca de 90% dos pastores estão trabalhando entre 55 a 75 horas por semana. O percentual de esgotamento está no máximo, com somente 50% dos pastores cumprindo seus anos de trabalho como pastor. A pesquisa também afirma que mais de 50% dos graduados nos seminários deixam o ministério depois de 5 anos. Mais de 1200 pastores a cada mês deixam o ministério devido a tensão ou situações relacionadas com a igreja, assuntos familiares ou falha moral.

Pois é, complicado não é mesmo? Para piorar a situação existem igrejas que se tornaram "experts" em maltratar seus pastores. Eu particularmente, conheço inúmeras igrejas que de forma acintosa e perversa arrebentaram com as vidas de seus líderes. 
Lamentavelmente o  "pacote de maldades" de algumas igrejas para com o seu pastor é de deixar qualquer um ruborizado. 
Veja por exemplo algumas atitudes que podem contribuir para a "morte" do pastor:
1-) Trate-o com desdém, minando pelos cantos da igreja sua autoridade espiritual.
2-) Trate mal sua esposa e exija dela mais do que ela pode dar.
3-) Trate mal seu filhos chamando-os de pestinhas ou coisa pior, colocando sobre eles um peso que  não foram chamados a suportar.
4- ) Pague um salário de fome para ele.
5-) Desrespeite-o publicamente.
6-) Semeie duvidas no coração dos irmãos quanto ao caráter dele.
7-) Desvalorize seus ensinos e pregações.
8-) Comporte-se dolosamente falando mal dele para a liderança da igreja. 
9-) Murmure o tempo todo demonstrando sua insatisfação com o trabalho desenvolvido.
10-) Faça-o trabalhar além da conta não concedendo a ele o direito a férias e descanso.
Que Deus tenha misericórdia do seu povo!
Renato Vargens

Ensinando o Breve Catecismo de Westminster para Crianças

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Por Rev. Ewerton B. Tokashiki


Ensinar crianças é algo maravilhoso. É participar de sua formação. Penso que devemos estudar com elas o Breve Catecismo de Westminster, porque ele foi preparado para crianças, e elas são aptas para aprender o seu conteúdo. Aqui ofereço algumas sugestões bem práticas de como preparar uma simples aula para nossas crianças. Estas sugestões se aplicam para professores que lecionam para a faixa etária de 7 a 9 anos [a turminha do "eu já sei ler"]: 

1. Comece fazendo uma revisão da aula da anterior. Mesmo que quem lecionou seja outra pessoa, isso é necessário, por 2 motivos: 1) as perguntas do Breve Catecismo possuem sequência lógica e deve haver a construção didática na memória das crianças. 2) descubra o que eles aprenderam, e como a sua aula somará no conhecimento adquirido deles, progredindo com novas informações. 

2. Memorização da pergunta/resposta do Breve Catecismo que será o tema de estudo da aula. Eles conseguem e devem ser incentivados a memorizar a pergunta e resposta. Se cada um aluno tiver o seu próprio Breve Catecismo é o ideal, senão, escreva no quadro, ou numa cartolina, ou use de forma dinâmica o data show! 

3. Escolha sempre 1 versículo bíblico que resuma a sua aula. Veja que o próprio Breve Catecismo tem vários versículos chaves em cada pergunta/resposta. É só escolher 1 que melhor se encaixe com a sua aula. 

4. Elucidação da pergunta/resposta do Breve Catecismo. É aqui que entra a lição e explicação da perg/resp do BC. Você pode fazer isto: 

        4.1. Explicando cada parte da resposta do BC; 
        4.2. Contando uma história bíblica ou moral; 
        4.3. Assistindo um breve vídeo ou desenho [no máximo 15 minutos] e                 conversando sobre ele depois; 
        4.4. Fazendo uma atividade lúdica [boneco, recortes, pintura,                               artesanato, etc.] 

5. Aplicação da lição. Aqui algumas perguntas devem ser respondidas: 

        5.1. O que esta perg/resp quer dizer mesmo? Realmente entendi? 
        5.2. Como viverei esta verdade? 
        5.3. Como praticar esta verdade em casa? 
        5.4. Como praticar esta verdade na escola? 
        5.5. Como praticar esta verdade na igreja? 
        5.6. Como praticar esta verdade no esporte? 
        5.7. Como praticar esta verdade com meus amigos? 
        5.8. Como posso ensinar esta verdade pra outras pessoas? 
        5.9. O que não posso fazer que contradiz essa verdade? 
        5.10. O que posso fazer para ser melhor com o que aprendi? 

Espero que estas orientações ajudem a preparar a nossa aula com zelo pela verdade, fidelidade ao Senhor e amor aos nossos pequeninos.

***
Fonte: IPB - Site Oficial

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

IGREJA PRESBITERIANA TEM PROGRAMA DE RÁDIO

A Igreja Presbiteriana de Garanhuns voltou esta semana a ter o seu programa diário de rádio. O programa “Cristo é a Resposta” é veiculado na Rádio Sete Colinas FM (100,5 Mhz), de segunda a sexta, das 06h30 às 07h. O responsável pelo programa, e também apresentador, é o Rev. Inaldo Peixoto, pastor da Igreja Presbiteriana Central, que este ano comemora 115 anos de Fundação.

O Programa tem como objetivo levar aos ouvintes a Palavra de Deus, cumprindo o papel de evangelização. A grade de programação se divide entre mensagens bíblicas, momentos de louvor por meio de músicas e entrevistas com Pastores das demais Igrejas Presbiterianas de Garanhuns. A intenção é alcançar a todas as pessoas.

“Nós temos o compromisso de levar a Palavra de Deus a maior quantidade de pessoas que pudermos. E entendemos que o rádio na nossa região, nos dá essa possibilidade, por ser ainda o meio mais utilizado para a informação. É uma ação para a honra e a glória do nome do Senhor”, afirma o Pastor Inaldo Peixoto.

O programa “Cristo é a Resposta” tem o patrocínio de Ferreira Costa e do Colégio Quinze de Novembro.

Texto: Jacqueline Menezes 
Foto/Arte: Ana Paula da Silva 

Fonte: Blog de Roberto Almeida
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